18.5.19

Marcapassos


Meu coração jamais terá marcapassos.

Ele já tem marca-saltos,
marca-dança, marca-voo!


O poeta usa metáforas, o filósofo faz ciência. O poeta diz que seu louco coração jamais terá marcapassos, mas o filósofo sabe que todo coração tem que ter um. O marcapassos é um dos nossos guias pela vida. Muita gente não sabe, mas todos nós temos um marcapassos natural. Chama-se nódulo sinusal (*). É quando este não funciona bem que pomos o outro — artificial.

(*) Também chamado de nódulo sinoauricular, nó sinusal, Nó sinoatrial, nodo sinoatrial (NSA) ou Nódulo de Keith e Flack, é uma estrutura anatômica do coração que faz parte do sistema cardionector, responsável pela função de marcar o passo natural, ou seja, produz seu próprio potencial de ação, que é o estímulo elétrico. É a estrutura cardíaca com a maior frequência de despolarização, ou seja, com maior automatismo.

16.5.19

Três tipos de relacionamentos

Eu quero que, a partir de hoje, você mantenha três tipos apenas de relacionamentos:

1.
Os que te dão prazer e alegria;
2.
Os que são necessários à tua sobrevivência;
3.
Aqueles que te trazem alguma sabedoria ou estimulam a criatividade.

E que todos os demais sejam considerados dispensáveis. Extremamente dispensáveis!

Afinal, se um determinado relacionamento não dá prazer nem alegria; não é necessário à nossa sobrevivência, e não traz sabedoria nem nos estimula a criatividade — mantê-lo pra quê?!

15.5.19

Filosofia de Vida

Minha filosofia de vida pode fazer muito bem para certas pessoas com as quais convivo. Acontece que, exatamente por lhes fazer tão bem, pode também lhes fazer mal... Minha presença e meu estilo de viver pode às vezes desestabilizá-las. Porque eu lhes abro novos horizontes, um leque enorme, fascinante, de opções inesperadas e gostosas.

Acontece que a liberdade assusta. Elas estavam quietinhas, sossegadas em sua própria escravidão emocional, aninhadas nos seus próprios preconceitos, abraçadinhas às suas crenças opressivas — e eu venho lhes dizer que a liberdade é possível. Eu venho lhes dizer que o amor é possível. Que a felicidade é possível.

Então, elas começam a se questionar. Começam a rever os seus conceitos... Algumas criam coragem e chutam seus medos inexplicáveis. Suas cabeças viram corações enlouquecidos. Suas estruturas, antes tão estáveis, começam a ruir. Suas bases tremem. Relações se desfazem com facilidade espantosa. Seus "amores" perdem o sentido. Seus deuses dançam...

Porém, nem todas estavam preparadas para esse fascinante mundo novo que se abriu de repente. E algumas querem de volta o mundo antigo. Porque sentem falta da segurança, daquela quietude, daquela paz de cemitério. Daquela velha vida. Sentem falta da comodidade. Afinal, ser livre dá trabalho... Muito trabalho.

Mas ser livre é uma delícia.
Experimente!

12.5.19

Dia da Mãe

Antes do leite, antes do açúcar, antes do arroz com feijão — eu queria mesmo era o amor que ela me dava. Este foi meu primeiro e mais querido alimento: o Amor. Como se pode notar, eu sempre me alimento de Amor e de Mãe, de risco e paixão, de glória e loucura, flores, estrelas, matemática, poesia, lógica e mulher. E liberdade — é claro.

Ela jamais quebrou as lanças da minha ousadia, e nunca pensou em cortar-me as asas de pássaro livre. Ela me apoia com entusiasmo, incentiva os meus saltos profundos e me aplaude todas as conquistas. Compreende os meus gestos, mesmo quando parados no ar. Ela me aceita como sou, inteiramente. E me faz acreditar, cada vez mais, que o verdadeiro amor é a união delicada de duas espontaneidades, a fusão poética de dois devaneios. Ou mais.


Até hoje é assim a minha Mãe. Simpática, amorosa e cheia de alegria...

Olhe para os lados

Agora mesmo, onde você estiver, olhe para os lados. Ajuste a consciência, apure a sensibilidade, abra seu coração, respire fundo, olhe para os lados outra vez, e responda-me, sinceramente: — As pessoas com as quais você hoje convive (em casa, na escola, no trabalho ou na internet) são amorosas, compreensivas, inteligentes, excitantes, audaciosas, livres, saudáveis, brilhantes, honestas, sensíveis, delicadas, independentes, e cheias de entusiasmo pela vida?
São?!
Porque, se assim não forem, responda-me:
— O que é que você continua fazendo aí?

11.5.19

Os poetas

Os poetas oferecem flores e estrelas em troca de atenção emocionada. Se você não gosta de poesia e de romance, nem de gostosura ou liberdade, não vai gostar do que eu digo. Mas se você gosta de flores e estrelas, de lógica e loucura, de alegria e comunhão, de amor e sinapses — e de tesão à flor da pele — aqui é um dos teus lugares. E eu te recebo de braços abertos e coração escancarado, todos os dias. Todos os dias, até que atinjamos o pico, e cada um siga o seu próprio destino.

É mais ou menos isso que eu digo aos meus amores quando lhes abro a porta da sala pela primeira vez.

10.5.19

Anjo chamado Luiz

Era um dia de duplas esperanças. Era uma noite de luar azul escandaloso. Era um sábado de aleluias, era hora de metáforas e delícias, era hora de poesia e compreensões.

Era uma casinha de madeira e primavera ao lado de uma roseira branca no finzinho de uma rua principal. Como toda mulher inocente, minha Mãe havia sido amada à beira do poço por um delicado Inspírito Santo chamado Luiz. Era madrugada e ela estava sozinha outra vez.

Foi então que essa Mulher resolveu me dar a Lúiz.

♥️♥️♥️

Era o começo de duas histórias de Amor...

9.5.19

Sem mapas

Antes que o meu barco singre os mares desta vida, encho-o de coragem e de remos, iço as velas, desfaço todos os planos, jogo longe a bússola da normalidade, rasgo esses mapas que me deram, crio meu próprio Destino — e me afundo no desejo de amar.

Quero de novo criar uma tempestade no teu coração, meu Amor!

8.5.19

Bondade

Todo o mal que fiz — o fiz pouco e mal, e isso me fez mal e muito, sem contudo me fazer mau, nem pouco.

