14.4.26

Se não for agora, quando ?


Tem hora de parar — e tem hora de partir. Tem hora de permanecer quieto e calado num canto, e tem hora de cantar e de voar. E agora não é hora de dobrar as asas, nem de catar gravetos para fazer o ninho. Não é hora de buscar consolo, nem de caiar o túmulo. Portanto, não envenene com teu medo a minha dança. Seja só uma testemunha desta vertigem. Porque agora, agora é hora de voar. É hora de abrir-me a todas as possibilidades. E saltar num voo livre e sem destino para dentro de mim mesmo.

13.4.26

Desapego

OLHAI OS LÍRIOS DO CÉU.

Eis uma verdade incontestável: todos os grandes mestres — quer religiosos ou não — desde os primórdios da História da Humanidade, nos dizem que o apego é a doença mais grave que pode acometer um ser humano. Olhai os lírios do campo e os pássaros do céu, dizia um deles... O apego está na origem da corrupção, da inveja, da cobiça, do roubo e do ciúme — entre outras maldades. É uma demonstração cabal de insegurança e falta de personalidade. Entretanto, se você tiver necessidade compulsiva de apegar-se a alguma coisa, apegue-se logo a um Camaro preto, e não a uma canequinha de lata. Por que amar um crocodilo se você pode amar um Deus? Apegar-se a uma coisinha comum, é imperdoável. É como apegar-se a uma canequinha de lata, ou a um saquinho de tranqueiras... É ridículo! Abandone as bugigangas.


O foco desse meu texto tem duas vertentes básicas. A primeira é o horror ao apego. Mas deixei uma alternativa para quem não consegue livrar-se dele. Que possa então escolher algo mais interessante para apegar-se: algo melhor do que uma canequinha de lata. Algo que possa dar mais prazer. Suponho que uma Mercedes conversível dê mais prazer do que uma canequinha de lata. Mas nem todos concordam com isso. Tem gente que nem dirige...


A segunda é a confusão entre apego e amor. Entre apego e gosto, preferências, escolhas, desejos. Eu gosto muito de pão e café: será que sou apegado a pão e café? Eu gosto de vinho e estrelas, eu amo a liberdade, eu amo a minha Mãe, eu amo meus múltiplos amores: será que sou apegado a isso tudo? Claro que não. Porque sou zen. E porque sou zen e lógico, suponho que sou zen. Entretanto, tem gente que se apega a beijos, a flores, amores.


Tudo vem da cabeça. Até o coração vem da cabeça. Inclusive os olhos. E os meus olhos se arregalam, mesmo, diante de uma Ferrari vermelha. Diante de uma obra de Niemeyer, de um poema de Neruda, de um sorriso de criança. Meus olhos se arregalam diante de um belo corpo de mulher. Meus olhos vivem arregalados... E se isso acabar sendo considerado uma demonstração de apego, então eu posso até contradizer, de algum modo, a minha própria zenidade. Racionalmente.




Foto que fiz aos doze anos em frente ao boteco do meu Pai.



Acho que esse assunto ainda vai longe.
Guarujá. 15.07.2013.

11.4.26

Te deixarei voando

Se eu já te amasse tudo deixaria agora mesmo de te amar o resto, meu amor. No dia em que atingirmos o pico, nosso amor se completa. Por isso, quando a hora chegar, te deixarei voando...



Que não se perca o triplo sentido da minha última frase. Este é o ponto: Te deixar voando. Porque, na maioria das vezes, quando as relações ditas amorosas se quebram, um sempre deixa o outro caído, espezinhado, humilhado. Nas separações, raramente se deixa o outro em condições de voar — e voando! Mais precisamente: é raro querer deixá-lo assim. Quase sempre impera o rancor (quando não ódio) entre os separantes — antes tão amorosos... 

Nos meus casos ocorre exatamente o contrário: eu sempre deixo meus amores voando, em três principais sentidos. Quais sejam: 

1 — Eu as deixo imediatamente, assim que concluímos que nenhuma novidade pode mais haver entre nós. 

2 — Eu saio voando, planando, deliciosamente nos braços do vento, e sem sequer olhar para trás. 

