19.1.19

Alexandre

Alexandre, o Grande, com menos de 40 anos já tinha conquistado o Mundo.
Mas, com menos de 50 já estava morto...
Será que adianta?

Reformulando, para que seja melhor compreendido. Claro que tem gente que morre antes dos 50 sem ter conquistado coisa alguma. Mas não é esse o foco do meu texto. Eu aqui me refiro ao desapego como algo superior à ganância. Nesse aspecto eu me lembro de Diógenes preferindo o sol à sombra de Alexandre. Eu me lembro de Jesus e Henry Miller. Eu me lembro de mim (que fico escrevendo ensaios e contando histórias em vez de construir uma casa) e também de você (que encontra tempo para ler poesias, em vez de seguir o rebanho dos que se estressam).

18.1.19

Schrodinger


Hoje a minha homenagem a Erwin Schrödinger, o genial cientista que contribuiu para a física quântica, e escreveu o belíssimo livro O que é a Vida?, em 1944. Onde ele, entre outras coisas, diz que
"a singular engrenagem (o cromossomo) não é de grosseira manufatura humana, mas a mais requintada obra-prima já conseguida pelas leis da mecânica quântica do Senhor." (página 95). Ou seja, o exemplo mais fascinante do projeto do arquiteto e da perícia do construtor numa coisa só. Acho que ainda vou adotá-lo como patrono espiritual da minha visão profundamente materialista da Vida.

17.1.19

Mulheres

MULHERES

Não me bastam os cinco sentidos para perceber-lhes toda a beleza. Não me bastam os cinco sentidos para viver com totalidade o mistério profundo que elas trazem consigo. Eu tenho é que tocá-las, cheirá-las, acariciá-las, penetrar-lhes o sorriso, sentir o seu perfume, beijar-lhes o céu da boca, ouvir suas histórias, transformá-las em deusas. Tenho que dar-lhes o amor que o meu corpo conduz e sustenta-me a alma. O belo amor natural por todas as coisas do mundo. Como espelho de paixões em labareda, tenho que sentir nos seus olhos um raro brilho diamante.

Eu as respeito e as venero — com a graça de um cisne que dança num lago tranqüilo e a ousadia de um touro selvagem recém-despertado. Não lhes faço perguntas, não as pressiono por nada, não lhes tiro a liberdade, não quero mudá-las jamais. Sempre imagino o que estejam sonhando, e pulo de cabeça no sonho delas. Cavalgo o vento para visitar-lhes as razões, as emoções e as loucuras. Como um deus escandaloso e surpreso por sua própria criatura, entro no coração de cada uma delas, deliciosamente, como se entrasse numa pulsante catedral. Mergulho na essência dos seus desejos e cada vez me espanto mais com tanta fantasia. Os cinco sentidos, por não serem precisos, ainda não bastam, e preciso mais do que isso para compreendê-las.

Toda mulher é silenciosa por dentro. A existência pura se manifesta em cada detalhe. Assim na terra como no céu, amar as mulheres é uma experiência religiosa. E eu as amo, fina substância, como deve amar quem ama de verdade — incondicionalmente. Sem ciúmes. Eu amo as morenas, as loiras, as baixinhas, as altas, as lindas, as quase feias. Amo as virtuosas, as magras, as gordinhas, as diabólicas, as tímidas — e até as mentirosas. As iluminadas, as pecadoras, e as santíssimas. Amo as virgens, as pobres, as ricas, as loucas, as muito vivas, as inocentes. As bronzeadas pelo sol, e as branquinhas. As inteligentes — e as nem tanto. Desde que sensíveis, eu amo as jovens, as maduras, as solteiras, as casadas, as separadas. As bem-amadas, e as abandonadas. As livres, e as indecisas. E se me dessem o poder, o tempo e, principalmente, a chance, eu a todas elas daria, todos os dias, um êxtase cósmico, poético e sublime.

Apanharia flores silvestres, tomaria sol com todas elas, todo dia. Andaríamos descalços na areia, contemplaríamos crepúsculos cor de abóbora, jantaríamos à luz de velas, dançaríamos, tomaríamos vinho branco, olharíamos as estrelas. E eu lhes faria poesias de amor. Puro como um anjo, amaria cada uma delas eternamente — uma por vez. Com delicadeza, com doçura, com profundidade, com inocência. Entusiasmado, como se cada uma fosse a única. Como se no mundo inteiro não houvesse mais nada, nem ninguém.

Todas as noites, eu passaria cremes e encantos no seu corpo. Falaria sobre fábulas, contaria histórias românticas, as veria dormir. Ouvindo Beethoven, velaria por um tempo o sono delas, e, de madrugada, antes do sol raiar, antes do primeiro pássaro cantar, as cobriria com o resto de luar que ainda houvesse, e sairia em silêncio. Como um felino lógico, sensual e saciado, deslizaria pelo cetim azul-celeste dos lençóis, saltaria por sobre todas as metáforas — e sorrindo iria embora.

Enfim, se por acaso fosse Deus, eu com certeza não mais ficaria cuidando do universo e dessas outras coisinhas banais. Não ficaria controlando o destino das pessoas, o tempo, os compromissos, a pressa, o caminho dos planetas, a economia, o cotidiano, o infinito, os genes, a Internet, a geografia...    Não!

Eu somente iria amar as mulheres, como elas merecem — e como nunca foram amadas.


Só isso, definitivamente. Nada mais, nada mais!

16.1.19

Verdades

Não existem verdades definitivas. O que existem são interpretações (bem ou mal) elaboradas sobre determinados aspectos da realidade — cientificamente comprováveis ou não — mas necessariamente condicionadas pelo ponto de vista, pelos interesses, visão do mundo e capacidade intelectual de quem as propõe.

15.1.19

Felicidade

Para os filósofos cínicos, a felicidade não é algo passageiro: uma vez alcançada, nunca mais a perdemos. A princípio, parece um absurdo, mas é uma teoria bastante sustentável. Digo isso, e concordo plenamente, porque aconteceu comigo! Sou a prova viva de que isso é possível. Meu conceito de felicidade — já por mim alcançada — é ser bem-aventurado. É ter um corpo saudável, completo domínio dos estados de espírito, e liberdade total. Muita alegria, bom humor inabalável e gostosura transbordante, além de amores infinitos. Ausência de pressa, de ciúmes e de ódio, ausência de medo, inveja e vergonha. E completa ausência de apego. Basicamente isso.

Estou escrevendo algo mais a respeito, que vou publicar no meu livro Sermão da Cordilheira.

14.1.19

Previsões feitas em 1995

Texto que está na primeira edição do meu livro Solidão a Mil, 1998, página 352.

Em 1995, como analista de sistemas do Grupo Itel, fiz uma palestra sobre a viabilidade de se utilizar o mesmo atual cartão eletrônico bancário como cartão único, universal, conectado à rede que eu chamo de U-Net (sucessora da internet). Desde que melhorado e com um chip controlador poderoso, nele estariam todos os nossos dados básicos: Identidade, cadastro médico, CPFG, carteira de habilitação, registros profissionais, currículo escolar, efetivos controles de aposentadoria, histórico amoroso, saldos bancários, preferências, livros lidos, contas pagas e a pagar, pendências judiciais, viagens, agendas, senhas de acesso. Aproveitaremos a atual estrutura de informática dos três grandes bancos que restaram. Uma Digital Station (os antigos PC, MC, Notebooks) poderá ler esse cartão via rádio (e mais tarde raios gama) à distância.

