17.10.18

Vitórias Elegantes

Aos meus adversários eu sempre lhes concedo alternativas. Que escolham eles mesmos o tipo de derrota que preferem. Porque, para mim, toda vitória tem que ser elegante.

15.10.18

Dia do Professor

O Professor

A tabuada não basta. Como não bastam funções hiperbólicas, variáveis complexas, orações subordinadas. Não bastam Euclides e sua geometria, não bastam as teorias. O professor deve ensinar ao aluno a arte de viver com dignidade, com amor, com liberdade.

Não basta falar das guerras, das batalhas, das conquistas — tem que ensinar o aluno a conquistar-se primeiro a si próprio. Ensinar-lhe medir distâncias é pouco — necessário vencê-las. Não basta saber o nome dos rios, temos que fluir. Equações algébricas não resolvem tudo, antes é preciso resolver-se. Em vez das mentiras históricas, o professor deve ensinar as verdades, e o melhor modo de encontrá-las.

Não basta falar de política, o professor tem que ser democrata. Deve olhar nos olhos do aluno e dizer-lhe como a vida é. Aumentar-lhe a coragem de crescer. Ensinar-lhe a lógica das emoções e o amor pelo raciocínio. O professor transmite sabedoria, incentiva o bom senso e o bom gosto. Mergulha fundo no oceano de dúvidas que o aluno tem no coração, e traz o tesouro pulsante lá submerso. Educa, orienta, aviva a chama na consciência de cada. Ao polir a pedra bruta consegue intenso brilhante. Bom professor é aquele que não exige, não cobra — obtém. Não corrige — mostra o porquê. Não hesita quando avalia, não constrange quando examina. E nunca faz da nota uma espada.

O bom professor não só ensina, compreende. Não levanta a voz, amplifica o verbo, convence. É sério — mas ri da própria seriedade. Fala do êxtase, da alegria e da profunda emoção que explode no seu peito quando ensina, como pétalas no riso de quem ama.

O professor mostra ao aluno a diferença entre o silogismo e a serpente. Ensina-o a extrair raiz quadrada com poesia. Demonstra como ser ousado sem ser burro. Jamais abusa da confiança do aluno, não lhe invade o espaço, não procura condicioná-lo. Não cria relações de dependência, nem exerce dominação sádica sobre ele. Infunde-lhe o respeito absoluto pela vida. Prefere o aluno criativo ao bem-comportado. Nunca o explora, é só o conquistador de um novo mundo, que leva o aluno a ver mais — mais alto e mais longe.

Não levanta paredes em torno do aluno, e sim derruba aquelas que houver. Abre-lhe as portas da vida, com veemência. Não o repreende, não o censura, não o recrimina. Mostra ao aluno a importância da inteligência na determinação do seu futuro. O velho dilema entre a caneta e a vassoura...

Como Sócrates, o bom professor não vê glórias no que sabe, não esconde o que conhece, nem oculta o que possa não saber. Brinca, tem confiança em si, e não faz da escola uma cela.

Moderno, convence o aluno a saltar os muros da tradição, porque a aventura está sempre do outro lado. Lógico, respeita aquele que aprendeu a questionar. Não o sufoca com preconceitos nem com juízos de valor. Nem lhe causa medo algum. Transmite confiança, pega na mão, aplaude, incentiva, suporta, conduz, ampara na travessia. Não é hipócrita, faz o que diz e diz o que pensa. É um farol que não vela o que descobre. Mostra um caminho. E não apenas mostra — demonstra, comprova, define.

Aranha em teia de luz, o professor não prende — liberta. Carrega o giz como fosse uma flor, com amor. E quando faz a linha tem firmeza, mas não separa. Ora Dali, ora Picasso, vai colocando a tinta, pondo seu traço, amando seu gesto, compondo a canção. Enaltece o risco do sonho, o círculo do fogo, a pureza da alma, o princípio da vida, o anel da esperança.

Considera o aluno obra de arte quase inacabada. Ama-o como se fosse um anjo. E nunca vai matar-lhe no peito a vontade de ser livre.

O professor é o amigo sincero que ajuda o aluno a superar os limites da vida, desbravando com determinação e ousadia essa fantástica região chamada Experiência.