3 — Elas também ficam voando: exercendo o voo que aprenderam comigo e amando a própria liberdade mais ainda.

Claro que tem algumas que não sabem voar quando as conheço. Tem mesmo. Muitas. Mas, a primeira coisa que faço com esses meus novos amores não alados é fazer com que lhes cresçam as asas. E que estas sejam maravilhosas, magníficas, enormes, inquebráveis. 

Quero que esses meus amores adorem voar o próprio voo e que amem fundamente a liberdade. Faço isso porque não quero ter sentimento de culpa quando as abandono lá no Pico. Sei que jamais cairão, pois eu as deixo sempre extremamente capazes de voar. E com suas duas asas abertas...

Só pra finalizar: tem algumas que voam muito melhor do que eu. 

Aprendo com elas!





9.4.26

Tem hora de voar

Tem hora de parar — e tem hora de partir. Tem hora de permanecer quieto e calado num canto, e tem hora de cantar e de voar. E agora não é hora de dobrar as asas, nem de catar gravetos para fazer o ninho. Não é hora de buscar consolo, nem de caiar o túmulo. Portanto, não envenene com teu medo a minha dança. Seja só uma testemunha desta vertigem. Porque agora, agora é hora de voar. É hora de abrir-me a todas as possibilidades. E saltar num voo livre e sem destino para dentro de mim mesmo.




👆
Antonio Abujamra interpreta aqui o meu poema MUDE.

7.4.26

A Loucura tem dois caminhos



O fascínio da Loucura é contagiante. Mas não qualquer loucura. Eu me refiro à loucura que está ali — aqui — a quase 360 graus da sanidade. Eu me refiro à fuga da escuridão chamada Norma. À quebra radical das correntes opressoras. Eu me refiro à loucura luminosa dos criadores de mundos. À loucura intensa de quem ama a liberdade absoluta. Sem concessões à hipocrisia.





"A Vida Tem Dois Caminhos" de Edson Marques

Neste vídeo, mergulhamos nas palavras viscerais de Edson Marques, que nos coloca perante o maior dilema da existência humana: a escolha entre a sobrevivência medíocre e a vida plena.

O poema "A Vida Tem Dois Caminhos" é um manifesto contra a automatização da alma. De um lado, o rebanho, o relógio e a "respeitabilidade" social que nos consome. Do outro, a ousadia, o fogo da alma, a poesia e a busca incansável por Aventura, Amor e Liberdade.

"É uma simples e pura questão de escolha. Qual é o teu caminho?"

Edson Marques é um poeta brasileiro conhecido pela sua escrita provocadora e libertária, frequentemente associado ao movimento da poesia marginal e à defesa de uma vida autêntica e visceral.

Se este poema tocou o teu vulcão interior, não te esqueças de subscrever o canal para mais doses de poesia musicada, literatura e filosofia e deixar o teu Like se também escolhes o caminho da ousadia.

Miguel Loureiro. 

#Poesia #EdsonMarques #Reflexão #CrescimentoPessoal #Literatura #Liberdade #FilosofiaDeVida

5.4.26

Amor eterno...

Quantas vezes você já jurou amor eterno?


Puxe pela memória. Lembre-se de todos os namoros, de todos os olhares, de todas as paixões. Desde a infância, dos tempos da escola, da adolescência... Lembre-se daquele vizinho interessante, daquela vizinha gostosa. Do primeiro namorado, da primeira namorada. Daqueles casos de amor desesperado. Dos amores escondidos, dos flertes, dos perigos instigantes. Das brincadeiras quase eróticas. Lembre-se dos bilhetinhos, dos diários, dos cadernos de poesias. Lembre-se dos abraços demorados e de todos os encantos. Dos olhares retribuídos. Lembre-se do teu coração batendo forte. De como o teu corpo encaixava direitinho no corpo dele ou dela. Lembre-se dos jantares, dos passeios, dos filmes, das pipocas. Dos parques e das tardes de sol passadas na praia. Das noites de luar escandaloso... 