Servirá também como cartão telefônico, substituindo o antigo celular. Suas coisas pessoais, sua casa e seu carro, não poderão ser acessados sem a inserção autorizada do respectivo cartão, mediante impressão digital. Por exemplo, será abolido, por desnecessário, esse costume medieval de um guarda rodoviário interromper nossa viagem para pedir documentos. Até o excesso de velocidade ficará nele registrado, sendo a respectiva multa debitada imediatamente da sua conta bancária. Tudo será online.


Isto foi em fevereiro de 1995. Um dia ainda chegaremos aonde eu então previa. Liberdata Biopersona era o nome do Projeto.

12.1.19

Não penso que te possuo

Não penso que te possuo — nem quero te pertencer. Não importa se isso dure, nem é preciso que se acabe. Não sei se será sempre tão bom assim, e nem busco certezas eternas. Mas, como as delícias do agora me encantam — e bastam — até posso dizer que já estou começando a te amar. Por isso eu me entrego como um ponto de luz nos teus olhos de mar e um toque sutil na tua pele de Amor. Pois eu só te quero como um risco delicado, um perigo iminente, transitória gostosura — nada mais.

Eu não te quero compromisso: eu te quero dança.

Te quero paixão e alegria. Sem excesso de presença e sem sufoco da esperança. Desse modo, nem meu mundo termina aqui, nem você será prisioneira de mim. Afinal, somos livres um do outro — para sempre.

11.1.19

Kyrie Eleison

Hoje acordei de manhã, esparramado na sala depois de ver o começo de um filme, e havia uma mulher me acariciando, emoldurada, pertinho do meio copo de vinho vermelho caído no chão que esqueci de tomar, entusiasmada, segurando uma bacia de girassóis. Essa mulher, que nunca vi triste, que incentivou sempre todos os meus amores, me inspira suspirando, me aceita como sou — e me diz, toda hora, que o verdadeiro amor é a união de duas espontaneidades, a fusão desgovernada de dois devaneios. Me ama, eu sei, mas antes de me amar, sei que ama o infinito absoluto onde eu danço as minhas próprias escolhas profundas. Desde que nasci, essa mulher me alimenta de leite, amor, vitaminas, desapego, feijão, arroz e liberdade. Achava melhor ensinar-me a ser homem do que pregar-me um botão. Toda noite me contava histórias pra que eu não dormisse. Cantava o Kyrie Eleison como se fosse uma canção de ninar pelo avesso. Jamais quebrou as lanças da minha ousadia, nem pensou em cortar-me as asas de pássaro livre. Ainda me ampara com firmeza, sustenta-me a alma e me aplaude as loucuras. Nunca brigamos. Mil quilômetros nos unem hoje, mas sei que ela me ama da única forma que uma mãe ama seu filho: incondicionalmente. A recíproca também é verdadeira.

Então dou um beijo na boca da foto, me viro de lado e volto a ver Kurosawa. Quero sonhar com Van Gogh de novo. E, porque sou produto escandaloso de uma deliciosa mitologia grega, sonharei com Freud também, naturalmente.

Hoje, 11.01.2019, faz três anos que minha Mãe sonha comigo, sem pular um dia sequer.

Meia de Seda

Quando eu era mais piquinininho, minha Mãe às vezes fazia Meia de Seda, aquela bebida deliciosa, com gostinho de licor de chocolate e amendoim, e que, por ser meio proibida, a gente só podia tomar um copinho. Pois, é: hoje, aqui nesta tarde ensolarada da cidade onde estou, eu fiz Meia de Seda... Com licor de cacau, gin, leite condensado, creme de leite e paçoquinha (não tinha creme de amendoim). Um litro! E agora estou tomando, tudo, deliciosamente, sem pressa, sozinho, de mãos dadas com o Crepúsculo, escrevendo mais um capítulo do meu livro Teoria do Acaso — e me lembrando de minha Mãe...

Não é isto a felicidade?!

10.1.19

Reciclagem


Mateus tem quatro filhos e trabalha com reciclagem. 

Mude

Mude

Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.

Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.

Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama.
Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais,
leia outros livros,
Viva outros romances!

Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia.O novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.

A nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde, ou vice-versa.
Escolha outro mercado,
outra marca de sabonete,
outro creme dental.
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.

Troque de bolsa,
de carteira,
de malas.
Troque de carro.
Compre novos óculos,
escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Arrume um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.


Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.

Só o que está morto não muda!
Edson Marques.



Fundação Biblioteca Nacional do Ministério da Cultura
Poema MUDE - Registro: 294.507 - Livro: 534 - Folha: 167






Eis o Comercial da Fiat - veiculado na Globo, SBT, etc.

Veja aqui o espantoso caso em que o filho de Clarice Lispector,
irresponsavelmente,
com base em erro de citação de autoria na internet,
E recusa-se a devolver o dinheiro.
Primeiro vídeo Mude - com música de Tom Petty
Dê um click acima e veja no Youtube.


8.1.19

Sobre a morte

Todos um dia morreremos. É fatal. Porém, como sou extremamente apaixonado pela vida, prefiro a morte metafórica. Porque esta é ativa, reflexiva, criativa, instigante. Esta eu já morri, faz tempo. Recomendo-a, enfaticamente. Jesus, a seu modo, também a recomendava. Porque só ela nos faz mudar de verdade. Quanto à morte biológica, essa não tem graça nenhuma. É passiva, pode doer — e não nos leva a lugar algum. Melhor deixar pra mais tarde. Bem mais tarde...

Morrer é a última coisa que eu quero fazer na vida.


A propósito: hoje morreu Luiz José, um dos meus irmãos mais amorosos.

7.1.19

Desobedeça

Se nós pensássemos e agíssemos exatamente como nossos pais; se nossos pais pensassem e agissem exatamente como nossos avós; se nossos avós fossem exatamente como os pais deles — e assim por diante — o ser humano ainda hoje certamente viveria trepado em árvores e abanando moscas com o próprio rabo...
Sem mudança não há progresso.
Mude.
Desobedeça!
Mas desobedeça criativamente, com inteligência e disciplina.

6.1.19

Estamos no Pico

O brilho da manhã não se repete. Separo-me porque te amo, vou-me assim porque te quero, abandono alguns sonhos no teu peito porque preciso ficar só. Deixo você porque parece que atingimos o pico.

Também sei que poderíamos ir mais além — juntos. Seria um risco, eu sei, mas o risco maior é irmos mais além — separados. Entre dois riscos, devemos escolher sempre o mais profundo, o mais radical, o mais incerto, o mais dançante, o mais alegre, o mais aberto.

Vamos dar chance ao mundo para que possa ver e sentir quem somos nós, vamos deixar que outras borboletas visitem nossos doces corações...

E se em vez de borboletas nos visitarem urubus, não tem problema, pois nós agora já sabemos distingui-los.

Quando vivemos em absoluto estado de alerta, conscientes — todas as uexperiências valem a pena. Inclusive a perda de um grande amor.