Enfim — o professor é o Mestre.


www.EdsonMarques.com

14.10.18

Tudo por um fio

Minha grande inspiração é Henry Miller. E foi Rimbaud quem mudou a visão de mundo de Henry Miller. E eu, influenciado por Henry, vou em busca de Rimbaud e encontro Baudelaire mudando a cabeça de Rimbaud — e este virando a cabeça de Verlaine para todos os lados. É um círculo maravilhoso... Depois ainda chegam Lorca, Neruda e Vitalina; Sartre, Osho e Cioran; Paritosh e minha Mãe — todos pairando sobre mim como doce ameaça de vida. E todos me fazem virar a cabeça, deliciosamente. Até mesmo essa menina de azul me faz virar a cabeça. Aqui na praia, quase sempre sinto-me Dâmocles, e a espada — suspensa sobre a minha cabeça por um fio de seda — brilha seu fio nesta tarde de sol infinito. O vento a balança, eu olho para os lados, encaro o desafio e começo a sorrir.

Tudo por um fio... É neste momento — quando confio no risco — é neste exato instante-agora que a Vida chega. Porque, você sabe, a vida só chega no justo momento em que temos consciência de que ela está por um fio... Ou dois!

13.10.18

Coração Florido

Quando você
entrou em meu coração
e respeitou todas as flores
que lá existiam,
e conviveu com elas
por uns tempos
— isto foi um gesto de amor.

Mas agora,
agora que você
invade o meu peito apaixonado,
pisa nos canteiros,
maltrata minhas flores
e tenta arrancar algumas delas
pelas raízes
— isto não pode ser amor:
isto é violência...

Isto é violência!


Esse texto foi originalmente escrito para Dora, a linda e delicada morena por quem me apaixonei no estúdio, enquanto ainda fazia suas trezentas e sessenta fotos. Tivesse durado só três ou quatro meses, a nossa teria sido a mais bela história de amor. Mas, eu e Dora, inexperientes e afoitos, cometemos o erro primário de ficar além do Pico... Para Dora, depois de um certo tempo, já não lhe bastavam mais os meus olhares: ela queria ser a dona exclusiva dos meus olhos. Sei que era um desejo inocente de ter-me só para ela. Mas os olhos de um poeta, você sabe, não podem ser alienados. E a coisa então resultou numa situação intransponível... E nós, por ainda vivermos uma vida deliciosa e fascinante, realmente demoramos muito para reagir. Dora, no começo, era de uma leveza insuperável, mas depois se tornou, e não por culpa dela, uma espécie de âncora amarrada ao barco da minha vida. Só depois que reagimos, só depois que saltamos inteiros nos braços abertos da liberdade absoluta, só depois que passamos a nos amar de verdade, é que percebemos que essa reação poderia ter se dado antes. Muito antes. E essa é a única falha que eu acho que tivemos, eu e Dora. Por dois anos ainda tentamos manter a estrutura gloriosa da relação. Mas foram dois anos de relação às vezes desesperada. Dois anos de tempos trêmulos. Para mim — que lutei demais em defesa da liberdade; e para ela — que não conseguiu seu intento louvável de amar-me para sempre.
E agora eu fico pensando…

12.10.18

É preciso ter um filho?

Em duas ocasiões da minha vida eu já cogitei em ter um filho. A primeira delas, aos 22 anos anos de idade, quando eu estava meio bobo de amor e até pretendia me casar com Edna, entre véus e grinaldas, conta conjunta e luas de mel. Mas essa vontade absurda logo passou, quando eu concluí que tais besteiras iriam danificar completamente a minha liberdade pessoal.

Depois, recentemente, em 13.01.2013, eu tive a minha ideia 301, que é ter um filho -- mas agora de outra forma e com outro propósito. Será uma adoção. E ele já virá prontinho e saudável, com mãe, com tudo.

Mas ainda é só uma ideia, dentre as muitas que tenho. Na hora certa eu a implemento. Já estou na 667..

11.10.18

Adotar um filho

Eu acho que adotar uma criança abandonada é um ato de amor mais digno e muito mais humano do que ter um filho.