E se você já se casou, lembre-se das promessas, das sinceras e mútuas promessas de louco amor eterno. Da lua de mel. Dos sonhos e dos castelos imaginários. Lembre-se de quantas vezes você já teve a certeza de que havia encontrado sua cara metade, sua alma gêmea, sua musa, seu príncipe encantado. De quantas vezes você já teve a certeza absoluta de que aquele amor era o amor da sua vida. 

Puxe pela memória, de novo. E responda-me, sinceramente:




3.4.26

Pode ser o fim...

Não é preciso que você respeite muito o que eu te digo agora nem que me venere tanto assim. Só não quero falar para caídos. Levante-se, portanto, e me ouça. Mas me ouça com atenção, porque não vou durar para sempre, nem ficar aqui repetindo meus textos e rezas pelo resto da vida.

Pense no que estou te dizendo neste momento, neste insistante momento em que o Tempo passa e pulsa como um coração desesperado — mais desesperado do que o teu.

Porém não pare aí nem pare aqui: pense bem, pense fundo, profundo, vá mais longe, vá até o fim...


Se é que te pedir raciocínio não é te pedir demais. Entre no meu pensamento, mergulhe nele — e me ultrapasse. Se não, você não vai compreender.


É preciso que você arranque o resto de trilhos que tem essa estrada curva em que você patina, essa estrada sinuosa em que você às vezes encalha.

É preciso que você encha teu peito de alegria e de aventura. É preciso que você suba nas minhas verdades, trepe no que eu falo, dance em minha língua.

É preciso que você cavalgue os meus poemas todo dia. Em pelo, e com alegria.

Porque sou poeta bailarino.


(Por enquanto.)




O gênio fantástico Miguel Loureiro fazendo Arte. 

2.4.26

A direção é mais importante que a velocidade


Ouça a música do poema Mude.




Pense no que estou te dizendo neste momento, neste insistante momento em que o Tempo passa e pulsa como um coração desesperado — mais desesperado do que o próprio teu.

1.4.26

A nova vida

Às vezes nós temos que desistir da nossa vida antiga. Das velhas razões. Das velhas relações. Das velhas emoções. Desses móveis quadrados que nos imobilizam... 





Ontem eu fiz frango com curry e arroz cozido com batata, cenoura e açafrão.



30.3.26

Para ler na viagem

 

Click na imagem para ver detalhes

Novo livro meu a ser lançado em Dezembro de 2025.



O que eu escrevo é para ser lido sem pressa. O que eu escrevo é para se ler no ônibus, no metrô, no táxi, no avião, na Rodoviária. No banheiro... No hotel. Na cama. No café da manhã. Na praia, no parque, no quintal. No colo amoroso de um grande amor. O que eu escrevo é para ser lido num domingo à noite. É para ser lido na viagem. O que eu escrevo é para ser lido na Vida. Calmamente. Sem pressa.


Experimente-me.
Click acima para ler o poema Mude.



Sinta a gostosura da minha própria liberdade.

Você  sabe a diferença entre solidão e solitude?

28.3.26

Feliz aniversário

O presente de Aniversário que eu quero te dar
não pode ser comprado:
Não tem nas lojas, nos mercados, nem nas feiras ou balcões.
Não é feito de plástico, não é eletrônico, nem precisa de manual.
O presente de aniversário que eu quero te dar
já está dentro do teu próprio coração.

Basta que você agora o desperte para a vida:
É o amor pela liberdade absoluta.
É a admiração extrema pela Arte de Viver.
A defesa inabalável da ideia de justiça, de verdade e de prazer.
A coragem de sonhar transformações.
A busca cotidiana por tudo que é sublime,
e o doce desejo de sugar o açúcar de todas as coisas.

Feliz Aniversário!






27.3.26

O Evangelho de Tomé

Desmandamentos


1. Ame a Vida sobre todas as coisas.

2. Não obedeça a ordens, exceto àquelas que venham do teu próprio coração.

3. A felicidade está dentro de você; não a procure em nenhum outro lugar.

4. O amor livre é a mais religiosa das orações.

5. O desapego é a única porta para a Verdade.

6. A vida só existe aqui e agora.

7. Não corra:  voe dançando.

8. Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.

9. Viva acordado, em todos os sentidos.

10. Pare de buscar: o que é teu já pertence.





Estes são os meus desmandamentos. Meus e de Osho. Com base no Evangelho de Tomé.