Mas todo o bem que fiz e faço — o fiz e faço muito e bem, e isso me faz bem e muito. E me fez bom, bastante.

7.5.19

Dois beija-flores

Sou poeta, sou puro, inocente, e pequenino. Ainda sou criança, ainda faço fantasias como se fizesse amor. Hoje de manhã aguei um canteiro de palavras lá no fundo do quintal, vi dois beija-flores no meu copo de café, colhi os meus amores com a boca na parreira, meditei entre as uvas do jardim — e tomei sol no coração da minha Mãe.

6.5.19

Bondade

Conheci certa vez uma pessoa que era boa em ser ruim, e outra que era ruim em ser boa. Já eu — prefiro quem é bom em ser bom. Mas eu rio de quem é ruim em ser ruim.

4.5.19

Lógica e Poesia

Eu adoro a Matemática desde pequenino. Aos oito anos eu já sabia a tabuada do 15 e a regra de três. Aprendi a descontrolar meu mundo com o Teorema de Pitágoras. Aos dez, já era íntimo de PA e PG e de equações exponenciais. Depois, me apaixonei pela Lógica de modo inescapável. Mais tarde, virei amante excitado da Estatística e da Teoria dos Nós. Vibrei com Fibonacci, e fui fazer computação. Mas tudo isso abraçado a flores e estrelas, e sem jamais abandonar a Poesia. E foi assim, dançando nos versos dos meus sonhos, é que descobri a existência de uma coisa gloriosa, que se chama Divina Proporção. O modo mais brilhante de levantar uma parede ou desenhar uma calçada. O modo mais gracioso de colocar as vogais tônicas nos meus cantos e poemas, e o modo mais elegante de massagear os pés do meu amor.

3.5.19

40 coisas

QUARENTA COISAS PRA FAZER EM 2019
:

01. Tome mais água, mais vinho e mais sol.
02. Escolha melhor os teus próximos amores. Prefira os livres.
03. Viva com mais Entusiasmo, com mais Energia, e com mais Coragem.
04. Arranje sempre algum tempinho pra falar com Deus.
05. Faça atividades que estimulem o teu cérebro.
06. Leia mais livros do que leu em 2018.
07. Fique em silêncio alguns minutos todo dia. Pense. Reflita. Medite.
08. Procure dormir tranquilamente, para acordar de bom humor.
09. Faça exercícios físicos. Caminhe pelo menos 30 minutos por dia.
10. Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
11. Não compare a tua vida com a de ninguém. Cada um tem sua história.
12. Seja um otimista racional.
13. Mantenha o controle absoluto dos teus estados de espírito.
14. Não se torne sério demais. Só os alegres vão pro Céu.
15. Só gaste tua preciosa energia com coisas gostosas.
16. Sonhe mais. Sem sonho não se cria nada.
17. Saiba que a inveja é um desesperado sinal de fracasso.
18. Jamais conclua apressadamente. Analise antes as premissas.
19. A vida é curta demais para ser tão pouca. Viva mais!
20. Faça as pazes com o teu passado para não estragar o teu presente.
21. Ninguém comanda a tua própria felicidade, a não ser você mesmo.
22. Já que a vida é uma escola — aproveite pra aprender.
23. Sorria mais. Encontre motivos para dar umas boas gargalhadas.
24. Não é preciso vencer todas as discussões. Aceite a discordância.
25. Entre mais em contato com teus amigos e com teus amores.
26. Nunca perca uma oportunidade de ajudar alguém.
27. Se não puder perdoar a todos, ao menos os compreenda.
28. Misture-se aos melhores.
29. Jogue fora tudo que não presta.
30. O que outros dizem a teu respeito nunca vai mudar a tua essência.
31. Não permita que um simples idiota comprometa o teu destino.
32. Faça sempre o que é correto, justo e verdadeiro.
33. Procure não trair jamais a tua própria natureza.
34. Deus cura todas as doenças — exceto o mau humor e a maldade.
35. Valorize a própria liberdade, acima de qualquer outra coisa.
36. Não importa como você esteja se sentindo: pratique uma boa ação.
37. O melhor ainda está por vir — em todos os sentidos.
38. Só o que está morto não muda.
39. Preencha o teu coração com alegria, esperança e gostosura.
40. Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.

TransCriação de Edson Marques sobre um texto da internet + partes do poema Mude.

2.5.19

Opinião

Eu desprezo toda opinião mal fundamentada.

Mesmo que seja favorável a mim.

1.5.19

Viva o Ócio!

A razão do trabalho.

Se enquanto trabalho não faço amor;
Se enquanto trabalho não escrevo poesias,
nem vejo a lua, nem tomo sol;
Se enquanto trabalho não crio conceitos;
Se enquanto trabalho não beijo os olhos do meu amor;
Se enquanto trabalho não ando descalço
em areias brancas,
nem ouço as ondas do mar;
Se enquanto trabalho não abraço a minha Mãe;
Se enquanto trabalho não leio Henry Miller;
Se enquanto trabalho não mergulho em minha alma;
Se enquanto trabalho não vejo filmes,
nem respiro o perfume das flores,
nem admiro uma obra de Michelangelo;
Se enquanto trabalho não escalo montanhas,
nem salto no escuro, nem tomo uma taça de vinho;
Se enquanto trabalho não medito, não danço, não ouço música,
nem respiro o sagrado ar da liberdade;
Se enquanto trabalho não sonho, nem pinto,
nem componho, nem desenho,
nem esculpo, nem declamo Lorca ou Neruda;
Se enquanto trabalho nem sequer me lembro
dos vinte poemas de amor
e das canções desesperadas;
Se enquanto trabalho não parto melancias,
nem rezo ao meu Deus;

Se enquanto trabalho não faço nada disso,
então só me resta perguntar:

— O que é que estou fazendo aqui?

30.4.19

Escada

Escada para o Nada

Quando eu vejo vocês todos tão atarefados, tão apressados, tão sérios e compenetrados; quando vejo vocês carregando tijolos para construir suas escadas e ao mesmo tempo subindo por elas, suados, arfando — eu me espanto com tamanha inconsequência.

Disseram-lhes que tem que ser assim, e que esse é o modo “certo” de viver.

Acontece que, desse jeito, no fim da vida, quando vocês estiverem no penúltimo degrau, cansados e sem nunca terem lido Walt Whitman, verão que essa louca escada imóvel acaba dando numa enorme parede fria, que tem duas características: é de cimento — e é errada.