5.1.19

40 coisas

QUARENTA COISAS PRA FAZER EM 2019
:

01. Tome mais água, mais vinho e mais sol.
02. Escolha melhor os teus próximos amores. Prefira os livres.
03. Viva com mais Entusiasmo, com mais Energia, e com mais Coragem.
04. Arranje sempre algum tempinho pra falar com Deus.
05. Faça atividades que estimulem o teu cérebro.
06. Leia mais livros do que leu em 2018.
07. Fique em silêncio alguns minutos todo dia. Pense. Reflita. Medite.
08. Procure dormir tranquilamente, para acordar de bom humor.
09. Faça exercícios físicos. Caminhe pelo menos 30 minutos por dia.
10. Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
11. Não compare a tua vida com a de ninguém. Cada um tem sua história.
12. Seja um otimista racional.
13. Mantenha o controle absoluto dos teus estados de espírito.
14. Não se torne sério demais. Só os alegres vão pro Céu.
15. Só gaste tua preciosa energia com coisas gostosas.
16. Sonhe mais. Sem sonho não se cria nada.
17. Saiba que a inveja é um desesperado sinal de fracasso.
18. Jamais conclua apressadamente. Analise antes as premissas.
19. A vida é curta demais para ser tão pouca. Viva mais!
20. Faça as pazes com o teu passado para não estragar o teu presente.
21. Ninguém comanda a tua própria felicidade, a não ser você mesmo.
22. Já que a vida é uma escola — aproveite pra aprender.
23. Sorria mais. Encontre motivos para dar umas boas gargalhadas.
24. Não é preciso vencer todas as discussões. Aceite a discordância.
25. Entre mais em contato com teus amigos e com teus amores.
26. Nunca perca uma oportunidade de ajudar alguém.
27. Se não puder perdoar a todos, ao menos os compreenda.
28. Misture-se aos melhores.
29. Jogue fora tudo que não presta.
30. O que outros dizem a teu respeito nunca vai mudar a tua essência.
31. Não permita que um simples idiota comprometa o teu destino.
32. Faça sempre o que é correto, justo e verdadeiro.
33. Procure não trair jamais a tua própria natureza.
34. Deus cura todas as doenças — exceto o mau humor e a maldade.
35. Valorize a própria liberdade, acima de qualquer outra coisa.
36. Não importa como você esteja se sentindo: pratique uma boa ação.
37. O melhor ainda está por vir — em todos os sentidos.
38. Só o que está morto não muda.
39. Preencha o teu coração com alegria, esperança e gostosura.
40. Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.

TransCriação de Edson Marques sobre um texto da internet + partes do poema Mude.

4.1.19

Desaforo - será mesmo?

Eu não considero desaforo aquilo que um idiota diz a meu respeito.



"Eu não levo desaforos pra casa". Quem repete essa frase deve ser só um insensato. Um papagaio de aluguel, potencialmente estressado e sem assunto. Em vez de citar Nietzsche ou Machado de Assis, profere uma insolência. Quem costuma reafirmar o seu caráter pessoal pronunciando tal besteira, já se mostra petulante, atrevido, inconsequente. Generaliza demais, ofende a Lógica e maltrata a Razão. Afinal, o que é um desaforo? Um insulto — podem dizer. Mas, um insulto praticado por quem, contra quem, sobre qual tema, e com qual objetivo? Aliás, para merecer tamanha reação apriorística, deve ser um impropério astronômico...

Pois, se assim não for, por que deveríamos gastar tempo e energia com tal coisinha? Portanto, eu te pergunto: qual o teu conceito de desaforo? Qual a importância que tem para tua vida o fato de existir um desgraçado qualquer que te xinga ou "desrespeita"? Quanta verdade, quanta lógica pode haver numa sentença pronunciada por boca irracional? Quanta relevância tem, para você, uma determinada coisa, ao ponto de você conceder a ela o poder de causar alterações no teu metabolismo, desviando muitas funções realmente vitais, só para produzir uma carga enorme de hormônios e soluços?

Meu conselho: leve alguns "desaforos" pra casa... Ou não mais considere desaforo aquilo que um ignorante qualquer diz a teu respeito.

Fôlego

DO QUE EU PRECISO

Houve um tempo em que eu precisava de uma casa enorme para guardar tudo aquilo que eu supunha indispensável. Depois, as coisas que me pareciam muito importantes cabiam numa sala pequena. Mais tarde, essas coisas "extremamente importantes" passaram a caber num armário de tamanho médio no quarto do fundo. Bem depois, coloquei tudo aquilo que ainda considerava "muito importante" no porta-malas de um conversível preto — e saí pelo mundo. Andei, rodei, tomei sol e chuva, ar e vento, tomei vinho consagrado, brisas e tormentas, tomei fôlego, amei com a liberdade mais absoluta — e fui me despojando ainda mais. Tanto, que hoje, cheio de amor e pleno de mim, vejo que todas as coisas verdadeiramente importantes cabem dentro de uma calça jeans e de uma camiseta branca de algodão gostoso que agora me descobrem.

3.1.19

Meu Espírito Amoroso

O espírito amoroso e excitado da consciência abraça sempre a minha alma e dançam juntos no meu próprio coração. Para que nunca mais se possa deter minha loucura entusiasmada e racional, nem mesmo frente ao juízo em contrário e sem graça dos que, em vão, me tentam reprimir.

Minha alegria é transbordante e não depende jamais de aprovação alheia. Ela existe, simplesmente. Afinal, ninguém consegue desfazer o que foi feito — se foi feito com razão e gostosura, com amor e liberdade.

2.1.19

Duas histórias de Amor

Hoje é aniversário da minha Mãe. E agora me lembro das canções de ninar que ela cantava para que eu não dormisse — do Kyrie Eleison ao Noel Rosa. Eu me lembro do conselho que sempre me deu: que eu nunca deixe de ser Eu. E me lembro do dia em que eu nasci: era um dia de duplas esperanças. Era uma noite de luar azul escandaloso. Era um sábado de aleluias e esperas, de poesia e de romance. Era uma casinha de madeira e primaveras, ao lado de uma roseira branca, no finzinho de uma rua principal. Era hora de metáforas, era hora de loucuras. Como toda musa entusiasmada era fora deflorada com amor e alegria por um louco jogador — que se chamava Lúiz. Era outra vez madrugada e ela encantada outra vez. Foi então que essa Mulher sagrada decidiu me dar A Luz. E deu. Era o começo de duas histórias de Amor.


Essa foto foi feita há 13 anos. Logo, ela está hoje cerca de 19,75% mais velha. Mas continua saudável, sorridente, bem-humorada. Aliás, eu nunca a vi triste. Sempre cantando, sempre alegre, agitando as circunstâncias. Nunca brigamos, eu e ela. Nenhum tapinha, nenhum puxão de orelhas, nenhum grito. Nós dois sempre nos compreendemos um ao outro. Como sou-lhe o primogênito e (suponho) ainda o preferido, há toda uma mitologia em torno disso... rs! Acho que até Einstein explicaria melhor do que Freud essa nossa maravilhosa relação de Amor.

Aniversário da Mãe

Hoje é Aniversário da minha Mãe. Por isso, eu sigo só o sinal que não aponta, e que partiu de dentro do meu próprio coração. Estou aqui, nesta ensolarada conjunção de fatores, escrevendo, olhando nuvens de sorvete no céu de Itararé, ouvindo corruíras, pardais e bem-te-vis, uma algazarra de sons por sobre mim. Tomando café com amor, e pensando nessa mulher que me gerou, Iracy. Saudades me cobrem os olhos. Ela sabe fazer pão recheado com queijo branco. Ela mesma escolhe o trigo, prepara a massa com a magia das próprias mãos. Ainda de madrugada, ela fica fazendo o pão e cantando baixinho, como se fosse um mantra.