.
Esboço da Capela da Mãe na parede da Casa Azul



25.3.26

Pontos de vista

Quero te fazer umas perguntas, cujas respostas podem me dizer quem você é:


Especialmente em questões subjetivas — tais como amor e liberdade, família e religião, psicologia e direito, casamento e política, emprego e futuro, dinheiro e negócios — quando você não concorda com determinadas concepções alheias, também considera que a razão pode estar com o outro?


Em certos debates, em certas discussões, você costuma ter abertura intelectual suficiente para eventualmente considerar que o ponto de vista contrário ao teu pode estar até mais próximo da verdade?


Na vida, você já não defendeu valores, ideias e proposições que depois envelheceram, desesperadamente?


Você já não teve tantas e tantas certezas absolutas que mais tarde foram fulminadas pelo tempo, pela experiência — e, principalmente, pelo estudo?


Sobre certos assuntos, você já não mudou de ideia muitas e muitas vezes?


E será que agora você nunca mais vai mudar?


Será que você, neste exato momento da tua vida, já chegou a todas as conclusões possíveis?




O poema Mude no comercial da Fiat.

24.3.26

A vida tem dois caminhos



Ou você segue o caminho da Tristeza,
arma-se de medo e de falsas alegrias,
arma-se de angústia, fecha os olhos, se acomoda,
e segue o rebanho dos que não sabem;
obedece a regras injustas, não reage, não questiona,
não se aprimora, não lê, não significa,
nem percebe o absurdo em que se mete.
Vende a própria natureza
por duas ou três moedas de aço,
troca a inocência pela responsabilidade apressada,
torna-se respeitável aos olhos da sociedade,
cumpre horários, nunca tem tempo,
preocupa-se com coisas banais.
Comerciante das próprias emoções — já não brinca,
vive correndo, ama com pressa,
esquece-se da lua,
mediana, medíocre,
pequena, cansada e normal...



Ou você escolhe o caminho da Ousadia,
compreende, se aprofunda, vai mais longe, realiza,
respeita o ser humano que existe em você mesmo,
resgata a própria vida e o sorriso,
rompe de vez com o passado agonizante,
procura defender a verdade, a justiça e a poesia,
acorda e assopra o fogo da alma que dormia,
cavalga o cavalo negro, cego e alado
das paixões gostosas e sublimes,
enche o peito de coragem, corações e relâmpagos,
acende de novo esse vulcão que é o teu corpo,
deixa a própria cabeça plena de agora,
de ternura e de vertigem,
e parte em busca de Aventura, de Amor e Liberdade.


É uma simples questão de escolha.


Qual é o teu caminho? 









22.3.26

Conceitos

🟩🟥🟨

Vamos pensar um pouco.

Para falar de história com alguma credibilidade, temos antes que estudar história. Para falar de geopolítica internacional com credibilidade intacta, temos ANTES que estudar geopolítica internacional. Assim deve ser com outros temas também. Inclusive política, economia, direito, psicologia, gastronomia, neurociência, jardinagem, etc.


Mas, se não envolvermos a questão dos fundamentos, da validade das premissas, e também da respectiva credibilidade (se não considerarmos a questão da verdade), todos têm o direito de concluir como bem entender, e emitir opiniões sobre qualquer assunto, a qualquer tempo, em qualquer lugar.

Acontece que daí a credibilidade pode cair ao rés do chão.


Suponho.


🟨🟥🟩






Sim, eu gosto de criar conceitos.
Inclusive nas madrugadas atlânticas como esta. 
Luminosas, como esta.
🤍

20.3.26

A gaiola dourada seduz

A liberdade é perigosa. A vida livre é arriscada, insegura, incerta, é cheia de surpresas, cheia de perigos e de buscas, mudanças, sobressaltos. A liberdade é muito perigosa... Só quem ama o risco é que pode ser livre. Só quem é dono de si mesmo é que pode ser livre de verdade. Só quem é dono do próprio destino é que arrisca a vida para salvar a própria vida. A liberdade, portanto, não é para qualquer um: os acomodados e os covardes jamais serão livres. Escravos não conseguem ser livres. E a segurança da gaiola seduz.