❣️

Vocês percebem o que eu quero dizer?

29.4.19

Mãe

QUEM NÃO AMA A SUA PRÓPRIA MÃE NÃO AMA A SUA PRÓPRIA ORIGEM.

A razão talvez seja porque, de certo modo, foi levado a perder as suas bases amorosas mais diretas. Perdeu sua mais importante referência primordial. Perdeu seu principal elemento fundador das emoções. Deslocou-se, psicologicamente. Desligou-se da Fonte. É grave. Se for o teu caso — espero que não seja — não adianta dar a ela um maravilhoso presente no próximo Dia das Mães. Não adianta forjar um acordo, não adianta mentir pra Deus. Recomendo terapia. Mas nem sempre a terapia resolve, pois depende muito do estágio a que o distúrbio chegou. E quando eu falo em terapia quero dizer psicanálise. Remédios químicos só atacam os efeitos, só mascaram soluções...




Não adianta procurar sobre isso na internet ou nos livros de psicologia: é uma teoria arriscada, ousada, mas exclusivamente minha. Só tem no livro Manual da Separação. Esta minha teoria é poética, embora cientificamente fundamentada em Freud (que deve ter se baseado em Nietzsche, etc.). Bom ressaltar que eu aqui não me refiro a eventuais castigos de Deus ou bobagens do gênero. É só o Inconsciente fazendo estragos. Ou corrigindo as coisas...

28.4.19

Sugar o açúcar

Só na minha língua eu posso sugar o açúcar das coisas sem que precise traduzir o prazer na doçura que é. Meus desejos não mais precisam de proteção: eu me equilibro nesse ofício de ser poeta, de andar numa corda, saltar numa linha, correr pelo verso de mim. Para viver, eu só preciso agora é de um delicioso risco no chão — e de outro no céu.

27.4.19

Eterno abandonável

Eu digo que todos os meus amores são eternos, e também digo que devemos abandonar um grande amor no auge, no pico da relação. Ao ler essas duas coisas, você pode concluir que estou sendo contraditório. Aparentemente sim, mas realmente não. No fundo, estou é procurando ser coerente ao máximo. E querendo apenas te fazer pensar. Raciocinar. Querendo que você questione os teus atuais conceitos de amor e liberdade. Ao supor que eu me contradigo, você, de certa forma, já está se defendendo. Já está raciocinando — o que é um bom sinal. Continue.

Quase todos os amores

Todos os amores são encontrados por acaso, e depois se perdem por medo, preguiça, tédio ou supressão da liberdade.

É só você lembrar-se de como é que encontrou "aquele" teu — e do modo esquisito como depois o foi perdendo. Ou, o que é pior, do modo esquisito como ainda o está mantendo...

26.4.19

Solitude

Jamais experimente a Liberdade se você não for capaz de suportar a Solidão.

Je sais



"A gente sempre esquece uma noite de tristeza, mas nunca uma manhãzinha de ternura."

25.4.19

Minhas inspirações

Às vezes, eu chego a pensar que já não mais escreverei coisas novas. Mas, logo em seguida, inspirado por amantes deliciosas em noites de luar escandaloso, inspirado por vinho, flores e estrelas e abraçado à liberdade absoluta — outras mil idéias luminosas fervilham na minha cabeça flamejante. No coração, metáforas pululam docemente como rãs embriagadas de um raro néctar; nos meus olhos, imagens dançam coreografias maravilhosas criadas por Deus. E de minhas línguas e seus versos nascem palavras grávidas de encantos que se dão à Luz. Então, escrevo. Escrevo, danço, pinto e bordo...

Agora eu sei

Agora eu sei o que é que Van Gogh sentia quando pintava um quadro. O que Einstein sentiu quando escreveu aquela fórmula mágica. Agora eu sei o que sentiu Leonardo da Vinci após a última pincelada na Mona Lisa. O que sentiram Picasso, Dali, Neruda, Sócrates, e Heisenberg. Agora eu sei o que sentiu Jesus ao proferir o Sermão da Montanha. Agora eu sei.

Swing Estrela

Eu tinha um cavalo chamado Estrela e um cachorro chamado Swing. Ambos nasceram no mesmo dia em que eu, e meu pai fez questão de comprá-los para mim. E eu sempre os aceitei como eles eram. Nunca quis promover o Estrela a alazão espanhol, nem o Swing a pit bull. A mim bastava a meiguice do cavalo baio de olhos doces, e o pequeno vira-lata deitadinho no meu colo. Os dois eram compreensivos e amorosos. Mesmo assim, morreram ambos. É a vida.

Vale do Anhangabaú


Eis o Vale do Anhangabaú, visto do meu escritório numa tarde de sábado, logo após o almoço. Em primeiro plano o Viaduto Santa Ifigênia, que é uma obra de arte em todos os sentidos, inclusive a estrutura, que veio da Bélgica em 1910. À esquerda (mas não aparece na foto), fica o Mosteiro de São Bento — que você deve visitar sempre que vier ao centro de São Paulo.

Já desenhei muitos projetos, já tive muitas ideias, já escrevi muitos poemas olhando por esta janela. Esta janela me encanta. É a vida...

24.4.19

Quais são os teus sonhos?

ALGUMAS PERGUNTAS

Quantas vezes você hoje meditou sobre a Vida?
Quantos minutos você hoje caminhou livremente?
Quanto tempo hoje você acariciou um corpo humano?
Quais os alimentos saudáveis que você vai comer?
Tem seguido o que te pede o teu próprio coração?
Quanta gostosura existe nos teus atuais relacionamentos?
Quais são as coisas novas que você aprendeu hoje?
Quantas pessoas você hoje abraçou de verdade?
Quantos livros você está lendo?
Quando foi o teu último grande êxtase?

Quantas vezes hoje você pensou no Amor?
Quantas vezes você hoje abençoou uma criança?
Quanto de prazer e de alegria o teu trabalho proporciona?
Hoje, quais as coisas maravilhosas que você vai criar?
Como vai a liberdade dos teus amores?
Terá tempo de contemplar a lua e as estrelas?
Tem olhado os pássaros do céu e os lírios do campo?
Como anda o teu Planejamento Estratégico Pessoal?
Quantos anos você supõe que ainda vai viver?
Como vai a tua própria Liberdade?
Quais são os teus Sonhos?
O que é que você quer da Vida?

