27.6.22

Caviar com mortadela

Tem dias que eu não tenho dinheiro nem para comprar um sanduíche de mortadela, e durmo sozinho no meu barraco de aluguel. Mas tem dias que eu varo a noite tomando Stoli e comendo caviar negro com colher, na cobertura do Guarujá, amando a loira mais gostosa do mundo. Assim é a minha vida: do rodapé da história ao céu estrelado em questão de segundos... Acontece que a realidade do escritor é meio inventada. Nem mortadela, nem caviar, nem barraco nem mansão. Nem loira a menina é... E a Stoli acabou domingo. Portanto, só me resta abrir a segunda garrafa de vinho e apagar as velas do jantar. Depois, abraçar essa morena linda hoje meu Amor, e dançar com Jon Bon Jovi — de olhos bem fechados.
It´s Just Me.
Indo agora para qualquer outro lugar gostoso.

No meu livro
Solidão a Mil - 1999 - página 152.


26.6.22

Amar é...

 Amar é permitir sempre. 


Amar é deixar que o outro vá — ou que fique, se assim o desejar. 

Amar é ter um respeito absoluto pela própria liberdade e pela liberdade do outro. 


E isso não significa apenas entendimento racional, vai além, muito além: 

Amar é reconhecer afetuosamente o direito que o outro tem de fazer suas escolhas. 

Mesmo que essas escolhas eventualmente me excluam.


Do meu livro 
Página 314








.

Pé de alface

Um dia, passou por frente à loja da Tia Ana uma menina descalça vendendo alface. Era inverno, pouco antes do meio-dia. Uma cestinha de taquara trançada, com dois pezinhos de alface — um bonito, vistoso, e o outro, feio, mirradinho, quase murcho. Minha tia, negociante, perguntou o preço, achou caro, mesmo assim comprou um. Um. Comprou um pé de alface, só. O maior, é claro. O mais bonito. E pediu que a garotinha descalça e magrinha fosse entregá-lo, lá naquela porta, a quem atendesse à campainha. Atendeu Mariana, dez anos de idade, bonita, protegida, tratada à cenoura e leite Ninho, pele saudável, com blusa de lã, ainda com o gosto do chocolate quente no céu da boca. Ainda lambendo os lábios úmidos da manteiga Aviação recém-comida no pão sovado. E a menininha descalça, filha do Ridogério, tremendo de frio, com a cestinha de alfaces na mão esquerda, disse à outra: "Tua avó mandou entregar esse pé de alface, aqui". E entregou o mais feio, o mais murcho, o mais difícil de ser vendido depois...

Quando eu soube da história — abominável, segundo minha tia, mas genial, do meu ponto de vista — eu vibrei. E concluí que a humanidade ainda não está totalmente perdida. Ainda tem gente inteligente e racional entre os humildes. Entre os famintos. Entre os que passam frio. Como aquela menininha descalça, que vendia alfaces numa cestinha de taquara...

25.6.22

dna

As minhas referências, quanto ao que ganho nos negócios, não são o dólar, o ouro, o real: são as fantasias. Eu sempre, sempre que preciso, meço os valores em garrafas de vinho, quantidade de viagens, orgasmos, horas de voo, diárias de hotel, crepúsculos cor de abóbora, latinhas de caviar, ovos fritos, carne de porco, virado de feijjão, quibebe, óleo de amêndoas, rosas vermelhas, sessões de cinema, teatro, fantasias...

Nunca o real, nunca o dólar!

24.6.22

Video Mude

O primeiro vídeo Mude. 
Música de Tom Petty

Suzana e Patrícia

Eu me apaixonei pelas duas — ao mesmo tempo. Mas, enquanto Patrícia desejava "o melhor" para mim, Suzana só queria que eu fosse um poeta louco, exagerado. Eu, de minha parte, que nunca tive mesmo a pretensão de ser indispensável, só queria fluir. Fluir e voar, enquanto ainda houvesse algum vento de liberdade soprando em mim. Enquanto ainda tivesse meia dúzia de asas, todas livres, saudáveis e amorosas.