Tudo tem que estar no nível.




18.3.26

Filosofia de Vida

Eu suponho que minha filosofia de vida pode fazer muito bem para muitas pessoas que leem os meus livros e sites, e mais ainda para aquelas com as quais eu às vezes convivo. Acontece que, exatamente por lhes fazer tão bem, pode também lhes causar um certo desconforto... Minha presença e meu estilo de viver pode às vezes desestabilizá-las. Porque eu lhes abro novos horizontes, um leque enorme, fascinante, de opções inesperadas e gostosas.

Acontece que a liberdade assusta. Essas pessoas estavam quietinhas, sossegadas em sua própria escravidão emocional, aninhadas nos seus próprios preconceitos, abraçadinhas às suas crenças opressivas — e eu venho lhes dizer que a liberdade é possível. Eu venho lhes dizer que o amor é possível. Que a felicidade é possível. (*)

Então, essas pessoas começam a se questionar. Começam a rever os seus conceitos... Algumas criam coragem e chutam seus medos inexplicáveis. Suas cabeças viram corações enlouquecidos. Suas estruturas, antes tão estáveis, começam a ruir. Suas bases tremem. Relações se desfazem com facilidade espantosa. Seus "amores" perdem o sentido. Seus deuses dançam...

Porém, nem todas estavam preparadas para esse fascinante mundo novo que se abriu de repente. E algumas querem de volta o mundo antigo. Porque sentem falta da segurança, daquela quietude, daquela paz de cemitério. Daquela velha vida. Sentem falta da comodidade contraditória que o tédio dá.



Afinal, ser livre dá trabalho... Muito trabalho.




Mas ser livre é uma delícia.










(*) Um depoimento. Nos últimos dez anos todos os meus sete irmãos biológicos (**) se afastaram de mim. Todos. E isso não é porque eu lhes estava fazendo mal. Não. É porque eu lhes estava fazendo bem. Eu lhes demonstrava que a felicidade é possível. E isso, para eles, é insuportável.





(**) Uma ressalva importante. Só se mantiveram afastadas de mim TRÊS das minhas sete irmãs biológicas, além de um cunhado e duas cunhadas.  Mas nenhum dos meus amores se afastou de mim. E nenhum dos meus amigos se afastou de mim.

Nenhum.



Muito interessante.

16.3.26

Algumas perguntas

‎211. Aceitar o inevitável é uma sábia decisão.


Parque da Aclimação. SP.
Foto feita por mim em 2021, quando eu estava fazendo a obra da Onodera.


212. O auge de uma paixão está sempre no começo dela.
213. Não espere a graça do cisne no pescoço de um pato.
214. Em vez de salvar a relação, eu prefiro salvar o meu Amor.
215. Só tem uma coisa pior do que morrer: é viver pouco.
216. Sempre danço conforme a música. Mas, antes, escrevo a partitura.
217. Toda emoção é produto de um raciocínio.
218. Quem jura amor eterno deveria ser processado por estelionato emocional.
219. Toda musa já traz uma víbora dentro de si. É só uma questão de tempo.
220. Dispenso a compreensão daqueles que não conseguem me compreender.
221. Se, numa relação de amor, a verdade entristece — minta com alegria.
222. Prazer não sentido é prazer perdido. Irrecuperavelmente perdido.
223. Se o amor não pode ser livre, não deve ser nada.
224. Ceder uma vez só é muito mais difícil do que ceder nunca.
225. É um desperdício imperdoável ter um grande coração, e deixar nele um único amor.
226. A capacidade de questionar as próprias convicções é um atributo dos seres mais elevados.
227. Eu não vejo o cotidiano: eu vejo a eternidade.
228. A melhor realidade é aquela que nasce de um sonho.


13.3.26

Se eu pudesse começar de novo

A vida é muito curta.

Isto é fatal.

Mas,
se eu pudesse começar de novo,
tomaria certos cuidados que nem sempre tomei:
Jamais teria permitido que me prendessem,
ainda que em nome do amor.


Teria quebrado as correntes logo no início.

Teria tido menos pressa
e mais coragem.

E nenhum sentimento de culpa.