10.10.18

40 coisas pra você fazer

QUARENTA COISAS PRA FAZER AINDA EM 2018:

01. Tome mais água, mais vinho e mais sol.
02. Escolha melhor os teus próximos amores. Prefira os livres.
03. Viva com mais Entusiasmo, com mais Energia, e com mais Coragem.
04. Arranje sempre algum tempinho pra falar com Deus.
05. Faça atividades que estimulem o teu cérebro.
06. Leia mais livros do que leu em 2017.
07. Fique em silêncio alguns minutos todo dia. Pense. Reflita. Medite.
08. Procure dormir tranquilamente, para acordar de bom humor.
09. Faça exercícios físicos. Caminhe pelo menos 30 minutos por dia.
10. Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
11. Não compare a tua vida com a de ninguém. Cada um tem sua história.
12. Seja um otimista racional.
13. Mantenha o controle absoluto dos teus estados de espírito.
14. Não se torne sério demais. Só os alegres vão pro Céu.
15. Só gaste tua preciosa energia com coisas gostosas.
16. Sonhe mais. Sem sonho não se cria nada.
17. Saiba que a inveja é um desesperado sinal de fracasso.
18. Jamais conclua apressadamente. Analise antes as premissas.
19. A vida é curta demais para ser tão pouca. Viva mais!
20. Faça as pazes com o teu passado para não estragar o teu presente.
21. Ninguém comanda a tua própria felicidade, a não ser você mesmo.
22. Já que a vida é uma escola — aproveite pra aprender.
23. Sorria mais. Encontre motivos para dar umas boas gargalhadas.
24. Não é preciso vencer todas as discussões. Aceite a discordância.
25. Entre mais em contato com teus amigos e com teus amores.
26. Nunca perca uma oportunidade de ajudar alguém.
27. Se não puder perdoar a todos, ao menos os compreenda.
28. Misture-se aos melhores.
29. Jogue fora tudo que não presta.
30. O que outros dizem a teu respeito nunca vai mudar a tua essência.
31. Não permita que um simples idiota comprometa o teu destino.
32. Faça sempre o que é correto, justo e verdadeiro.
33. Procure não trair jamais a tua própria natureza.
34. Deus cura todas as doenças — exceto o mau humor e a maldade.
35. Valorize a própria liberdade, acima de qualquer outra coisa.
36. Não importa como você esteja se sentindo: pratique uma boa ação.
37. O melhor ainda está por vir — em todos os sentidos.
38. Só o que está morto não muda.
39. Preencha o teu coração com alegria, esperança e gostosura.
40. Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.

TransCriação de Edson Marques sobre um texto da internet + partes do poema Mude.

9.10.18

Pontos de Vista

PONTOS DE VISTA

Quero te fazer umas três ou quatro perguntas, cujas respostas podem me dizer quem você é: Especialmente em questões subjetivas — tais como política, amor e religião — quando você não concorda com determinadas concepções, também considera que a razão pode estar lá no OUTRO LADO? Em certas discussões, você tem abertura intelectual suficiente para às vezes considerar que o ponto de vista contrário ao teu pode estar até mais próximo da verdade? Você já não defendeu valores, ideias e proposições que depois envelheceram — envelheceram desesperadamente? Desde a infância ou adolescência, você já não teve tantas certezas absolutas que mais tarde foram fulminadas pelo tempo, pela experiência e pelo estudo? Sobre certos assuntos, você já não mudou de ideia muitas e muitas vezes? E será que agora nunca mais vai mudar?

Será que você já chegou a todas as conclusões possíveis?

8.10.18

Glórias e fracassos

Eu assumo sempre os meus fracassos — mas também as minhas glórias. Tudo que eu faço é de minha inteira responsabilidade.

7.10.18

Eu respeito meus amores

Eu respeito sempre os meus amores. Assim mesmo: no plural. Tenho muitos. Sempre os tive. Mas, quando eu digo "respeitar os meus amores", às vezes refiro-me às pessoas que eu amo, outras vezes às coisas que eu sinto. Portanto, respeitar os amores tanto pode significar respeitar as vontades (desejos, critérios, preconceitos) de pessoas que eu amo (e que suponho me amem), quanto seguir livremente as paixões (desejos, critérios, loucuras) que eu trago no meu próprio peito.

Dito de outra forma: respeitar os meus amores é seguir meu coração.

5.10.18

Quando alguém sonha

Quando sonhamos com alguém, esse alguém vive em nosso sonho, e quando vivemos no sonho de alguém, esse alguém sonha em nossa vida.

4.10.18

Coração escancarado

Como escritor, devo manter a liberdade de criação. E essa liberdade é sacratíssima, em todos os sentidos. Que poeta eu seria se uma ideia qualquer me viesse à cabeça e ao coração e eu tivesse que escondê-la (ou sufocá-la) só porque poderia, talvez, ferir suscetibilidades de algumas pessoas? Que poeta eu seria se condicionasse minha inspiração aos preconceitos, crenças ou visões do mundo de OUTRAS pessoas?

Já pensou se eu não pudesse defender o amor livre porque muita gente é contra? Se eu não pudesse falar do Buda porque o cristão não gosta? Se eu não pudesse amar Jesus porque os judeus o negam? Se eu não pudesse dançar com Zeus só porque ele é um Deus que nasceu antes de Jesus ou Maomé? Se eu não pudesse amar a rosa ou a margarida só porque o lírio as quer todas para si?

Seria muito difícil viver assim...

Pautar nossa vida exclusivamente pelas opiniões alheias deve ser um horror! Por isso, eu me exponho inteiro no balcão das alegrias. Eu abro as minhas entranhas sem medo de mostrar os meus avessos...

Escancaro meu coração porque creio na Vida

3.10.18

O raciocínio é um dom

Assim como reviso um texto antes de publicá-lo, eu reviso meus pensamentos antes de externá-los. Por que deveria eu apresentá-los brutos?
O raciocínio é um dom: não o desperdice.

1.10.18

Mude a Vida


Só o que está morto não muda.

Três tipos de relacionamentos

Eu quero que você mantenha três tipos apenas de relacionamentos:

1.
Os que te dão prazer e alegria;
2.
Os que são necessários à tua sobrevivência;
3.
Aqueles que te trazem alguma sabedoria ou estimulam a criatividade.

E que todos os demais sejam considerados dispensáveis. Extremamente dispensáveis!

Afinal, se um determinado relacionamento não dá prazer nem alegria; não é necessário à nossa sobrevivência, e não traz sabedoria nem nos estimula a criatividade — mantê-lo pra quê?!

30.9.18

Porta Escancarada

Às vezes, na vida, logo ali à frente pode haver uma emboscada. Ou uma porta escancarada para o céu.

Não se sabe.

29.9.18

Declaração de Amor à Vida

Minha honestidade pessoal me leva a ser autêntico. A nunca fazer o que eu não queira. Porque não preciso fazer aquilo que não quero. Posso perder algumas coisas por ser assim, agir assim, pensar assim. E seguramente perco mesmo muitas coisas — muitas! — mas todas não significativas para mim. Perco coisas, mas não perco liberdade. Não perco aventuras, não perco amor, tesão, gostosura, desejos, tentações. Ou seja, posso perder coisas, mas ganho na dimensão da minha personalidade, da minha alma, da minha alegria. Pois não abro concessões àqueles que possam querer me prender.

Não jogo minha própria vida em troco de salário, prestígio, poder, posses, coisas, tranqueiras. Não permito que me roubem esse único presente que tenho em troca de um futuro que nem sei se vai haver. Não assumo compromissos que me sufoquem, ou que me levem à exaustão para cumpri-los. Não crio dependências que me prendam, em hipótese alguma. Não me casei, não tenho filhos, não tenho noivas, não tenho muitas namoradas, não faço juras de amor eterno, nem tenho planos mirabolantes que possam sugar minha existência gostosa de agora.

Faço só o que me dá prazer — e apenas pelo prazer. Sem nenhuma maldade. Sem dor, sem pressa, sem esforço desumano, sem mágoas, sem ciúmes, sem cansaço e sem pressões. Sem explorar quem quer que seja.

E isso não é um mero jogo de palavras: eu sou assim.

Sou o dono do meu tempo.

Sou o diretor da minha Vida.

E não deixarei de amar os meus amores em nome de nada!

27.9.18

Frases 212 a 228

‎211. Aceitar o inevitável é uma sábia decisão.
212. O auge de uma paixão está sempre no começo dela.
213. Não espere a graça do cisne no pescoço de um pato.
214. Em vez de salvar a relação, eu prefiro salvar o meu Amor.
215. Só tem uma coisa pior do que morrer: é viver pouco.
216. Sempre danço conforme a música. Mas, antes, escrevo a partitura.
217. Toda emoção é produto de um raciocínio.
218. Quem jura amor eterno deveria ser processado por estelionato emocional.
219. Toda musa já traz uma víbora dentro de si. É só uma questão de tempo.
220. Dispenso a compreensão daqueles que não conseguem me compreender.
221. Se, numa relação de amor, a verdade entristece — minta com alegria.
222. Prazer não sentido é prazer perdido. Irrecuperavelmente perdido.
223. Se o amor não pode ser livre, não deve ser nada.
224. Ceder uma vez só é muito mais difícil do que ceder nunca.
225. É um desperdício imperdoável ter um grande coração, e deixar nele um único amor.
226. A capacidade de questionar as próprias convicções é um atributo dos seres mais elevados.
227. Eu não vejo o cotidiano: eu vejo a eternidade.
228. A melhor realidade é aquela que nasce de um sonho.

26.9.18

É vergonhoso exigir fidelidade?

No Amor, exclusividade é uma coisa que se oferece. Jamais deve ser exigida. Oferecê-la, espontaneamente, e por algum tempo — pode ser uma sublime demonstração de Amor. Mas, exigi-la do outro, explicitamente — e às vezes até violentamente — é de uma pequenez monumental de fazer dó. Uma desgraçada ofensa à própria Liberdade.

Eu aqui fiquei pensando: Você já imaginou o quão vergonhoso e humilhante é exigir fidelidade de alguém que amamos — e que supomos que também nos ama?

Você consegue imaginar o quão vergonhoso é ser ciumento?

24.9.18

Quais são os teus sonhos?

ALGUMAS PERGUNTAS

Quantas vezes você hoje meditou sobre a Vida?
Quantos minutos você hoje caminhou livremente?
Quanto tempo hoje você acariciou um corpo humano?
Quais os alimentos saudáveis que você vai comer?
Tem seguido o que te pede o teu próprio coração?
Quanta gostosura existe nos teus atuais relacionamentos?
Quais são as coisas novas que você aprendeu hoje?
Quantas pessoas você hoje abraçou de verdade?
Quantos livros você está lendo?
Quando foi o teu último grande êxtase?

Quantas vezes hoje você pensou no Amor?
Quantas vezes você hoje abençoou uma criança?
Quanto de prazer e de alegria o teu trabalho proporciona?
Hoje, quais as coisas maravilhosas que você vai criar?
Como vai a liberdade dos teus amores?
Terá tempo de contemplar a lua e as estrelas?
Tem olhado os pássaros do céu e os lírios do campo?
Como anda o teu Planejamento Estratégico Pessoal?
Quantos anos você supõe que ainda vai viver?
Como vai a tua própria Liberdade?
Quais são os teus Sonhos?
O que é que você quer da Vida?

23.9.18

Viva a Primavera!

A escrita é o código do Verbo. A roda do vinho faz tudo girar. Depois de dois ou três copos minha voz Vitalina, e realiza sinapses verbais. Ideias escorrem pelas pontas dos meus dedos falantes. Eu começo a desenhar flores e planos nos guardanapos do boteco divino, enquanto as delícias dançam no meu próprio coração. Meu peito entusiasmado, pleno de espírito, quase explode de alegria. Trilhões de átomos já estão se reunindo, sonho a dentro e mundo afora, desde hoje, para que eu os encontre em forma de estrelas e corpos em dezembro do ano que veio. E é por isso que eu escrevo declarações de amor a Deus nesta noite açucarada. A roda da vida faz tudo girar. O álcool deve ser redondo, e o Universo — também.

22.9.18

20.9.18

Barco à deriva

Adoro viajar neste maravilhoso barco à deriva que virou minha vida. Sem bússola e sem mapas. Mas também sem medo e sem pressa — e isso faz toda a diferença. Para escrever meu destino, aprendi a ler os sinais que vêm do céu e os sinais que vêm das ondas. Quase sempre eu me guio pela experiência divina, pela Lógica, pelo vento, e pela Lei das Probabilidades. E se até hoje não me afundei, nunca mais me afundarei.

19.9.18

Fôlego

DO QUE EU PRECISO

Houve um tempo em que eu precisava de uma casa enorme para guardar tudo aquilo que eu supunha indispensável. Depois, as coisas que me pareciam muito importantes cabiam numa sala pequena. Mais tarde, essas coisas "extremamente importantes" passaram a caber num armário de tamanho médio no quarto do fundo. Bem depois, coloquei tudo aquilo que ainda considerava "muito importante" no porta-malas de um conversível preto — e saí pelo mundo. Andei, rodei, tomei sol e chuva, ar e vento, tomei vinho consagrado, brisas e tormentas, tomei fôlego, amei com a liberdade mais absoluta — e fui me despojando ainda mais. Tanto, que hoje, cheio de amor e pleno de mim, vejo que todas as coisas verdadeiramente importantes cabem dentro de uma calça jeans e de uma camiseta branca de algodão gostoso que agora me descobrem.

18.9.18

O sorriso do meu cérebro

Acontece que meu cérebro às vezes ri das escolhas que meus olhos fazem. Mas ambos logo se pacificam e eu prossigo cavalgando propósitos — de ponta-cabeça — como se a Vida fosse uma potranquinha, puro-sangue, indomável, cor de vinho. Faço analogias em silêncio, invento coisas que ainda vão existir, crio conceitos, e me questiono sobre tudo e todas as coisas. Depois, destruo as minhas convicções como se estivesse destruindo as tuas.

16.9.18

Ego

Eu não queria que meu ego fosse só do tamanho de uma ervilha. Por isso fiz tudo para que ele crescesse, viçoso e saudável. Hoje ele é do tamanho de uma melancia, das grandes... E faço questão de carregá-lo pendurado no pescoço — pelo avesso. Doce, livre, coloridíssimo..

15.9.18

Boa Pergunta

Para que possam merecer boas respostas, as perguntas devem ser bem formuladas.

14.9.18

Salmão ao molho de Alegria

Preparar o Espírito para um Ato de Amor.

Lembrar-se de que esta é tua única Vida — e sorrir para todas as coisas belas e boas que agora te envolvem. Fazer silêncio absoluto, porque Deus em Pessoa acaba de chegar à tua casa. A cozinha vira um Templo. O fogão e a pia — são os altares. E teu peito será o púlpito.

Você vai fazer um... Salmão poético ao molho de Alegria.

Preparar uma panela de vidro, delicadamente, forrando-a com rodelas de tomates vermelhos.

Deitar em cima do tomate as postas de salmão, arrumando-as com cuidado.

Derramar o conteúdo de uns dois ou três vidros de molho de tomate à Pescatora (ou algo semelhante) por sobre o peixe. Acrescentar mais temperos e sal a seu gosto, pimentões verdes e vermelhos — e mais tomates e cebolas em fatias, desde que o salmão fique totalmente imerso neste molho escandaloso e colorido. Meio copo de vinho branco seria bom, uma colher de azeite, dois ou três dentes de alho e quatro ramos de salsinha.

Se preciso, acrescentar um pouquinho de água quente — e abençoada.

Deixar em descanso por um tempo, marinando
— de preferência ao som de Beethoven, Vangelis, Paganini, Jon Bon Jovi,
Tonico e Tinoco, ou qualquer outro que te agrade.

Levar ao fogo brando. Não mexer. Deixar que ferva por cerca de quinze minutos.

Enquanto isso, preparar o arroz. Temperos e sal a seu gosto. Arrisque. Meia colher de açafrão em pó, se quiser. Mexer um pouco, com delicadeza e muito tato. Seguir as instruções de sua mãe, ou o feeling do mestre da cozinha. Fazer arroz é muito fácil...

Enquanto o fogo do fogão faz a parte dele, leia uma poesia de amor. Ou escreva uma.

Depois de cozido, colocar o arroz numa travessa bonita e enfeitá-lo com ternura, com seu toque pessoal, inconfundível.

Servir o salmão na própria panela em que foi cozido. Usar colher de pau.

Abrir um vinho branco — com amor — suspirar fundo, agradecer aos deuses, encher o peito de alegria e preparar-se para o Ato. Se for noite, acender as velas no candelabro — ou uma só no castiçal.

Que você não tenha pressa alguma e nem mesmo lembranças te perturbem.

Que a música seja leve e que o ambiente se transforme em catedral.

Então, comer delicadamente, como se estivesse rezando — e falando apenas com os olhos. E com Deus.

E com os teus Amores, é claro!



(*) A panela não precisa ser de vidro. E, se não tiver salmão, pode ser qualquer outro peixe que você preferir, cortado em postas. Ainda estou aprimorando esta receita. Se você tiver alguma sugestão, avise-me.



E aqui tem uma outra receita para um outro jantar: http://bit.ly/infinitojantar
Em princípio, só para mulheres.

12.9.18

Não estou à venda

Eu sempre me afasto dos nervosos. Procuro ter a delicadeza de nunca ligar-me a pessoas grosseiras, falsas, insensíveis. Fujo dos enfurecidos. Desvio-me dos ciumentos radicais. Detesto autoritários. Quero distância absoluta de estressados e neuróticos. Não concedo aos ditadores sequer minha presença temporária, nem permito aos brutos que suponham ser possível invadir os meus momentos de amor — que são todos.

Jamais negocio a minha própria Liberdade.

Até porque, se eu não for delicado comigo mesmo, se eu não for responsável por mim, se eu não respeitar profundamente os meus desejos — estarei compactuando com quem não gosta de mim.

11.9.18

Xtratego Ferment


Estratégias de Crescimento. Comercial, espiritual, emocional, intelectual.

9.9.18

eu tiro as cascas das relações

Ninguém deveria se espantar tanto com essas coisas que eu digo. Eu apenas reproduzo o que suponho natural. Eu tiro as cascas que me parecem horrorosas dessas relações fechadas que vejo por aí — e mostro-as abertas. Exatamente o que todos deveriam fazer...

7.9.18

Independência

Viva a Independência.
A dos países e a das pessoas.
A independência política, a financeira, e a emocional.
A do Corpo e a do Espírito.
A dos amigos — e a dos amores.

Só é livre quem for independente.

PORTANTO, INDEPENDÊNCIA — OU MORTE!

5.9.18

dance

Um dia me disseram que eu tinha que dançar conforme a música. Senti-me ameaçado, pois a música não era a que eu gostava. Pareceu-me que o chão fugiu-me aos pés. Por isso tomei providências radicais imediatas: entrei numa boa escola de dança, e aprendi a ler partituras. Usei a clave do Sol para abrir as duas portas do céu. Transformei em violino as palmas da minha mão. Envolvi-me com musas, semifusas, bailarinas e colcheias...

Comecei tocando os instrumentos de corda, os de sopro e percussão. E então me aprimorei, com determinação. Tornei-me um compositor criativo, um empresário maluco, um maestro zen. E hoje sou o líder da própria banda.

Portanto, eu agora só danço conforme a música. A música que eu escolho.


4.9.18

sem pressa e sem pressoes

Sem fome, sem sono, sem culpa, sem dor. Sem pressa, sem apego, sem pressões. Sem esperas, sem cobranças, sem promessas. Sem medo e sem controle, sem ódio e sem juízo. Sem maldade — e sensível. Sentindo-me eterno no transitório. Buscando equilíbrio no instável, no incerto. Amado com delícia e liberdade, e amando com grandeza e ousadia. Passageiro numa viagem sem destino, percorrendo caminhos ainda não trilhados. Cada vez mais fascinado e encantado com os novos horizontes que se abrem. Adorando as surpresas no momento em que acontecem, e vivendo a primavera em qualquer das estações. Quebrando as barreiras, de modo irreversível. Ultrapassando limites... Encontrando a essência de cada coisa nela mesma. Compreendendo as razões também daqueles que não conseguem me compreender. Vivendo o mais profundo, o mais criativo, o mais sensual, o mais inocente e o mais sagrado período da minha vida. Sugando a doçura de todas as coisas... Vivendo as maiores e melhores paixões da minha vida, e vibrando com tudo que me toca. Sentindo-me a cada momento como se Deus me cobrisse de glórias, de flores e estrelas. Dançando nas minhas próprias e nas tuas emoções. Inundado de carinho e gratidão. Com a cabeça nas nuvens — e o coração no infinito.

Portanto, o que mais posso eu querer da vida, além de amores livres e brilhantes, crepúsculos cor de abóbora na praia que eu prefiro, óleo de amêndoas doces, um buquê de rosas brancas e vermelhas, duas ou três taças de vinho transbordantes, muita liberdade, alegria, saúde, poesia, gostosura — e tempo livre para viver tudo isso? O que mais posso eu querer da vida?!

1.9.18

schrodinger


Hoje a minha homenagem a Erwin Schrödinger, o genial cientista que contribuiu para a física quântica, e escreveu o belíssimo livro O que é a Vida?, em 1944. Onde ele, entre outras coisas, diz que
"a singular engrenagem (o cromossomo) não é de grosseira manufatura humana, mas a mais requintada obra-prima já conseguida pelas leis da mecânica quântica do Senhor." (página 95). Ou seja, o exemplo mais fascinante do projeto do arquiteto e da perícia do construtor numa coisa só. Acho que ainda vou adotá-lo como patrono espiritual da minha visão profundamente materialista da Vida.

30.8.18

meus dias

Eu sonho tão alto que o próprio barulho me acorda.

Já me acordo com Deus perto.

E me desperto dançando e perguntando se há no mundo melhor coisa que ser feliz e ser saudável. Vejo estrelas no meu teto, repito a oração como se reza, e me espreguiço felino, suave, amoroso, sorrindo — e gostoso!

Mas me levanto só depois que gargalho. Se por acaso não acho motivos pra gargalhar, também não os acharei pra levantar...

Enquanto isso, faço contas complicadas de cabeça, abraço a Vênus de Milo que eu tenho no peito, calculo logaritmos a olho, traduzo algumas frases do latim, reconstruo mentalmente um ranchinho de sapé, imagino cúpulas geodésicas no quintal da minha Mãe, visualizo meus próximos prazeres — tudo sem destino e sem pudor.

Acordo já fazendo ginástica com meu cérebro, pois não quero teias de aranha nos meus neurônios. Quero distância do AD, e desconheço a depressão. Porque sinapses, só as brilhantes me excitam. Então, potencializo-as, a cada instante, com lógica e amor.

Acordo e me levanto, deslumbrado e respirando, já cheio de luz — iluminado, portanto, de novo — e de mim.

Meus dias começam sempre assim..

29.8.18

mudo

Se você não vier me ler agora, quase nada mais aqui fará sentido. Porque são teus dedos e toques e clicks que me acordam duplamente a todo instante.

Há uma doce cumplicidade entre a tua e a minha gostosura.

Essa voz que canta e dança em minha língua portuguesa é tua, assim como tua é a boca vermelha que escancara os meus gritos de amor e liberdade.

Teus olhos diamante é que transformam os meus textos em sagradas escrituras. Teus lábios nacarados conjugam o Verbo Coração no céu da minha boca.

Sem você, eu fico mudo.

26.8.18

capela da Mae

Capela de Nossa Senhora de Iracy

Esboço da Capela que vou construir no jardim da minha Mãe. Lembrem-se de Arquimedes, quando disse: "Deem-me uma alavanca e um ponto de apoio e eu levantarei o mundo". Só agora eu vejo que tem relação com isso. Essa obra terá um único ponto de apoio. Eu a tinha feito apenas com dois traços: o V e o círculo. Depois, acrescentei (em traços um pouco mais finos) a "Cruz" estilizada, que em verdade é o ideograma em mandarim 上 (shàng), que significa "pra cima, alto, superior, excelente". E que compõe 上帝 (shàng dì), que significa Deus. O altar ficará no círculo (que na execução será uma esfera). Ainda estou extasiado com a beleza dessa ideia. Ela me surgiu de repente, assim que me acordei, anteontem. Acho que foi o espírito do Niemeyer que SUBIU até Mim. Do Niemeyer e daquele Outro Arquiteto, que, dizem, desenhou este Universo...


22.8.18

utopias

Utopias podem ser úteis à nossa sobrevivência. Quando você estiver quase desistindo, quase morto de cansaço, desanimado, uma miragem maravilhosa — embora falsa — pode te dar a força necessária para caminhar um pouco mais, e talvez encontrar, no meio desse novo caminho, uma salvadora, uma deliciosa e refrescante bica d´água.

A Vida é um deserto, pleno de oásis.

Que maravilha!

20.8.18

Poema Mude


Veja aqui o Comercial da Fiat, feito pela Leo Burnett. Dois minutos.

Apaixonar-se

Apaixonar-se, mas apaixonar-se de verdade, é jogar o próprio coração no abismo — e só depois saltar atrás dele...

15.8.18

Solidão a Mil

Para que seja uma delícia — a Solidão tem que ser alimentada com Amor e Alegria.

12.8.18

Dia do Pai

Ele era o símbolo da autoridade, e eu — da rebeldia. Nenhum de nós dois gostava de repartir a liderança. Eu não nasci pra ser segundo, e ele abominava a ideia de não ser o primeiro. Então, quando fiz dezessete nos separamos: eu vim estudar filosofia, e ele continuou um ótimo comerciante. Foi só então que começamos realmente a conversar sobre a Vida. Depois, com o tempo, nos tornamos amigos. Hoje, somos amantes.

Como não tenho filhos, escrevi um breve texto sobre meu Pai — homenagem ao seu dia. Leia-o AQUI.