Patrícia, por uns tempos, foi o meu maior amor, em quase todos os sentidos. Suzana, também. Por isso, dediquei a elas tudo o que fiz de melhor naquela fase da minha vida.

Eu as amava, mesmo!

Era sincero quando lhes dizia, a cada uma, "eu te amo". E também sincero nos momentos em que só pude amá-las em silêncio profundo porque estava, respeitosamente, com outras.

Corria o ano de 1999. 
O século 20 estava virando de ponta-cabeça. 
E a Vida, ali — me convidando como fosse Tentação.

Como todo mundo que busca crescimento espiritual, eu tenho dois lados: o sério e o gostoso. Patrícia, é claro, queria o primeiro. Suzana — o gostoso. Patrícia queria, primeiro, o eterno, o estável, o mais tarde. E Suzana queria, primeiro, o segundo, o momento — o agora! Patrícia queria o marido. Suzana, o poeta. Patrícia, como já disse, era sensualíssima, mas Suzana tinha a inocência mágica dos 17. Enquanto Patrícia adorava o burguês que morava no meu corpo, e me cobria de roupas, perfumes e presentes, Suzana só me descobria. Adorava o meu lado maluco, segurava minhas mãos como se me pegasse todo, e dizia, olho no olho, sorrindo, encantada:

Viva a vida, Edson — nos três sentidos!

Patrícia queria certezas; Suzana me jogava no abismo.

Patrícia significava segurança, estabilidade.

Mas Suzana quer dizer Aventura!

Durou quase dois anos esse nosso delicioso triângulo de vertigens. E foi só quando chegamos ao pico é que tive de optar com veemência. Porque, de Patrícia, eu tinha que me salvar correndo, para enfim poder viver. E de Suzana, eu só queria ter belíssimas lembranças...

Além disso, ambas também precisavam salvar-se de mim.

Então, saltei.

De cabeça, no coração da Vida.

23.6.22

Jesus e seus perfumes

Imagine se, em vez de ter ido à Montanha fazer o Sermão, Jesus tivesse ido ao Pão de Açúcar buscar fraldas descartáveis. Ou se precisasse ter ficado na cozinha trocando o bujão de gás, ou consertando a torneira da pia. Imagine o coitado chegando em casa à noite, exausto, depois de intensas reuniões com os apóstolos, e encontra Madalena de avental, fritando bife, com as mãos na cintura, descabelada, ciumenta, cheirando a cebola:
— Jê, onde você tava até agora?!
Imagine ainda Jesus na sala, mais tarde, compenetrado, conversando com o Pai por telefone, fazendo o relatório do dia, e a esposa gritando lá do quarto:
— Amor... O Júnior tá com febre...

Pois, é: "nada" contra o casamento tradicional, mas:

Se Jesus tivesse casado, a Humanidade teria desperdiçado um Deus.



Agora, imagine uma outra cena maravilhosa: Jesus, sorrindo, deitado solto no colo de Maria, que massageia-lhe o corpo inteiro com seus cabelos embebidos em nardo, e Judas reclamando: "Ora, Jesus, esse perfume custou trezentos paus! A gente podia alimentar um monte de pobres com essa grana toda..."
E Jesus, um verdadeiro mestre zen, um iluminado, Filho de Deus, primogênito, responde:
— Não te aflijas, meu caro Judas, pois pobres sempre hão de existir, mas Eu: só hoje!

Esse cara sabia viver!


Em verdade, em verdade, eu vos digo: Há dois Jesus Cristo: o teológico e o histórico. O Jesus da Teologia é Filho de Deus, personagem central da Mitologia Cristã — e sobre Ele não quero falar agora. Nem é preciso, pois os estudiosos se encarregam disso.