Daria valor secundário
a todas as coisas secundárias,
e consideraria secundário tudo aquilo
que não tivesse o efetivo poder de causar
mudanças significativas no rumo
da minha vida.

Todas as manhãs começariam
com meditação, esplendor e frutas leves.


Se pudesse começar de novo,
dançaria muito mais
do que dancei,
e brincaria muito mais do que brinquei.

Minha Vida seria uma festa...

Se pudesse mesmo começar de novo,
seria mais espontâneo.

Seria mais ousado:
A ousadia move o mundo.

Desobedeceria
todas as regras injustas,
e afastaria os preconceitos e a hipocrisia.

Procuraria respeitar sempre
o Deus de cada um.

Teria viajado muito mais do que viajei.

Correria mais riscos.

E teria tido seis milhões de amores profundos...

Se eu pudesse começar outra vez,
iria aprender com os erros dos outros,
e com os acertos também.

Andaria mais leve:

não levaria comigo nada que fosse
apenas um fardo.


Não teria desperdiçado tanta vida
e tanto tempo.


Não teria tentado salvar todo mundo.

Amaria muito mais a liberdade.

Viveria cada minuto
como se Deus
derramasse flores e estrelas na minha cabeça.

Tentaria uma coisa nova
todos os dias.

Em tudo que eu fizesse colocaria
mais Poesia,
mais Amor, mais Alegria.


E teria feito a opção de ser feliz
muito mais cedo
do que fiz.



Edson Marques
Manual da Separação
página 71
(*)





11.3.26

Quais são os teus sonhos ?



Quanto tempo você acha que ainda vai viver?

Click no link acima para ver a resposta.


Quantas vezes você hoje meditou sobre a Vida?
Quantos minutos você hoje caminhou sem pressa?
Quanto tempo hoje você acariciou teu corpo e tua alma?
Quais os alimentos saudáveis que você vai comer hoje?
Tem seguido o que te pede o teu próprio coração?
Quanta gostosura existe nos teus atuais relacionamentos?
Quantas pessoas você hoje abraçou de verdade?
Quando foi o teu último grande êxtase?
Quantas vezes você hoje ajudou alguém?
Hoje, quais as coisas boas que você já fez ou vai fazer?
Terá tempo de contemplar a lua e as estrelas?
Como anda o teu Planejamento Estratégico Pessoal?
Quantos anos você supõe que ainda vai viver?
Como vai a tua própria Liberdade?
Quais são os teus Sonhos?

Eis a questão fundamental.



Em todos os Sentidos.



Eis uma verdade incontestável: todos os grandes mestres — quer religiosos ou não — desde os primórdios da História da Humanidade, nos dizem que o apego é a doença mais grave que pode acometer um ser humano. Olhai os lírios do campo e os pássaros do céu, dizia um deles...
(...)


Aqui vou criar o novo Jardim de Epicuro.


Click na imagens para ver detalhes

Novo livro meu a ser lançado em Setembro de 2026.



O que eu escrevo é para ser lido sem pressa. O que eu escrevo é para se ler no ônibus, no metrô, no táxi, no avião, na Rodoviária. No banheiro... No hotel. Na cama. No café da manhã. Na praia, no parque, no quintal. No colo amoroso de um grande amor. O que eu escrevo é para ser lido num domingo à noite. É para ser lido na viagem. O que eu escrevo é para ser lido na Vida. Calmamente. Sem pressa.


Experimente-me.
Click acima para ler o poema Mude.




10.3.26

As asas, o vento e o Sol

Sou minha própria liberdade e tudo aquilo que permite. Sou a luz do meu caminho, sou meu passo, meu galope, meu próprio cavalo, meu cansaço, meu repouso, minha luta e minha dança. Meu sono e meu despertar, minha garganta e minha voz. Sou as palavras que profiro e até mesmo as que eu não digo. Sou a paz, harmonia que se reparte, como tudo, sou aquele que fica e o que parte, o que supõe — e o que dispõe. O criador e a criatura. O coração do cisne negro, as asas do pássaro no voo, o vento, a vela, e o sol.



A última labareda de uma espécie de fogo em extinção.



Continua aqui: