Edson. Guarujá. 24.12.2007
Atualizando a expressão dos meus sentimentos:
Ter um irmão como eu não deve ser fácil: há mais de quarenta anos que não perco a calma e não reclamo da Vida. Mesmo porque nada me falta. Tenho tudo que quero e que preciso. Sou livre. Não dependo de ninguém. E sempre dou valor secundário às coisas secundárias. Sou um poeta zen, feliz e alegre. O único solteiro entre os irmãos. E não fico doente. Jamais fico doente! Há mais de sessenta anos (*) que eu não tomo nem aspirina... Isso talvez possa causar um certo desconforto espiritual naqueles que se supõem iguais a mim por terem nascido, supostamente, da mesma Mãe. Mal sabem eles que a Mãe de um primogênito é sempre diferente da Mãe dos demais filhos. Tudo muda. E talvez essa injusta medida tomada por eles, no caso da censura ao telefone (em 2007), foi só uma vã tentativa de arrastar-me para o mundo escuro dos conceitos mal elaborados. Jamais conseguirão.
Eu sempre os compreendi.
Eles jamais me compreenderão.
Porém, com a ajuda do Tempo, da Biologia (e do Capeta) tudo se resolverá.
Bom ressaltar ainda que, nossa convivência sempre havia sido amorosíssima, em todos os sentidos, em todas as circunstâncias. Até que eles começaram a tomar antidepressivos...
Edson. Flat Palladium. 09.01.2008.

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