Mas o Jesus histórico — esse era "o Filho do Zé Marceneiro". Desde pequenino já era diferente. Ovelha negra. Uma mistura de santo, poeta, filósofo, artista e mestre zen. Solucionava conflitos, mostrava caminhos, fazia milagres. Charmoso e simpático. Cabeludo. Falava por parábolas — ninguém o entendia. Amava mulheres e homens. Era completamente livre. Nunca se casou. Adorava uma festa: bebia vinho, dançava, brincava com todo mundo. Vivia sorrindo. Gostava de perfumes e cremes. Namorou Madalena. Dormia pouco. Jamais trabalhou...

Um era Filho de Deus, os dois eram Sábios — e ambos merecem o meu respeito.

Mas eu gosto muito mais do Poeta!




A cena de Jesus no colo de Maria e o diálogo com Judas estão na Bíblia - Mateus 26:6-13. A cena de Jesus casado está no Manual da Separação 142:4. Tal tema se deve ao Natal que se aproxima. Aliás, tudo isso vai estar no meu livro The Master of Jesus.




22.6.22

Eu amo os meus amores

Eu amo todos os meus amores.

Marina adora fazer amor à tarde, no crepúsculo cor de abóbora da praia de Pitangueiras. Rose prefere os elevadores vazios nas madrugadas silenciosas. Janaína, lençóis negros de cetim ao som de Jon Bon Jovi. Fabiane sempre fica nua quando descemos a Serra em noites de lua cheia. Daniela dança como ninguém. Luísa sempre chega de surpresa, com saias floridas e uma garrafa de vinho branco. Fátima tem o corpo mais perfeito que já vi em toda minha vida. Adriana conhece Paganini na ponta da língua e me conta histórias bonitas. Danielle sabe fazer pudim gelado e adora o risco de saltar profundo. Joyce Ann, inteligentíssima, tem a delicadeza de Vênus — e incentiva todos os meus amores.

Elaine é aquela cujo nome é outro e mora aqui mesmo no meu prédio. Vanessa é aquela maravilha que de vez em quando vem. P tem o erotismo inocente dos quinze anos; R, a experiência deliciosa dos anos que não passam. Alessandra parece ter nascido na ilha de Lesbos: adora fazer amor a três. Ana é sensual até debaixo dágua, e vive lendo Henry Miller. Andressa é a maior expressão de que a natureza pode ser perfeita, em todos os sentidos. Beatriz é a nova doce musa que agora já desponta, exuberante. Todas são lindas e amáveis — e nenhuma delas me suprime a liberdade. Tem ainda Juliana, a filha belíssima da costureira, e que me tira medidas demoradas. Tem a amiguinha da Juliana, que eu conheci ontem... E tem você, por todas as razões que nem preciso dizer. Ah, tem também Carol, aquela menina das meias brancas que a mamãe lava com sabonete Dove, e que estuda no colégio ali da esquina.

Agora você talvez entenda o porquê de eu não escolher uma só. Escolher uma delas — e desprezar todas as outras — seria uma ofensa. Sufocar vários corações em nome apenas da moral conservadora é lamentável. Seria um absurdo. Uma traição à Vida. Uma ofensa desnecessária ao Amor e à Liberdade. Além de ser uma ofensa, seria um desperdício imperdoável.

Poema MUDE no comercial da Fiat



21.6.22

Vinho com a Musa

Ontem, às 22h22, eu estava tomando vinho com uma das Musas.
Abençoados por um Anjo.


Minha grande inspiração é Henry Miller. E foi Rimbaud quem mudou a visão de mundo de Henry Miller. E eu, influenciado por Henry, vou em busca de Rimbaud, e encontro Baudelaire mudando a cabeça de Rimbaud — e este virando a cabeça de Verlaine para todos os lados. É um círculo maravilhoso... Depois ainda chegam Lorca, Neruda e Vitalina; Sartre, Osho e Cioran; Paritosh e minha Mãe — todos pairando sobre mim como doce ameaça de vida. E todos me fazem virar a cabeça, deliciosamente. Até mesmo essa menina de azul me faz virar a cabeça. Aqui na praia, quase sempre sinto-me Dâmocles, e a espada — suspensa sobre a minha cabeça por um fio de seda — brilha seu fio nesta tarde de sol infinito. O vento a balança, eu olho para os lados, encaro o desafio e começo a sorrir.

Tudo por um fio...

É neste momento — quando confio no risco — é neste exato instante-agora que a Vida chega. Porque, você sabe, a vida só chega no justo momento em que temos consciência de que ela está por um fio...

Ou dois!

20.6.22

Jó perdeu tudo

O Livro de Jó


Jó havia perdido tudo: a esposa e as amantes, o gado, os filhos, a lavoura e as empresas. Perdeu seus camelos, suas tendas e colares. As carroças conversíveis e os cartões de crédito. Seu mundo começou a ruir. E Deus ainda teve a maldade de cobri-lo com lepra da cabeça aos pés. Jó ficou sem a casa e o jardim, sem o churrasco e a cerveja, sem a música, sem champagne, sem morangos. Na miséria mais absoluta. Sem café e sem Drambuie...

Seus amigos — como sempre acontece! — desapareceram. Até seus irmãos o desprezaram.

Jó perdeu tudo, mas não perdeu a autoconfiança. Perdeu tudo, menos a fé — que era exatamente o que Satanás queria que ele perdesse.

Você sabe da história: Deus apostou com Satanás. Aliás, segundo a Bíblia, essa foi a única aposta que Deus já fez em toda sua vida. Então a esposa de Jó, ciumenta, pede-lhe que amaldiçoe Deus — e que morra. Como você vê, já naquela época o casamento acabava em pancadaria. Depois, ainda chegam três amigos que ficam sete dias e sete noites reclamando no ouvido de Jó. Visita de sete dias é um horror; amigo reclamando, então, nem se fala. E Jó, mesmo assim, não amaldiçoou Deus, não — de jeito nenhum.

Mas quando ficou de saco cheio daquela situação, resolveu agir, decidiu confrontar Deus. Subiu ao topo da montanha mais alta que havia naquelas bandas, e gritou: "Deus, o senhor tá me fodendo, mas eu nunca pequei, não mereço passar por isto. Sou inocente!"

E Jó louva Deus.

E Deus então fala com Jó através de um trovão. Deus usa metáforas, você sabe. Às vezes metáforas ribombantes... Deus manda sinais — e não é todo mundo que os entende. Deus não fala português. A presença de Deus impressiona Jó, mas Deus não lhe dá as respostas que ele queria. Deus usa uma linguagem poética, e lhe pergunta: "Jó, onde o caminho da morada de quem engendra a geada do meu céu?"

Jó fica pensando. E mesmo sem ouvir as respostas que buscava, Jó tem um insight. Jó se transforma espiritualmente, se arrepende, aceita o seu destino, aceita as suas dores. A sua sina. A sua cruz.

Então Deus começa a devolver tudo o que Jó havia perdido: os camelos, as amantes, as tendas, os cartões de crédito, a saúde, as carroças conversíveis, a alegria de viver — e até mesmo o celular e os licores. Mas quando chegou a vez da esposa, Jó gritou: "Essa, não, meu Senhor. Essa não!"


E Jó voltou a viver — cheio de graça e alegria.
E dormindo sozinho numa casa de casal.
Dizem que chegou aos 140 anos...
Feliz da Vida!




O Livro de Jó é radical.

Portanto, antes que a nossa hora chegue, eu gostaria que você pensasse um pouco mais no Livro de Jó. Na aposta de Deus com Satanás — esse duelo de titãs. Como é que foi parar na Bíblia essa grande obra literária? A principal questão do livro de Jó, filosoficamente, é esta: Qual a razão do sofrimento humano? É bom lembrar que estávamos no ano 400 antes de Cristo, mais ou menos. E o autor dessa história ninguém sabe quem foi. Mas era um gênio da literatura, o Shakespeare da Bíblia. Fosse hoje, teria criado um blog chamado Mude a Vida.


Edson Marques.
Minha respeitosa versão.
Do meu livro Solidão a Mil – página 352.






Uma Crítica - Por Felipe Fanuel

Salve!

É com bastante alegria que leio esse texto. Muita coisa interessante! Suas leituras revelam sempre um lado desconhecido de qualquer hermenêutica: a sensibilidade poética de ler detalhes, perceptíveis apenas por gênios que sentem a vida antes de serem sentidos por ela. Essa idiossincrasia nos insere no seu mundo, literário por essência, porque você quer ver a realidade do jeito que ela é, não como um meio, tampouco como um fim, mas como ela é, como vida. É por isso que seu blog nos faz pensar, nos incomoda, faz-nos ridículos diante da tela, provoca problema de vista. (Na vida real, a gente vê uma cadeira e acha que é para sentar, ponto. Aqui você pinta a cadeira e diz que ela é só cadeira, nada mais, pois a sua condição é ser cadeira.)

Sabe. Seu comentário de Jó mostra uma aproximação extremamente radical com a narrativa. Na verdade, você constrói uma outra narrativa a partir da narrativa. Que se dane o Jó histórico (ele existiu?), você quer o Jó literário! Aquele Jó parecido com muita gente hoje: tinha tudo, hoje tem nada. Personagem arquetípico é, portanto, já que não há sociedade onde não se prega a consciência de que quem tem muito deve-se cuidar para não ficar na lama. A aposta divina com o cão merece um romance. Aí tem coisa! Vale a pena botar a pena no papel. De quebra, a sua aplicação filosófica do livro no final denuncia uma quedinha sensível (que há muito eu já desconfiava) pela ontologia. Afinal, a pergunta "qual a razão do sofrimento humano?" já está repleta de respostas. O autor do Livro de Jó seria mais insolente. Sua ontologia é mais confrontativa do que questionadora. Sua ontologia é mitológica. Religiosa, diríamos apressados. Mas esquecemos que no mito, na resposta, já está a pergunta existencial profunda, do mesmo jeito que hoje, na pergunta, já está a resposta.





19.6.22

Todo. Santo. Dia.

Ninguém suportaria lençol de cetim e champagne com morango todo dia, com o mesmo parceiro, no mesmo lugar, do mesmo jeito. Ninguém suportaria nem mesmo uma paixão escandalosa se ela for repetida todo santo dia.

Todo.

Santo.

Dia.

Ninguém suportaria a intervenção diária intensa das Maravilhas no seu tedioso cotidiano.

As pessoas normais só suportam amores medíocres. Elas são movidas a banalidades...

E se a Glória lhes acena, elas fogem.




18.6.22

Novas ideias

Minhas ideias sobre o que é ser feliz quase sempre assustam, eu sei. Mas são apenas os que as compreendem é que ficam espantados com elas. Os demais só as consideram inaplicáveis. E talvez sejam mesmo, pois o mundo ainda não está pronto para o sublime. 


A ousadia move o mundo.



Sistema de gravação de eventos, com câmaras móveis, target chips, drones, etc. Com base na 5Genial.



Killdron.
Drones de ataque ou defesa, mas também baseados na 5Genial. E com avanços em relação ao que já existe.


A seguir, algumas ideias de 2020




Minha ideia 972, de 30/04/2020, ainda está sendo refinada.

Será, suponho, um Sucesso Absoluto.


Mas hoje, 23/11/2020, tomando leite no jardim da minha Mãe, eu tive a ideia 1121:

A ser registrada no INPI.






Plantar uma árvore, ter um filho, e escrever um livro — dizem. Mas depende. Depende da árvore, depende do filho, depende do livro. Depende da semente, depende do pai, depende do escritor; depende do solo, da razão, da inteligência; depende da mãe, depende da chuva, da tabuada, do estilo, e do bom gosto.

Depende sempre:

Um pé de mamão, Jesus, e a Montanha Mágica: magníficos!

Claro que tem árvores lindas, filhos maravilhosos e livros fascinantes... Mas também tem árvore seca, filho babaca, e livro de ponto. Tem plantador que não conhece a terra, tem mãe superprotetora, e escritor que não sabe o que diz. Tem árvore que não vinga, filho que não estuda, livro-caixa. Tem árvore que não dá fruto, nem flor e nem sombra; tem filho que é violento e burro, e tem livro mal escrito...

Tudo depende.


www.EdsonMarques.com





💙💛💚

Se você, por acaso, ou por conta do *Inconsciente* , perder este link, lembre-se do:


A Grande Alma Luminosa.


Vamos criar teatros e bibliotecas em localidades quase perdidas. 

Um projeto da GLSK.
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É bom pensar, é bom falar, raciocinar e escrever. É bom amar a lógica e o cálculo, é bom saber tabuada e equações exponenciais. É bom ler romances, ver teatro e filmes, visitar museus, tomar sol em novas praias.

É bom dançar, comer, beber, dormir. É bom transar com liberdade absoluta. É bom amar demais, é bom se apaixonar todos os dias, desgovernadamente.

É bom estudar, meditar, e saltar profundo.

É bom agitar as circunstâncias, com finesse, elegância e gostosura...

Tudo isso é muito bom e necessário. Mas o que nos leva mesmo ao Templo da Sabedoria, ao Paraíso, ao Nirvana, ao Céu – é outra coisa:

É a contemplação racional e amorosa de TUDO isso, TODOS os dias.































Estratégias de Crescimento

Intelectual, Comercial, Amoroso, Familiar, Psicológico e Espiritual. 

Edson Marques

(11) 9.4628-9818

Exclusivamente por WhatsApp.



www.EdsonMarques.com




O que mais excita um ser humano saudável é a possibilidade aberta de uma nova vida. Foi por isso que o meu bisavô Luiz Marques deixou que a rebeldia lhe subisse à flor da pele. Num certo fim de ano ele tomou aquelas decisões que só os corajosos conseguem tomar: montou o cavalo negro do risco absoluto — e partiu!

Pois ele também já sabia que o único crime que não tem perdão é desperdiçar a vida.

Abandonou TUDO para não ter que abandonar a própria existência naqueles caminhos já percorridos. Trocou um milhão de verdades antigas por uma pequena mochila de sonhos. Jogou fora o velho baú de premissas usadas, quebrou as algemas — e caiu na Vida.

Não fosse por isso, eu não teria nem nascido — e não estaria aqui, agora, à beira do mar, tomando um belo copo de vinho branco e contando essas coisas todas pra você.


Sou bisneto da rebeldia, neto da emoção, filho da loucura, irmão do desejo, primo do prazer, amigo da liberdade, e amante de todos os meus amores. E existo, por incrível que pareça.

No céu da minha boca não há fogos de artifício. Só estrelas!

(...)


Foi assim que começou a minha vida.






Se você não gosta de Ciência e Filosofia,
aqui não é o teu lugar.



Veja o comercial da Fiat,
feito com meu poema Mude.
Click no link acima para ler o texto.



Aguardem o lançamento dos meus livros:

e

Click nos links acima para ver detalhes.

Lançamento previsto para dezembro de 2020.



Esta bonequinha de cetim 
inspirou a criação da 
Acesse o site:


Minha ideia 1042

GLSK MERCEDES
Consultoria AutomotivaCional


Um projeto sobre a criatividade de






A ousadia move o mundo.



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Drones de ataque ou defesa.







O jogo da Vida

Quando você arrisca num determinado projeto, seja ele comercial, político, social, filosófico, familiar ou amoroso, você calcula antecipadamente a probabilidade de vitória — ou joga a esmo, simplesmente?

Click na imagem para ver detalhes.

Quem joga xadrez nunca terá Alzheimer.