Agora mesmo um tiziuzinho pousou ali no canto do terraço e ficou me olhando, cantou três vezes e foi-se embora. Mas deu tempo de dizer-lhe que vá contar à minha Mãe, agora mesmo, que estou aqui, pensando nela. Você sabia que o tiziu sempre salta quando canta? Se não me engano, se for preto é macho e se for esverdeadinho é fêmea. Lindo pássaro. Canta saltitando. E fico pensando: Será que o salto precede o canto, ou será que o canto precede o salto? Não sei... Só sei, Mãe, é que o pão que me alimenta é um produto do teu trigo.

1.1.19

2019


Se a vida se encurta por nossa causa, temos que reagir. Sêneca dizia que a vida não é curta: nós é que a tornamos — e a desperdiçamos quase sempre em afazeres inúteis, supérfluos, banais, secundários, desprezíveis.

Se você aproveitasse o tempo enorme que perde no trânsito, no trabalho alienado, na educação dos filhos, nas reprimendas aos escravos, nas conversas hipócritas, na fila do banco, no ônibus, no metrô, no avião, na internet; se aproveitasse o tempo que perde vendo tv, ou em papos furados ao telefone; em agendas ridículas, reuniões absurdas, conflitos de família, salamaleques, sermões e orações; se você não precisasse gastar um tempo enorme corrigindo as barbaridades que comete contra si mesmo; se não precisasse ficar se explicando a toda hora para o patrão, para a patroa, para os pais, para os filhos, para os namorados — e para a consciência...

Se não gastasse eternidades tentando encontrar uma saída nesse buraco em que se meteu por descuido; se fosse um pouco mais esperto, um pouquinho mais inteligente; enfim, se você usasse o cérebro e fosse livre de verdade — e independente — a vida não seria tão curta...

Cento e vinte anos de prazer absoluto bastariam!

Dois Caminhos

A vida tem dois caminhos:


Ou você segue o caminho da Tristeza,
arma-se de medo, de ciúmes e de falsas alegrias,
arma-se de angústia, fecha os olhos, se acomoda,
e segue o rebanho dos que não sabem;
obedece a regras injustas, não reage, não questiona,
não se aprimora, não lê, não significa,
nem percebe o absurdo em que se mete.
Vende a própria natureza
por duas ou três moedas de aço,
troca a inocência pela responsabilidade apressada,
torna-se respeitável aos olhos da sociedade,
cumpre horários, nunca tem tempo,
preocupa-se com coisas banais.
Comerciante das próprias emoções — já não brinca,
vive correndo, ama com pressa,
esquece-se da lua,
e se torna uma pessoa média, mediana, medíocre,
pequena, cansada e normal...


Ou você escolhe o caminho da Ousadia,
compreende, se aprofunda, vai mais longe, realiza,
respeita o ser humano que existe em você mesmo,
resgata a própria vida e o sorriso,
rompe de vez com o passado agonizante,
procura defender a verdade, a justiça e a poesia,
acorda e assopra o fogo da alma que dormia,
ultrapassa os limites que sufocam,
cavalga o cavalo negro, cego e alado
das paixões gostosas e sublimes,
enche o peito de coragem, corações e relâmpagos,
acende de novo esse vulcão que é o teu corpo,
deixa a própria cabeça plena de agora,
de ternura e de vertigem,
e parte em busca de Aventura, de Amor e Liberdade.


É uma simples questão de escolha.



Qual é o teu caminho?

31.12.18

Fim do ano

JÁ ESTAMOS NO FIM DO ANO. E você continua aí, do mesmo jeito, andando pelas mesmas ruas, girando as mesmas chaves para abrir as mesmas portas? Sentado nas mesmas cadeiras, ao lado das mesmas mesas, fazendo sempre as mesmas coisas? Com os mesmos amigos, os mesmos amores, a mesma visão do mundo? Com os mesmos medos e preconceitos? Abraçando as mesmas pessoas, tocando os mesmos corpos, com o mesmo jeito, os mesmos toques, e o mesmo estilo? A mesma instável estabilidade? Repetindo a mesma angustiante rotina? Onde está aquele maravilhoso projeto de Vida?! Onde está a coragem de mudar, a coragem de criar? Onde aquele entusiasmo e aquela ousadia de outrora? Onde aquela gostosura tão buscada? Onde estão aqueles sonhos todos?

30.12.18

Quero que em 2019 você

Eu quero que em 2019 você mantenha três tipos apenas de relacionamentos:

1.
Os que te dão prazer e alegria;
2.
Os que são necessários à tua sobrevivência;
3.
Aqueles que te trazem alguma sabedoria ou estimulam a criatividade.

E que todos os demais sejam considerados dispensáveis. Extremamente dispensáveis!

Afinal, se um determinado relacionamento não dá prazer nem alegria; não é necessário à nossa sobrevivência, e não traz sabedoria nem nos estimula a criatividade — mantê-lo pra quê?!

29.12.18

As relações que deram certo

Eu não acho feias as relações que deram certo. Eu acho até bonito quando vejo um casal de idosos se dando as mãos, solidários no tempo que passou. Eu acho bonito quando vejo um casal que se respeita nas suas mútuas limitações. Nenhum deles espera do outro mais do que aquilo que o outro está disposto mesmo a dar. São humanos. Eu os compreendo. Eles se ajudam, reciprocamente. Merecem esse tipo de conforto. Só querem ser normais. Afinal, nem todos nasceram para para o desbunde libertário e para as aventuras românticas que a vida livre proporciona. Nem todos nasceram pra saltar profundo...

O que eu lamento, muito, são esses casais que NÃO deram certo. Vivem se estapeando, emocionalmente. Se detestam. Já não transam há meses — e dizem que se amam. E ainda dormem na mesma cama... Ciumentos, quase sempre. Possessivos. Ficam juntos não por amor, nem por amizade, mas porque são covardes. São medíocres. Horrorosos. Lamentáveis.

Asas demoram pra crescer

Sou capaz de colocar minha vida em tuas mãos se elas me tocam com amor. Por algum tempo, posso até me entregar, transferir minha alma inteira para dentro do teu corpo. Transformar-me num enorme coração apaixonado — e saltar no fundo mais profundo do teu peito, meu amor. Mas, o poder de retornar continua sendo meu. Posso até dobrar um dia minhas duas asas, e deitar-me solto no teu colo. Mas jamais as cortarei. Asas demoram muito pra crescer de novo.

28.12.18

Sônia Maria Santíssima

Sônia tem treze anos, e é linda. Sensualíssima. Convidado por ela, vamos ao cinema. Sentamos lá na última fila. Quando as luzes se apagam, ela desliza suavemente sua mão esquerda por minha perna, e ficamos de mãos dadas, enternecidos. Meu coração dispara de alegria. Nem me lembro do filme, mas sei que tinha John Wayne. Quando a sala se ilumina em certas cenas, eu vejo que a outra mão dela está entre as duas do Júnior, um amigo meu. A princípio, estranhei um pouco, mas a parte de Sônia que me tocava continuava comigo...

E assim, por muitos filmes e muitas e muitas noites de claro amor inocente, eu aprendi a compartilhar a musa até hoje inesquecível. Eu tinha então doze anos — e isso mudou minha vida para sempre. Aprendi que ninguém é dono de ninguém. E o que é mais importante: ninguém é propriedade de ninguém.

27.12.18

Tia Ana

Tia Ana. Certa vez, por quase dois meses, ela repartiu comigo seu próprio quarto, para me ajudar a estudar quando meu pai quase me tirou da escola a fim de transformar-me em dono de restaurante. Eu tinha dez anos e sete meses. Jamais me esquecerei. Ela, não só por isso, foi muito boa para mim. Ela dizia que, para uma boa convivência, a gente deve sempre compreender e perdoar os três maiores defeitos de cada pessoa. Por isso, eu agora vou perdoar os três maiores... dela!

Mas, antes, tenho que pensar um pouco, pois só me lembrei de um. Será que ela tinha três? Entretanto, aproveito para te perguntar: no caso dos teus amigos, parentes e amores — você consegue compreender e perdoar os três maiores defeitos de cada um deles?

Paulo Coelho - Plágios


PAULO COELHO E OS PLÁGIOS QUE COMETEU EM VÁRIAS PUBLICAÇÕES DO POEMA MUDE






Se isso não for PLÁGIO, temos que redefinir esse conceito...










Esta frase é minha!

Significa que as 26.000 pessoas que curtiram e as 1780 que comentaram foram iludidas,
e precisam ser informadas da verdade: essa frase não é de Paulo Coelho!

Isso sem contarmos os milhões que leram sem se manifestar!


E no Twitter em português, ele alterou um pouquinho a minha frase:
Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.

Alterou sem minha autorização: não gostei.
E "esqueceu" de citar o autor... rs!
Mas esse é um "detalhe" que ele terá que resolver urgentemente.


UMA RESSALVA:

Eu sempre defendi Paulo Coelho. Primeiro, como compositor (junto com Raul Seixas), e depois, como escritor. Mesmo nos meios acadêmicos e literários, onde ele nunca foi bem-visto (nem benquisto), a minha voz era (e ainda é e acho que será sempre) uma voz discordante. Eu o considero, num certo sentido, o maior escritor brasileiro. Gosto de Machado, de Clarice, Guimarães Rosa, etc. Sabemos que Paulo não tem um grande domínio formal da língua portuguesa. Nem eu tenho. Estamos muito aquém de Fernando Pessoa ou de Eça de Queiroz, por exemplo. Mas Paulo Coelho, sem dúvida, é um grande escritor (do ponto de vista do mercado). Pois ele tem uma extraordinária capacidade de "enfeitiçar" os leitores. Tem um estilo que considero muito interessante (embora cometa plágios aos montes). Tem uma biografia encantadora. Foi maluco... viajou muito, arriscou tudo, saltou profundo. Como escritor, merece o meu respeito.

Repito: eu sempre defendi Paulo Coelho. Mas, no caso do poema Mude, Paulo Coelho não está sendo muito honesto comigo. Mesmo já sabendo que sou eu o autor do poema Mude, tem publicado esse poema em vários jornais do Brasil, sempre dizendo ter "esperança de encontrar o verdadeiro autor" (sic). Mais grave é o caso da minha frase em inglês [Change. But start slowly, because direction is more important than speed], que ele publicou no Twitter e no Facebook, onde esqueceu-se de citar o autor — dando a falsa impressão de que é dele. No Twitter em português, Paulo Coelho modificou um pouquinho a minha frase — mas o resultado ficou quase igual (vide acima). Reclamei, e ele parece não ter gostado: mandou-me cinco mensagens pelo Twitter, meio indignado. Não gostou da forma como eu reclamei. Mas, pergunto, sinceramente: eu deveria me calar, simplesmente? Isto não é plágio?!

Aguardo que ele tome providências e cite o meu nome como autor, em todas as publicações, especialmente no Twitter e Facebook — republicando-as com o mesmo destaque.

O caso do Mude é um pouco mais grave. Ele tem publicado esse meu poema com o título alterado para "Mudança", e com MUITAS (e desautorizadas) modificações no texto. Eu não autorizei ninguém (nem o Paulo Coelho) a mexer no meu poema Mude.


Resumindo:


1. Paulo Coelho publicou os versos iniciais do Mude em inglês no Twitter
2. Também no Twitter em português, alterando o original.
3. Idem no Facebook em inglês, tudo sem citar o autor.
4. Já havia publicado em português no seu blog Guerreiro da Luz em 2003.
5. Também no blog em inglês Warrior of the Light, alterando o original.
6. Em sua coluna no Diário de Pernambuco em 28.02.2011
7. No jornal O Estado do Paraná - em 20-02-2011.
8. Em sua coluna no site 40Graus.com.br
9. Na Gazeta Digital de Cuiabá em 22.03.2011
10. No jornal A Tribuna de Santos - AT Revista - em 27.03.2011
11. E em sua coluna no Diário do Nordeste - também em 27.03.2011
12. Na Rede Bom dia - em 11.04.2011
13. No Jornal de Santa Catarina - em 09.04.2011
14. No ParanáOnLine - em 27.05.2003 - sim, há QUASE OITO ANOS!!!
Aqui no ParanaOnline o próprio jornal fez, no fim do texto, uma citação correta de autoria.

15. Depois disso minha frase já é de Paulo Coelho em muitos sites e blogs mundo afora.
16. Em alguns blogs, o poema Mude inteiro também já é "de Paulo Coelho" (sic)...
17. Espalha-se a notícia de que Paulo é autor do Mude... rs!
18. No tumblr virou febre - tudo como se fosse de Paulo Coelho!
19. Até na Palestina!
20. Hungria.
21. Coreia..
etc.

No Twitter e no Facebook ele simplesmente assina, como se a frase fosse dele. Nos demais casos (blogs, jornais e revista) ele publica o poema todo (alterado, sem minha autorização, repito), e embora não cite o autor, diz ter "esperança de encontrar o verdadeiro autor". Já lhe mandei muitos e-mails (desde 2004) dizendo que sou o autor, mas ele e sua equipe ainda não se mostraram muito interessados em fazer as devidas correções. Até que, recentemente, pelo Twitter, ele falou comigo, conforme descrevi logo acima. Mas, como já disse, não tomou providências. Aliás, pelo contrário: fez mais meia dúzia de publicações idênticas em vários outros jornais!



Finalizo com uma pergunta séria e irônica:

Se é verdade que Paulo Coelho, desde 2003, tem interesse em conhecer o verdadeiro autor do poema Mude, será que nunca soube da existência e das funções do Google?


Paulo continua publicando o Mude (sem citar o autor), mesmo após nossos contatos por e-mail: O Girassol - Na coluna dele, dos dias 04 e 11 de maio no mesmo jornal.


Por que será que Paulo Coelho continua publicando esse texto?





De tanto que ele insiste, o poema Mude, na net, já começa a ser "dele" também. Veja:


Eis link de um dos blogs irresponsáveis que replicam acriticamente o texto, sem checar as fontes.






Apesar de eu já ter dito a Paulo Coelho, várias vezes, que não autorizo e não quero que ele publique meu poema Mude em suas colunas, ele não se emenda. Continua, insistente, publicando. Desta vez, publicou meu poema em sua coluna no jornal Clarin, da Argentina, sem sequer citar o título. Suplemento Vida, edição de 29 de maio 2011:




Sem citar o autor. E ainda me chama de "un autor sin nombre"...