22.4.19

Paulo Coelho plagiou Mude


PAULO COELHO E OS PLÁGIOS QUE COMETEU EM VÁRIAS PUBLICAÇÕES DO POEMA MUDE






Se isso não for PLÁGIO, temos que redefinir esse conceito...










Esta frase é minha!

Significa que as 26.000 pessoas que curtiram e as 1780 que comentaram foram iludidas,
e precisam ser informadas da verdade: essa frase não é de Paulo Coelho!

Isso sem contarmos os milhões que leram sem se manifestar!


E no Twitter em português, ele alterou um pouquinho a minha frase:
Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.

Alterou sem minha autorização: não gostei.
E "esqueceu" de citar o autor... rs!
Mas esse é um "detalhe" que ele terá que resolver urgentemente.


UMA RESSALVA:

Eu sempre defendi Paulo Coelho. Primeiro, como compositor (junto com Raul Seixas), e depois, como escritor. Mesmo nos meios acadêmicos e literários, onde ele nunca foi bem-visto (nem benquisto), a minha voz era (e ainda é e acho que será sempre) uma voz discordante. Eu o considero, num certo sentido, o maior escritor brasileiro. Gosto de Machado, de Clarice, Guimarães Rosa, etc. Sabemos que Paulo não tem um grande domínio formal da língua portuguesa. Nem eu tenho. Estamos muito aquém de Fernando Pessoa ou de Eça de Queiroz, por exemplo. Mas Paulo Coelho, sem dúvida, é um grande escritor (do ponto de vista do mercado). Pois ele tem uma extraordinária capacidade de "enfeitiçar" os leitores. Tem um estilo que considero muito interessante (embora cometa plágios aos montes). Tem uma biografia encantadora. Foi maluco... viajou muito, arriscou tudo, saltou profundo. Como escritor, merece o meu respeito.

Repito: eu sempre defendi Paulo Coelho. Mas, no caso do poema Mude, Paulo Coelho não está sendo muito honesto comigo. Mesmo já sabendo que sou eu o autor do poema Mude, tem publicado esse poema em vários jornais do Brasil, sempre dizendo ter "esperança de encontrar o verdadeiro autor" (sic). Mais grave é o caso da minha frase em inglês [Change. But start slowly, because direction is more important than speed], que ele publicou no Twitter e no Facebook, onde esqueceu-se de citar o autor — dando a falsa impressão de que é dele. No Twitter em português, Paulo Coelho modificou um pouquinho a minha frase — mas o resultado ficou quase igual (vide acima). Reclamei, e ele parece não ter gostado: mandou-me cinco mensagens pelo Twitter, meio indignado. Não gostou da forma como eu reclamei. Mas, pergunto, sinceramente: eu deveria me calar, simplesmente? Isto não é plágio?!

Aguardo que ele tome providências e cite o meu nome como autor, em todas as publicações, especialmente no Twitter e Facebook — republicando-as com o mesmo destaque.

O caso do Mude é um pouco mais grave. Ele tem publicado esse meu poema com o título alterado para "Mudança", e com MUITAS (e desautorizadas) modificações no texto. Eu não autorizei ninguém (nem o Paulo Coelho) a mexer no meu poema Mude.


Resumindo:


1. Paulo Coelho publicou os versos iniciais do Mude em inglês no Twitter
2. Também no Twitter em português, alterando o original.
3. Idem no Facebook em inglês, tudo sem citar o autor.
4. Já havia publicado em português no seu blog Guerreiro da Luz em 2003.
5. Também no blog em inglês Warrior of the Light, alterando o original.
6. Em sua coluna no Diário de Pernambuco em 28.02.2011
7. No jornal O Estado do Paraná - em 20-02-2011.
8. Em sua coluna no site 40Graus.com.br
9. Na Gazeta Digital de Cuiabá em 22.03.2011
10. No jornal A Tribuna de Santos - AT Revista - em 27.03.2011
11. E em sua coluna no Diário do Nordeste - também em 27.03.2011
12. Na Rede Bom dia - em 11.04.2011
13. No Jornal de Santa Catarina - em 09.04.2011
14. No ParanáOnLine - em 27.05.2003 - sim, há QUASE OITO ANOS!!!
Aqui no ParanaOnline o próprio jornal fez, no fim do texto, uma citação correta de autoria.

15. Depois disso minha frase já é de Paulo Coelho em muitos sites e blogs mundo afora.
16. Em alguns blogs, o poema Mude inteiro também já é "de Paulo Coelho" (sic)...
17. Espalha-se a notícia de que Paulo é autor do Mude... rs!
18. No tumblr virou febre - tudo como se fosse de Paulo Coelho!
19. Até na Palestina!
20. Hungria.
21. Coreia..
etc.

No Twitter e no Facebook ele simplesmente assina, como se a frase fosse dele. Nos demais casos (blogs, jornais e revista) ele publica o poema todo (alterado, sem minha autorização, repito), e embora não cite o autor, diz ter "esperança de encontrar o verdadeiro autor". Já lhe mandei muitos e-mails (desde 2004) dizendo que sou o autor, mas ele e sua equipe ainda não se mostraram muito interessados em fazer as devidas correções. Até que, recentemente, pelo Twitter, ele falou comigo, conforme descrevi logo acima. Mas, como já disse, não tomou providências. Aliás, pelo contrário: fez mais meia dúzia de publicações idênticas em vários outros jornais!



Finalizo com uma pergunta séria e irônica:

Se é verdade que Paulo Coelho, desde 2003, tem interesse em conhecer o verdadeiro autor do poema Mude, será que nunca soube da existência e das funções do Google?


Paulo continua publicando o Mude (sem citar o autor), mesmo após nossos contatos por e-mail: O Girassol - Na coluna dele, dos dias 04 e 11 de maio no mesmo jornal.


Por que será que Paulo Coelho continua publicando esse texto?





De tanto que ele insiste, o poema Mude, na net, já começa a ser "dele" também. Veja:


Eis link de um dos blogs irresponsáveis que replicam acriticamente o texto, sem checar as fontes.






Apesar de eu já ter dito a Paulo Coelho, várias vezes, que não autorizo e não quero que ele publique meu poema Mude em suas colunas, ele não se emenda. Continua, insistente, publicando. Desta vez, publicou meu poema em sua coluna no jornal Clarin, da Argentina, sem sequer citar o título. Suplemento Vida, edição de 29 de maio 2011:




Sem citar o autor. E ainda me chama de "un autor sin nombre"...


Nessa publicação no Clarin, ele diz que o poema Mude é um texto "anônimo, porém conhecido". Paulo Coelho chega até a fazer-me um elogio, ainda que de forma indireta: "Um autor sem nome [que] enumera as transformações possíveis e desejáveis. Desde as minimalistas até as essenciais — que nos levam a ser quem somos." Também diz que eu posso ter escrito esse poema "num momento de inspiração, único e irrepetível" — mas suficiente para deixar nele a minha marca. Pena que não cita o autor, apesar de já saber que sou eu.


Mas o pior é que Paulo Coelho mexeu no meu poema. Adulterou o texto. Mudou a frase final, além de adulterar muitas outras partes também. Portou-se com deselegância, ou até mesmo com falta de ética. Falta de inspiração, talvez. Estou publicando logo abaixo essas "mudanças" que ele — sem minha autorização — fez no meu poema Mude. E eu digo, em princípio, que foi ele o autor de tais adulterações, posto que no Google só Paulo Coelho publica o texto nesse formato. Ninguém mais. Entretanto, se ele negar ser o autor de tal crime, terá que citar suas fontes. Exigirei isso por via judicial. Depois de quase oito anos tentando, em vão, resolver essa questão de forma amigavel, não me resta alternativa.


É uma vergonha!


Veja como Paulo Coelho adulterou meu poema, sem minha autorização:

Alterou o título imperativo: de Mude para Mudança.

Suprimiu "o novo amor, a nova vida" — e acrescentou "a nova posição".

Logo após eu ter dito: "Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes", Paulo Coelho (ou alguém em seu nome) acrescentou uma frase estranha: "Mesmo achando que a outra pessoa pode ficar assustada, sugira o que sempre sonhou fazer, na hora do sexo." Essa frase eu jamais colocaria nesse poema, pois, quando eu o escrevi, imaginei que seria lido também por crianças. Nesse caso, falar de sexo é uma estultice!

Quando eu disse: procure andar descalço alguns dias, ele acrescentou "— nem que seja em casa". (Eu jamais ressalvaria essa normalidade!)

Quando, jogando com as palavras, escrevi "leia outros livros, viva outros romances", ele acrescentou uma besteira: "— nem que seja em sua imaginação". Aqui ele parece querer "guiar" o leitor, como se este fosse incapaz de fazer ilações...

Quando eu digo "Tire uma tarde inteira para (...) ouvir o canto dos passarinhos", ele acrescenta "ou o ruído dos carros". Eu jamais diria isso! Tirar uma tarde inteira para ouvir ruido dos carros?! Que horror!

Ele suprimiu estes versos:
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.


Suprimiu também estes:
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.


Suprimiu isto:
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.


Suprimiu também esta frase que é muito significativa para o tema do poema:
Lembre-se de que a vida é uma só.

Também retirou este verso, que eu, como autor, considero fundamental:
Veja o mundo de outras perspectivas.

Além disso, mudou alguns outros versos de lugar, mexeu em outras coisas, acrescentou palavras, suprimiu outras tantas. Intrometeu-se!

E ainda acrescentou "e você está vivo" no último verso.
Ou seja, tirou o impacto que eu pretendi no final: Só o que está morto não muda!



Só me resta perguntar: — Com ordem de quem, Sr. Paulo Coelho?


Se, por acaso, não foi Paulo Coelho o autor de tais adulterações, terá que provar que não. E apontar quem foi — ou citar suas fontes. Pois ele é o único que publica esta "versão" do poema Mude na internet e em suas colunas em jornais e revistas (no Brasil e no exterior) — além de já tê-la publicado em seu blog e no próprio site, desde 2003!


Esta frase "Change.But start slowly, because direction is more important than speed" — que ele, plagiando-me, publicou como dele, é também um caso grave. Se dermos um Google nela, veremos milhares de citações, todas dando Paulo Coelho como autor. Pergunto: como agora corrigiremos isto?


Veja aqui o original do poema Mude, conforme publicado pela Pandabooks, e interpretado por Simone Spoladore no CD Filtro Solar, de Pedro Bial.

21.4.19

A Nova Páscoa

Segundo a Bíblia, Jesus ressuscitou após três dias da sua morte biológica, num processo de religação do seu corpo à sua alma. E na Páscoa celebra-se exatamente isto: a volta de Jesus ao mundo material, levantando-se do seu sepulcro, e ressurgindo perante Madalena, primeiramente (João 20:10-18). Esse retorno, essa passagem de volta a este mundo, essa ressurreição é comemorada na Páscoa. Tal concepção de ressurreição está na Bíblia, explicitamente, e é assim entendida por todos os teólogos e cristãos nos últimos dois mil anos. Mas eu defendo uma tese diferente. Para mim, a verdadeira ressurreição de Jesus foi quando Ele morreu. Quando ele deixou esta vida e renasceu para a outra. Para aquela de onde ele supostamente veio. Esta é a minha tese. Como Jesus foi o maior criador de metáforas, um mestre das parábolas, entro no jogo dele e crio uma nova. Quando se diz “ressuscitar”, isso, segundo aqui proponho, quer dizer “renascer para a outra vida” — não para esta. Não é o retorno a esta, mas o retorno à outra. A Páscoa é a Passagem — desta vida para a Outra. Desta, em que Jesus viveu por trinta e três anos, para a Outra, de onde ele teria vindo. Nesse sentido, engana-se quem pensa que a ressurreição de Jesus significa o retorno do seu corpo a esta vida. Em verdade, Jesus ressurgiu para a outra vida: a vida espiritual. O corpo de Jesus, nessa perspectiva, não tem a mínima importância, pois não é o corpo que ressurge: é a alma que se liberta.

A Páscoa também está ligada aos antigos festivais da primavera (no hemisfério norte). Assim como em outras datas festivas já existentes, como o Natal, a Igreja aproveitou esses eventos e anexou-lhes algumas comemorações cristãs. Deu-lhes formas novas. Um método inteligente de fazer propaganda, pois começar do zero uma comemoração grandiosa custaria muito. Nesse período também os judeus já comemoravam seu êxodo do Egito durante o reinado do faraó Ramsés II, quando os judeus passaram da escravidão à liberdade. Uma belíssima metáfora. Tal qual Jesus saindo da escravidão do corpo e passando para a liberdade do mundo espiritual. Ou seja, de acordo com essa minha concepção, quando morremos biologicamente é que ressuscitamos. A morte, repito, é a Passagem. A morte é a Páscoa. A morte do corpo — entenda-se. Nesse sentido, portanto, a verdadeira ressurreição de Jesus aconteceu ainda na Cruz, e não no sepulcro, três dias depois, como está na Bíblia, e como erradamente dizem os teólogos, padres e pastores. Aliás, eu não creio nadinha nessa história de um corpo físico, morto, voltar à vida!

A Bíblia relata dez casos de ressurreição: três no Antigo Testamento e sete no Novo. A Bíblia (em Mateus 28:5-6) diz claramente que Jesus ressuscitou dos mortos: "Mas o anjo disse às mulheres: Não temais vós; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. Não está aqui, porque ressurgiu. (...) Vinde, vede o lugar onde jazia." Ou seja, segundo a Bíblia, o corpo deixou o sepulcro e viveu novamente. E depois teria sido visto, andando, por muitas pessoas, incluindo Madalena e os apóstolos.

20.4.19

Porque hoje é Sábado

Onde estará hoje essa mulher menina, que ainda nem conheço, mas por quem vou me apaixonar perdidamente na próxima quarta-feira?

Como hoje é sábado, veremos se meu oráculo continua acertando...

19.4.19

Aniversário do meu Pai

Hoje é aniversário do Meu Pai... Ele me ensinou tabuada quando eu tinha sete anos. E aos oito me fazia somar as contas do armazém, com trinta linhas de algarismos. Ele gostava de girassóis, de vinho, e de Robert Louis Stevenson. E da minha Mãe. Mas morreu com 49.

Ele me dava certos conselhos, reiteradamente. Além daqueles normais
"Não minta. Não roube. Não fume. Não beba demais. Não se misture com a ralé. Nunca coma de marmita. Não bata cartão de ponto. Não use sapatos velhos. Estude bastante. Respeite muito a tua mãe. Leia dois jornais por dia. Ouça rádio. Respeite tua avó", etc. — havia um outro, quase solene: "Encaminhe os teus irmãos" — pronunciado entre sorrisos, e com o dedo falsamente em riste. Acabei seguindo todos esses conselhos que me deu. Só os irmãos é que não consegui "encaminhar" de jeito nenhum: ficaram todos extremamente normais... rs!

18.4.19

Jó perdeu QUASE tudo

havia perdido tudo: a esposa e as amantes, o gado, os filhos, a lavoura e as empresas. Perdeu seus camelos, suas tendas e colares. As carroças conversíveis e os cartões de crédito. Seu mundo começou a ruir. E Deus ainda teve a maldade de cobri-lo com lepra da cabeça aos pés. Jó ficou sem a casa e o jardim, sem o churrasco e a cerveja, sem a música, sem champagne, sem morangos. Na miséria mais absoluta. Sem café e sem Drambuie...

Seus amigos — como sempre acontece! — desapareceram.

Como eu já disse, Jó perdeu tudo, mas não perdeu a autoconfiança. Não perdeu a Fé, e isto faz toda a diferença.

A história, portanto, continua, e pode ser lida na Bíblia, ou no meu livro Solidão a Mil, página 374. Ou, preferencialmente, AQUI.

17.4.19

Se meus amores fossem eternos

O amor é simples

Se meu amor por Marina (aos sete anos) fosse eterno, eu estaria com ela ainda hoje — e não teria conhecido Suzana, que é uma deusa inesquecível. Se eu tivesse ficado com Suzana para sempre, não teria conhecido Patrícia, nem Vera, nem Alessandra, nem Janaína, nem Carol, nem Beatriz. Se eu tivesse sido exclusivo de Vera ou Janaína, não teria me apaixonado por Joyce Ann — que ainda é a musa número um. Mas se eu ficasse apenas com Joyce, não teria conhecido a morena maravilhosa de ontem à noite. E assim por diante... O que me encanta é a liberdade absoluta, incondicional. Aliás, pensando bem, se o amor de Marina por mim também tivesse sido eterno, ela não teria conhecido nenhum dos seus outros amores. Assim deve ter acontecido com todas que eu amei e que me amaram — e que depois tomaram novos rumos. Se eu esperasse (ou, o que é pior, se eu tivesse exigido) que cada uma delas ficasse só comigo, nem consigo imaginar como as coisas estariam hoje. Minha vida certamente seria um pandemônio. Ou eu já estaria totalmente morto e soterrado por uma avalanche de complicações que isso envolve. A ideia de exclusividade amorosa e sexual não me agrada nem um pouco. O amor tem que ser livre — em todos os sentidos — e de todas as formas.

16.4.19

A vida é um jogo de xadrez

Quando você arrisca num determinado projeto, seja ele comercial ou amoroso, você calcula antecipadamente a probabilidade de vitória — ou joga a esmo, simplesmente? Você vê alguns lances à frente, ou só considera o aqui e agora?

15.4.19

Deliciosas virtudes

Desde muito cedo eu transformei a virtude em gostosura. Depois, a disciplina amorosa foi me levando a considerar fundamental a própria gostosura. Comecei então a gostar do necessário — a gostar muito do que me era necessário. E esse hábito fascinante virou rotina prazerosa. Por isso é que a minha vida inteira se tornou uma delícia indescritível.

14.4.19

Coração escancarado

Como escritor, devo manter a liberdade de criação. E essa liberdade é sacratíssima, em todos os sentidos. Que poeta eu seria se uma ideia qualquer me viesse à cabeça e ao coração e eu tivesse que escondê-la (ou sufocá-la) só porque poderia, talvez, ferir suscetibilidades de algumas pessoas? Que poeta eu seria se condicionasse minha inspiração aos preconceitos, crenças ou visões do mundo de OUTRAS pessoas?

Já pensou se eu não pudesse defender o amor livre porque muita gente é contra? Se eu não pudesse falar do Buda porque o cristão não gosta? Se eu não pudesse amar Jesus porque os judeus o negam? Se eu não pudesse dançar com Zeus só porque ele é um Deus que nasceu antes de Jesus ou Maomé? Se eu não pudesse amar a rosa ou a margarida só porque o lírio as quer todas para si?

Seria muito difícil viver assim...

Pautar nossa vida exclusivamente pelas opiniões alheias deve ser um horror! Por isso, eu me exponho inteiro no balcão das alegrias. Eu abro as minhas entranhas sem medo de mostrar os meus avessos...

Escancaro meu coração porque creio na Vida.

12.4.19

Minha ideia 684

Eu já estou tomando providências (biológicas, psicológicas, técnicas, jurídicas, financeiras e espirituais) para congelar meu cérebro no dia da minha morte, que suponho possa ocorrer a qualquer momento — a partir de 2085. Ou seja, daqui aproximadamente sessenta e sete anos.

Esta foi minha ideia 684, em julho de 2018. Com base nela, e acordando agora no delicioso Itararé Hotel, com uma algazarra de bem-te-vis, acabo de ter a ideia 723. Criar um escritório de advocacia (na verdade um Complexo Jurídico) chamado Minha Morte, Minha Vida. Que vai cuidar, inclusive, das questões jurídicas, legais e econômicas do inventário, testamentos, atendimento psicológico e espiritual aos herdeiros, logística da transição, etc.

Esse Mercado é enorme.

10.4.19

Liberdade para amar

Quem consegue amar dez pessoas ao mesmo tempo, que viva alegremente e seja livre amando todas essas dez. Quem consegue amar uma só pessoa, que seja livre amando essa opção. E quem não não consegue amar ninguém, que morra livremente a mando dessa desgraça.

9.4.19

Sofrer é uma extravagância

Eu não tenho que sofrer por coisa alguma nesse mundo. Mas, se for imprescindível que um dia eu sofra, contrato alguém para sofrer em meu nome. E esse critério deveria valer para qualquer um de nós. Com exceção dos mártires de quermesse e dos neuróticos de carteirinha — ninguém nasceu para sofrer. Principalmente, se as razões do sofrimento são questionáveis, quando não completamente absurdas.

Sofrer é uma extravagância!

8.4.19

Ato de Justiça

Se, em reparação a um crime ou deslize cometidos eventualmente por maldade, o respectivo ato corretivo de Justiça for racional e elegante, sem violência desnecessária e, em princípio, respeitando a ética e o bom gosto — eu posso considerá-lo plenamente aceitável.

Mesmo que isso se chame vingança.

6.4.19

Rotinas prazerosas

Também tenho certas rotinas. Todos os dias acordo naturalmente. Abro a janela do meu peito, sorrio, gargalho, saúdo-me, estico-me, alongo-me, beijo-me. Amo-me, loucamente. Celebro-me! Dou uma espreguiçada orgástica, felina, demorada, inspiro fundamente muitas vezes, leio algo leve, como Lorca ou blog Mude, excito meus neurônios, faço alguns planos, desfaço muitos outros — e então me levanto, em todos os sentidos. Arrumo a cama zen que me abraçou a noite toda e beijo a imagem de quem me deu a vida. Dez minutos de pilates, mil e quatro socos poéticos no ar, e me torno Bruce Lee. Nem sequer me lembro da palavra pressa. Arrumo as flores, rego as plantas, rasgo alguns papéis, falo sozinho, canto, giro e danço... Viro uma festa. Depois, medito com ajuda de Beethoven, como fosse um jogo. Faço café com amor e água benta, quase fervida na chaleira que ganhei de minha Mãe. Aprendo uma palavra nova numa língua diferente, e então me sento aqui, ao lado do segundo pé de lírio, pra te contar os meus sonhos.
Mais tarde, vou ver o mar azul do meu jardim — e caio no mundo...
É a vida!

Café com água benta

O pó de café, o açúcar, as moléculas de hidrogênio e oxigênio convertidas em água benta, uma colher maravilhosa, um produtor de fogo, a chaleira que eu ganhei de minha Mãe — todas essas coisas já estão lá na cozinha, me esperando.

Assim que eu chego, elas me aplaudem...

Mas, em verdade, sou eu que lhes sou grato, de todo coração. E grato não só a elas, mas também aos passarinhos que já começam a cantar, e aos lírios que me dão o seu perfume e seu carinho todo dia, quando me sento ali, ao lado deles, para pensar na vida e tomar café.

3.4.19

Capela da Mãe

Capela de Nossa Senhora de Iracy

Esboço da Capela que vou construir no jardim da minha Mãe. Lembrem-se de Arquimedes, quando disse: "Deem-me uma alavanca e um ponto de apoio e eu levantarei o mundo". Só agora eu vejo que tem relação com isso. Essa obra terá um único ponto de apoio. Eu a tinha feito apenas com dois traços: o V e o círculo. Depois, acrescentei (em traços um pouco mais finos) a "Cruz" estilizada, que em verdade é o ideograma em mandarim 上 (shàng), que significa "pra cima, alto, superior, excelente". E que compõe 上帝 (shàng dì), que significa Deus. O altar ficará no círculo (que na execução será uma esfera). Ainda estou extasiado com a beleza dessa ideia. Ela me surgiu de repente, assim que me acordei, anteontem, ao lado da minha Mãe. Acho que foi o espírito do Niemeyer que SUBIU até Mim. Do Niemeyer e daquele Outro Arquiteto, que, dizem, desenhou este Universo...


1.4.19

Democracia é melhor

Para quem nasceu só pra comer e cagar, qualquer ditadura basta. Até a de 64. Mas para quem gosta de arte, ciência e filosofia, para quem gosta de liberdade, cultura e direitos humanos — não. Nesse caso, a ditadura não é uma solução apropriada. Recomendo Democracia.

29.3.19

Colônia de Deusinhos

Dizem que havia uma colônia de vermezinhos graciosos no fundo de um lodaçal. De vez em quando, alguns subiam à superfície e nunca mais voltavam. Isso deixava perplexos aqueles que permaneciam. O que será que tem lá em cima, que tipo de perigos pode haver? — eles se perguntavam. Até que certo dia um deles acordou, pôs as duas mãos no coração e prometeu sinceramente aos seus irmãos: Vou subir e depois volto para contar a vocês como é o mundo lá em cima. Preparou-se bem, leu Osho e Henry Miller, armou-se de inocência e de coragem, aguou suas plantinhas, atualizou o Facebook, despediu-se dos amores, desfez as malas — e subiu. Ele tinha mesmo a intenção de voltar. Mas, assim que chegou à superfície, viu Luz, transformou-se numa libélula, abriu as DUAS asas — entusiasmou-se! — e voou alegremente para o azul anil do céu profundo... E agora já não pode mais voltar. Morreria se voltasse...

Certas promessas jamais serão cumpridas.

Ditadura Nunca Mais !

Nenhuma ditadura é mais forte que um poema de amor. Então Eros me abre os olhos de novo e vejo, sorrindo ao meu lado, essa menina por quem ontem me apaixonei à luz da lua cheia — e que será, por uns tempos, meu mais recente amor eterno. E me esqueço completamente que hoje é dia 31 de março, data em que se "comemora" um golpe militar que jogou o Brasil nas trevas! Mas é bom não esquecer que a Ditadura só caiu depois da eleição indireta de Tancredo Neves em 19 de janeiro de 1985. Portanto, foram 21 anos de ditadura. Horrorosa ditadura militar... E só tivemos eleições (não muito) livres em 1989! A ditadura foi a Idade Média do Brasil. Havia censura à imprensa. Livros eram queimados. Havia tortura, prisão e medo. A Cultura entrou em recesso. Era a lei da baioneta. Pensar diferente era proibido. Se já houvesse internet aquele tempo, por um blog como este eu provavelmente seria preso e torturado...

28.3.19

Casa suspensa 001



Kopenhagen, Shopping Miramar, Santos, 16h52min. Água, café, tempo, Cointreau, ideias e um guardanapo de papel. Eu aguardava Toninho Garcia  (para agendarmos uma entrevista) quando desenhei esta casa. Era dia 08.10.2010.

Quatro dias depois, no restaurante Brahma, em SP, tomando vinho chileno, voltei a pensar nela.


Preciso agora de uma arquiteta criativa e um bom engenheiro calculista.


Republicando hoje, 28.03 2019, para que possamos incluir os novos esboços (sete ou oito que fiz nos últimos anos).

Mude

Mude, 
 mas comece devagar, 
 porque a direção é mais importante que a velocidade.

 Não faça do hábito um estilo de vida. 
 Tente o novo todo dia. 
 O novo lado, o novo sabor, 
 o novo prazer, o novo amor. 
 (...) 
 Tente. 
 Ame muito, cada vez mais, 
 de modos diferentes. 
 Lembre-se de que a Vida é uma só. 
 Se você não encontrar razões para ser livre, 
invente-as. 
 Seja criativo. 
 (...) 
 Só o que está morto não muda ! 

 Edson Marques

27.3.19

A Vida é uma delícia

A vida é uma brincadeira deliciosa. Sou criança, exatamente para poder aproveitar a festa toda. Passar meu dedinho inocente na cobertura do bolo — e sugar o açúcar da existência plena.

A vida é uma delícia.

Experimente!

26.3.19

Exercício mental

Teorema dos 3 ponteiros.

Minha ideia 720. Matemática simples, porém suponho profunda. A questão é:

— Quantas vezes, num mesmo dia, os três ponteiros de um relógio ficam rigorosamente superpostos?

Para quem não é muito íntimo da matemática (que certamente NÃO é o teu caso!), vou dar uma simples dica, para ajudar no raciocínio:

Vamos chamar o ponteiro das horas de H, o ponteiro dos minutos de M, e o dos segundos de S.

A cada 1 hora, H percorre 30 graus. A cada 5 minutos, M percorre 30 graus. A cada minuto, S percorre 360 graus.

Se a questão fosse APENAS com H e M, com apenas dois ponteiros, a resposta seria muito fácil. Basta uma regra de três. Porém, eu proponho deixar a questão mais complexa. Acrescentei S na equação. Ou seja, o ponteiro de Segundos --- que, para percorrer 30 graus demora apenas 1/12 minutos.

Estou tentando resolver com cálculos de velocidade angular, mas não está fácil.

Espero que você me ajude a encontrar uma resposta mais simples para apresentarmos aos (mais) leigos (do que eu) em matemática.

Esse teorema foi criado ontem por mim. Parece-me que é original, e ainda não foi proposto publicamente por nenhum matemático, no mundo. Pelo menos, não na internet. Já procurei e não encontrei. Mas, caso você o encontre, avise-me. Ou talvez possamos aprimorar o enunciado, posto que ainda nem sei se, durante 24 horas, ocorrem mais do que duas triplas superposições.



Repito: Para apenas dois ponteiros, a resposta é simples, e pode ser vista AQUI. Porém, com esse meu Teorema dos Três Ponteiros, eu tornei a questão MUITO mais complexa. Depois, se quiser, veja a resposta AQUI.

A rigor, não é um teorema, mas logo mais a gente resolve essa questão.

24.3.19

Choco Milk

Quando eu tinha nove anos de idade, trabalhando no armazém do meu Pai, e lendo o Estadão com as notícias da Guerra do Vietnã, eu tive um devaneio. Se, por acaso, houvesse uma guerra no Brasil e eu fosse morrer no dia seguinte, a coisa que eu mais gostaria de fazer era tomar 36 garrafinhas de Choco Milk.

E hoje, passado meio século, tive o mesmo devaneio sobre a possibilidade de morrer amanhã, mesmo sem guerra. Já não seriam 36 garrafinhas de Choco Milk, mas sim 36 taças desse vinho argentino, ao lado dessa menina tão maravilhosa que eu conheci hoje à tarde. Nesse caso, poderia até morrer, desde que fosse amanhã à noite!



23.3.19

No armazém do meu Pai

NO ARMAZÉM DE MEU PAI

Varrendo os ciscos, os papéis, as tampinhas de garrafa, todo dia, eu aprendi a amar a limpeza, mas não de forma neurótica. Varrendo, aprendi a ter disciplina. Eu só tinha nove ou dez anos, mas já varria com método, coreografando uma espécie de dança com a vassoura, meditando, desenhando na poeira coisas que combinassem com as irregularidades daquele chão. Varrendo, eu planejava a minha vida. Varrendo ciscos geométricos por sobre os cacos coloridos da cerâmica vermelha eu construía uma louca arquitetura de mistérios insondáveis. E então chegava um cliente querendo talvez meio quilo de açúcar. Ou duzentos gramas de mortadela. Às vezes um pão sovado. Não importava: em qualquer das hipóteses, antes de atendê-lo, eu me transformava no Balconista do Olimpo — e o atendia sorrindo. Ou seja, varrendo e vendendo, eu aprendi a perceber padrões. A interpretar as circunstâncias. Varrendo e vendendo, eu aprendi a ser cigano, a ler as mãos — e ver a Sorte. Todo dia.

Talvez por isso é que a Sorte me adora tanto.