Minha Mãe sabia jogar esse jogo fazendo pão.

Aqui tem mais histórias sobre Ela.

17.6.22

Como nossos pais

Se nós pensássemos e agíssemos exatamente como nossos pais; se nossos pais pensassem e agissem exatamente como nossos avós; se nossos avós fossem exatamente como os pais deles — e assim por diante — o ser humano ainda hoje certamente viveria trepado em árvores e abanando moscas com o próprio rabo...
Sem mudança não há progresso.
Mude.
Desobedeça!
Mas desobedeça criativamente, com amor, inteligência, elegância e disciplina.




16.6.22

Vendedor de imaginação


Sou um vendedor de imaginação


Veja o Projeto revolucionário que, como criador e Diretor de Arte da Construtora NorteSul, desenhei para o quinto dos onze prédios de um Conjunto Residencial, na cidade de São Vicente, SP. Levemente inspirado em Gaudí, com cerâmicas Portobello, 9.5 x 9.5. /// Depois eu publico aqui as fotos dos outros quatro prédios anteriores, e explico como foi que concebi a ideia gráfica do revestimento. Pena que o Santiago Calatrava não pôde me ajudar...



Estas paredes não são virtuais: estão prontas e lindas. Desenhadas por mim, ao som de Vangelis e tomando Lambrusco. Fotografei com uma máquina simples, digital, foco automático. Se quiser ver detalhes, dê um click sobre a foto. E lá também havia uma Rose....

No fundo, sou apenas um pedreiro inspirado e parabólico... Mas, em 2023, vou fazer pós-graduação em Arquitetura. Só para poder frequentar o escritório do Calatrava, lá em Valencia. Ou em Nova York, tanto faz.

Mas agora estou finalizando o projeto de uma casa para mim, cuja ideia básica desenhei num guardanapo de papel no Restaurante Brahma em SP, em 12.10.2010. Quatro dias antes, já havia tido um vislumbre da ideia em Santos, na Kopenhagen. Veja detalhes aqui.


Nada de verdadeiramente grandioso foi criado até hoje na história da Humanidade — sem paixão, ousadia e liberdade!

15.6.22

Lógica e Poesia

Eu adoro a Matemática desde pequenino. Aos oito anos eu já sabia a tabuada do 15 e a regra de três. Aprendi a descontrolar meu mundo com o Teorema de Pitágoras. Aos dez, já era íntimo de PA e PG e de equações exponenciais. Depois, me apaixonei pela Lógica de modo inescapável. Mais tarde, virei amante excitado da Estatística e da Teoria dos Nós. Vibrei com Fibonacci, e fui fazer computação. Mas tudo isso abraçado a flores e estrelas, e sem jamais abandonar a Poesia. E foi assim, dançando nos versos dos meus sonhos, é que descobri a existência de uma coisa gloriosa, que se chama Divina Proporção. O modo mais brilhante de levantar uma parede ou desenhar uma calçada. O modo mais gracioso de colocar as vogais tônicas nos meus cantos e poemas, e a maneira mais elegante de massagear os pés do meu amor.



Por sugestão do meu professor de Lógica na USP, Oswaldo Porchat, comecei a estudar Alan Turing de modo profundo. Em seguida, fascinado que fiquei, entrei de cabeça na computação. Sem abandonar a poesia, aprendi várias linguagens, inclusive Cobol, Assembler, Pascal e Fortran. Tudo isso em apenas um ano de dedicação integral. Fui ser programador, e três meses depois era Analista de Sistemas e em seguida, aos 22 anos, promovido a Gerente de Informática numa empresa chamada Protin. Meu salário, impulsionado pela Lógica, decuplicou. E eu continuava na Filosofia — amando a Lógica, lógico, cada vez mais. Por isso hoje esse meu respeito absoluto pela lógica e pela poesia. Eu respiro lógica e poesia o dia inteiro.



Como me disse meu Pai,
Se. Eu. Não. Estudar. Eu. Vou. Me. Foder.