Nessa publicação no Clarin, ele diz que o poema Mude é um texto "anônimo, porém conhecido". Paulo Coelho chega até a fazer-me um elogio, ainda que de forma indireta: "Um autor sem nome [que] enumera as transformações possíveis e desejáveis. Desde as minimalistas até as essenciais — que nos levam a ser quem somos." Também diz que eu posso ter escrito esse poema "num momento de inspiração, único e irrepetível" — mas suficiente para deixar nele a minha marca. Pena que não cita o autor, apesar de já saber que sou eu.


Mas o pior é que Paulo Coelho mexeu no meu poema. Adulterou o texto. Mudou a frase final, além de adulterar muitas outras partes também. Portou-se com deselegância, ou até mesmo com falta de ética. Falta de inspiração, talvez. Estou publicando logo abaixo essas "mudanças" que ele — sem minha autorização — fez no meu poema Mude. E eu digo, em princípio, que foi ele o autor de tais adulterações, posto que no Google só Paulo Coelho publica o texto nesse formato. Ninguém mais. Entretanto, se ele negar ser o autor de tal crime, terá que citar suas fontes. Exigirei isso por via judicial. Depois de quase oito anos tentando, em vão, resolver essa questão de forma amigavel, não me resta alternativa.


É uma vergonha!


Veja como Paulo Coelho adulterou meu poema, sem minha autorização:

Alterou o título imperativo: de Mude para Mudança.

Suprimiu "o novo amor, a nova vida" — e acrescentou "a nova posição".

Logo após eu ter dito: "Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes", Paulo Coelho (ou alguém em seu nome) acrescentou uma frase estranha: "Mesmo achando que a outra pessoa pode ficar assustada, sugira o que sempre sonhou fazer, na hora do sexo." Essa frase eu jamais colocaria nesse poema, pois, quando eu o escrevi, imaginei que seria lido também por crianças. Nesse caso, falar de sexo é uma estultice!

Quando eu disse: procure andar descalço alguns dias, ele acrescentou "— nem que seja em casa". (Eu jamais ressalvaria essa normalidade!)

Quando, jogando com as palavras, escrevi "leia outros livros, viva outros romances", ele acrescentou uma besteira: "— nem que seja em sua imaginação". Aqui ele parece querer "guiar" o leitor, como se este fosse incapaz de fazer ilações...

Quando eu digo "Tire uma tarde inteira para (...) ouvir o canto dos passarinhos", ele acrescenta "ou o ruído dos carros". Eu jamais diria isso! Tirar uma tarde inteira para ouvir ruido dos carros?! Que horror!

Ele suprimiu estes versos:
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.


Suprimiu também estes:
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.


Suprimiu isto:
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.


Suprimiu também esta frase que é muito significativa para o tema do poema:
Lembre-se de que a vida é uma só.

Também retirou este verso, que eu, como autor, considero fundamental:
Veja o mundo de outras perspectivas.

Além disso, mudou alguns outros versos de lugar, mexeu em outras coisas, acrescentou palavras, suprimiu outras tantas. Intrometeu-se!

E ainda acrescentou "e você está vivo" no último verso.
Ou seja, tirou o impacto que eu pretendi no final: Só o que está morto não muda!



Só me resta perguntar: — Com ordem de quem, Sr. Paulo Coelho?


Se, por acaso, não foi Paulo Coelho o autor de tais adulterações, terá que provar que não. E apontar quem foi — ou citar suas fontes. Pois ele é o único que publica esta "versão" do poema Mude na internet e em suas colunas em jornais e revistas (no Brasil e no exterior) — além de já tê-la publicado em seu blog e no próprio site, desde 2003!


Esta frase "Change.But start slowly, because direction is more important than speed" — que ele, plagiando-me, publicou como dele, é também um caso grave. Se dermos um Google nela, veremos milhares de citações, todas dando Paulo Coelho como autor. Pergunto: como agora corrigiremos isto?


Veja aqui o original do poema Mude, conforme publicado pela Pandabooks, e interpretado por Simone Spoladore no CD Filtro Solar, de Pedro Bial.

26.12.18

Meu conceito de ciúme

MEU CONCEITO DE CIÚME

Um texto ainda em fase de construção.


O ciúme é uma coisa muito triste. Produto secundário de um coração inseguro — e que teme amar de verdade. Demonstração de um certo sentimento inexplicável de inferioridade latente. Deselegante ao extremo. E o que é pior: causa mais dor em quem o sente do que na vítima propriamente. O ciumento não é necessariamente um maldoso, mas é sempre um sofredor. Suspeita de tudo e de todos. Vive procurando fantasmas quando poderia estar dançando. Sofre muito quando descobre ter razão no que supõe — mas sofre mais ainda quando fica em dúvida sobre a fidelidade requerida.

Como todo gesto autoritário irracional, o ciúme acaba interrompendo o fluxo do amor, estraçalha a poesia do romance, e suspende a vida por momentos infinitos. Restringe. Chega quase a sufocar.

Numa relação que até nasceu maravilhosa e bem poderia continuar sendo de amor pleno e delicioso, o ciúme se instala como um bicho feio — que assassina a paixão de pouco em pouco e massacra a liberdade no final.

É uma coisa tão feia, que poucos assumem tê-la tanto.

É uma espécie de câncer...

Pense no que acabo de dizer.


Se o ciúme entra pela porta, o Amor sai pela janela.

Tem gente que engaiola até pássaros pintados.

Conheço casos de esposas que não permitem que o marido vá jantar com uma colega de escritório. Sei de maridos que não permitem que a esposa vá ao cinema com um amigo. Sei de namorados que brigam por causa de um simples olhar para o lado. Vivem se vigiando mutuamente. Desconfiam um do outro até mesmo nessas bobas trivialidades quotidianas. Amputam-se. Renegam suas mútuas liberdades. E chamam isso de amor...


Tem gente que vai ao extremo de colocar a própria honra e a moral no vão das pernas do parceiro. Até o Código Civil diz que o homem "será desonrado" se alguém beijar a sua esposa. E se houver "conjunção carnal" então — aí se pode até matá-la "em defesa da honra", sem pena de prisão. Coisas tenebrosas, dignas da Idade Média, mas que remanescem até hoje em nossas Leis.


Amar alguém é uma delícia. Gostar da presença de uma determinada pessoa, também. Mas, supor que essa pessoa, a partir de um certo dia, só possa ter alegria, tesão e prazer exclusivamente ao meu lado — isto é patético! O que está por trás dessa suposição absurda é o desejo de controle. O ciumento tem um coração de ditador. Supor que se pode deter o controle das emoções do outro é lamentável, para dizer o mínimo. São idéias malucas de grandeza.


E essa história de "ciuminho pequenininho" é conversa pra boi dormir. Balela. É como se tivéssemos dois tipos de câncer: o pequenininho e o grandão. Bobagem. Como se um "cancerzinho pequenininho" também não precisasse ser tratado... É um sintoma que, de algum modo, está presente na esquizofrenia, nos transtornos demenciais, nos quadros depressivos e nos transtornos paranóides.


Ressalto que estou me referindo ao ciúme de seres amantes e não ao "ciúme de coisas amadas". Não me refiro ao ciúme (plenamente justificável!) que posso ter do meu carro, do meu ursinho de pelúcia, dos meus livros ou da minha escova de dentes. Estou apenas escrevendo (um breve texto: não é uma tese) sobre esse sentimento de posse do outro. Nesse sentido, ainda vou escrever algo sobre a personalidade deteriorada, a baixa auto-estima, os delírios, a verificação compulsiva das suposições, a invasão de privacidade, e a vocação autoritária. E também sobre o medo neurótico da perda.


Deixem que me explique. Não me refiro à posição social de classe do ciumento. Há casos de jornalistas famosos que mataram a namorada por ciúmes. Há casos de promotores, empresários, banqueiros, e também de artistas. E quando eu disse "pedreiro", foi mais pela sonoridade da palavra no contexto do que pela profissão propriamente. Que me perdoem os pedreiros não-ciumentos.


Roland Barthes, em Fragmentos de um Discurso Amoroso diz, literalmente: Como ciumento eu sofro quatro vezes: por ser ciumento, por me culpar por ser assim, por temer que meu ciúme prejudique o outro, e por me deixar levar por uma banalidade; eu sofro por ser excluído, por ser agressivo, por ser louco — e por ser comum. Mas isso é porque Barthes é um filósofo. Se fosse um inculto, simplesmente puxaria da peixeira...


O ciumento envereda basicamente por dois caminhos. Ou assume a culpa, podendo chegar à depressão, ou sente raiva e prefere a violência. Meu conselho, irônico porém sincero, é que procure ajuda terapêutica profissional — enquanto é tempo. Ou interne-se numa clínica, se preciso. O que não pode é ficar sem tratamento... rs!




O fundamental neste meu breve ensaio sobre o ciúme, é que, embora o ciumento possa até mesmo ser uma pessoa culta, formada pela USP, isso não torna o seu ciúme mais perdoável do que o ciúme de um caipira. E eu sou tentado a provocar: Se o teu ciúme te dá prazer e alegria — fique com ele. Se você considera que o ciúme é importante para a manutenção de um relacionamento, defenda-o. Aprofunde-o. Mas se o teu ciúme te causa algum tipo de vergonha ou sofrimento — você tem que encontrar razões para mudar.

Pense um pouco.

Respire.

É uma decisão importante.




Claro, há o desejo, legítimo, de preservar uma relação agradável por mais tempo. Ou de montar uma família com os pais presentes e unidos na educação dos filhos. Sei que essas coisas boas acontecem e são compreensíveis. Porém, não justificam a horrorosa ingerência do ciúme. Mesmo no casamento tradicional é possível estabelecer vínculos saudáveis e modernos. Afinal, os muçulmanos ainda não dominaram ideologicamente esta parte do planeta...



À guisa de conclusão provocadora:

Tem ciúme bobinho, patético, obsessivo e delirante — todos irracionais.

Qual é o teu?





Como já disse no meu livro Beijos no Céu da Boca: Amar é reconhecer afetuosamente o direito que o outro tem de fazer suas escolhas. E o ciumento, é claro, nunca vai reconhecer que o outro tem direito de fazer suas escolhas. O ciumento quer ser dono do outro. Para isso, tem que destruir a personalidade do outro. Mal sabendo que, sem personalidade, o ser amado vira uma ameba. E amar uma ameba — você sabe — é um horror...



Se o teu ciúme te dá prazer e alegria — fique com ele!

Mas se teu ciúme não dá prazer nem alegria — por que mantê-lo?



Como já disse acima, este é um texto em construção. Ainda requer alguma revisão.


Pior do que o ciúme, só a Inveja...

O coração do teu amor

O coração do teu amor tem que ser livre, para que nele pulse o sangue do imaginário e da fantasia. O coração do teu amor em que ser livre, para que nele difundam-se as cores e as delícias da paixão descontrolada. O coração do teu amor tem que ser livre, porque, senão, estrangula-se o Amor, estraçalha-se a Beleza, e morre o Espontâneo. E desaparece então qualquer possibilidade de Prazer. O coração do teu Amor tem que ser livre — simplesmente.

24.12.18

Quais são os teus sonhos?

ALGUMAS PERGUNTAS

Quantas vezes você hoje meditou sobre a Vida?
Quantos minutos você hoje caminhou livremente?
Quanto tempo hoje você acariciou um corpo humano?
Quais os alimentos saudáveis que você vai comer?
Tem seguido o que te pede o teu próprio coração?
Quanta gostosura existe nos teus atuais relacionamentos?
Quais são as coisas novas que você aprendeu hoje?
Quantas pessoas você hoje abraçou de verdade?
Quantos livros você está lendo?
Quando foi o teu último grande êxtase?

Quantas vezes hoje você pensou no Amor?
Quantas vezes você hoje abençoou uma criança?
Quanto de prazer e de alegria o teu trabalho proporciona?
Hoje, quais as coisas maravilhosas que você vai criar?
Como vai a liberdade dos teus amores?
Terá tempo de contemplar a lua e as estrelas?
Tem olhado os pássaros do céu e os lírios do campo?
Como anda o teu Planejamento Estratégico Pessoal?
Quantos anos você supõe que ainda vai viver?
Como vai a tua própria Liberdade?
Quais são os teus Sonhos?
O que é que você quer da Vida?

Somos diferentes

Éramos diferentes.

Eu gastava tudo — eles poupavam.
Eu tomava vinho — eles bebiam cerveja.
Eu amava livremente — eles se envolviam com ciumentos.
Eu era um poeta louco — eles eram respeitáveis.
Eu criava conceitos — eles adoravam as coisas.

Enquanto eu fazia amor, eles faziam filhos.
Enquanto eu fechava os olhos, eles vigiavam.
Enquanto eu estudava e dançava, eles cuidavam da prole e do cônjuge.
Enquanto eu viajava sem destino, eles faziam seus planos e desenhavam seus mapas.
Enquanto eu saltava profundo, eles viam novela.

Tudo tem seu preço.

Por isso hoje eu vivo aqui, sozinho — e não tenho nada além de amores.

Mas eles ainda se amontoam, brigando por inventários e calculando seus haveres...

Não seria justo, portanto, que Deus nos desse agora as mesmas dores.

Somos diferentes.

E não tenho culpa se além de loucura Deus me deu Razão — e continua dando.

23.12.18

Anadores

Só me procure se você não precisar de mim... Se você estiver doente, carente, ou à beira da morte, nem venha me ler. Esqueça-me, carinhosamente. Nesta casa de tolerância poética não tenho remédios. Não tenho aspirina, novalgina, dipirona ou anadores. Aqui só tenho estrelas, palavras e flores, abraços, tesão e loucura; vinho, dança e amores!

Ressalva:


O texto acima — "Só me procure se você não precisar de mim" — pode suscitar críticas. Como se eu, maldosamente, repelisse os que sofrem. Nada disso! Eu apenas questiono se a doença é real. E também me inspiro em Roberto Freire e no seu belíssimo poema de amor, aquele que termina mais ou menos assim: "Porque te amo, tu não precisas de mim. Porque tu me amas, eu não preciso de ti. No amor, jamais nos deixamos completar. Somos, um para o outro, deliciosamente desnecessários."


E você sabe como é bom sermos deliciosamente desnecessários, não é mesmo?!

Portanto, se você gosta de estrelas, palavras e flores, abraços, tesão e loucura; vinho, dança e amores — venha! Que eu cairei nos teus braços...

Palavras de Amor

Exclusividade.

Os poemas que te dou
são de amor, naturalmente,
e feitos por mim quando me espanto
no meu canto encantador.

Certos poemas eu escrevo com os olhos
nos teus olhos, meu amor;
outros, muito longe de você.
A maioria,
com meu coração ainda pendente,
pulsando no peito de um amor
que às vezes encontrei
nos caminhos desta vida,
por acaso e de repente.

Algumas das poesias
eu as te fiz diretamente,
outras foram feitas para amores
diferentes,
mas depois eu as trouxe até aqui
— para você, naturalmente.

Muita coisa bela eu sinto por você
enquanto ainda estou colado
no outro corpoamante,
suspirando de amor também por ela,
alegremente.
E sei também que muitas coisas
que hoje você diz
já foram ditas para outros
— mas isso não lhes tira
a beleza e a semente.

Sei que essas palavras de amor
se repetem entre nós
com a mesma intensidade,
e muitas das verdades
que dizemos um ao outro
são bem ditas,
simplesmente,
com a mesma liberdade.

22.12.18

Barco à deriva

Adoro viajar neste maravilhoso barco à deriva que virou minha vida. Sem bússola e sem mapas. Mas também sem medo e sem pressa — e isso faz toda a diferença. Para escrever meu destino, aprendi a ler os sinais que vêm do céu e os sinais que vêm das ondas. Quase sempre eu me guio pela experiência divina, pela Lógica, pelo vento, e pela Lei das Probabilidades. E se até hoje não me afundei, nunca mais me afundarei.

40 coisas pra você fazer

QUARENTA COISAS PRA FAZER EM 2019:

01. Tome mais água, mais vinho e mais sol.
02. Escolha melhor os teus próximos amores. Prefira os livres.
03. Viva com mais Entusiasmo, com mais Energia, e com mais Coragem.
04. Arranje sempre algum tempinho pra falar com Deus.
05. Faça atividades que estimulem o teu cérebro.
06. Leia mais livros do que leu em 2018.
07. Fique em silêncio alguns minutos todo dia. Pense. Reflita. Medite.
08. Procure dormir tranquilamente, para acordar de bom humor.
09. Faça exercícios físicos. Caminhe pelo menos 30 minutos por dia.
10. Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
11. Não compare a tua vida com a de ninguém. Cada um tem sua história.
12. Seja um otimista racional.
13. Mantenha o controle absoluto dos teus estados de espírito.
14. Não se torne sério demais. Só os alegres vão pro Céu.
15. Só gaste tua preciosa energia com coisas gostosas.
16. Sonhe mais. Sem sonho não se cria nada.
17. Saiba que a inveja é um desesperado sinal de fracasso.
18. Jamais conclua apressadamente. Analise antes as premissas.
19. A vida é curta demais para ser tão pouca. Viva mais!
20. Faça as pazes com o teu passado para não estragar o teu presente.
21. Ninguém comanda a tua própria felicidade, a não ser você mesmo.
22. Já que a vida é uma escola — aproveite pra aprender.
23. Sorria mais. Encontre motivos para dar umas boas gargalhadas.
24. Não é preciso vencer todas as discussões. Aceite a discordância.
25. Entre mais em contato com teus amigos e com teus amores.
26. Nunca perca uma oportunidade de ajudar alguém.
27. Se não puder perdoar a todos, ao menos os compreenda.
28. Misture-se aos melhores.
29. Jogue fora tudo que não presta.
30. O que outros dizem a teu respeito nunca vai mudar a tua essência.
31. Não permita que um simples idiota comprometa o teu destino.
32. Faça sempre o que é correto, justo e verdadeiro.
33. Procure não trair jamais a tua própria natureza.
34. Deus cura todas as doenças — exceto o mau humor e a maldade.
35. Valorize a própria liberdade, acima de qualquer outra coisa.
36. Não importa como você esteja se sentindo: pratique uma boa ação.
37. O melhor ainda está por vir — em todos os sentidos.
38. Só o que está morto não muda.
39. Preencha o teu coração com alegria, esperança e gostosura.
40. Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.

TransCriação de Edson Marques sobre um texto da internet + partes do poema Mude.

21.12.18

Mãe atômica

QUEM NÃO AMA A SUA PRÓPRIA MÃE NÃO AMA A SUA PRÓPRIA ORIGEM.

A razão talvez seja porque, de certo modo, foi levado a perder as suas bases amorosas mais diretas. Perdeu sua mais importante referência primordial. Perdeu seu principal elemento fundador das emoções. Deslocou-se, psicologicamente. Desligou-se da Fonte. É grave. Se for o teu caso — espero que não seja — não adianta dar um maravilhoso presente de natal à sua mãe. Não adianta forjar um acordo, não adianta mentir pra Deus. Recomendo terapia. Mas nem sempre a terapia resolve, pois depende muito do estágio a que o distúrbio chegou. E quando eu falo em terapia quero dizer psicanálise. Remédios químicos só atacam os efeitos, só mascaram soluções...



Não adianta procurar sobre isso na internet ou nos livros de psicologia: é uma teoria arriscada, ousada, mas exclusivamente minha. Só tem no livro Manual da Separação. Esta teoria é cientificamente fundamentada em Freud (que deve ter se baseado em Nietzsche, etc.). Bom ressaltar que eu aqui não me refiro a eventuais castigos de Deus ou bobagens do gênero. É só o inconsciente fazendo estragos. Ou corrigindo as coisas...

20.12.18

Meu Verbo vibra em ti

Abraço sempre a liberdade das minhas concepções estéticas — e escrevo. Na verdade, eu rabisco palavras de amor em defesa da Vida. Não para que você concorde comigo, mas para transmitir emoções — racionalmente. Escrevo para te provocar — amorosamente. Para que você pense um pouco mais sobre essa vida que hoje leva. Para que você veja o mundo de outra forma. Escrevo principalmente para excitar teu intelecto e abrir teu coração ainda mais. Por isso eu vibro tanto a cada vez que o meu verbo livre entra no teu peito e dança.

19.12.18

Sou Rebelde

Sou rebelde.
Fui, sou — e sempre serei contra os conservadores.
Sou revolucionário em todos os sentidos.
Amo a vida, a liberdade, o amor.
Isso já vem de família. Não é genético mas é hereditário. Meu bisavô Luiz Marques já era um rebelde: trocou o futuro garantido e certo por um presente gostoso e mais incerto ainda. Um belo dia jogou fora o velho baú das verdades antigas, e tomou aquelas decisões que só os grandes homens conseguem tomar: Montou o cavalo negro do risco absoluto e partiu!

Abandonou tudo para não ter que abandonar sua própria alma — sua própria existência! — naqueles caminhos já percorridos. Ele também já sabia que o único crime que não tem perdão é desperdiçar a vida.

Não fosse por isso, eu certamente não estaria aqui, agora, todo coração, tomando essas duas taças de vinho vermelho e contando minhas histórias de amor pra você.

Sou portanto bisneto da rebeldia.

Bisneto da rebeldia, neto da emoção, filho da loucura, irmão do desejo, primo do prazer, amigo da liberdade — e amante de todos os meus amores.

E existo, por incrível que pareça:
No céu da minha boca não há fogos de artifício:
— Só estrelas.