23.5.26

Meu conceito de Amor

 Amar é permitir sempre. 


Amar é deixar que o outro vá — ou que fique, se assim o desejar. 

Amar é ter um respeito absoluto pela própria liberdade e pela liberdade do outro. 


E isso não significa apenas entendimento racional, vai além, muito além: 

Amar é reconhecer afetuosamente o direito que o outro tem de fazer suas escolhas. 

Mesmo que essas escolhas eventualmente me excluam.


Do meu livro 
Página 314



Essa minha paixão por Helena aconteceu recentemente.

E já acabou, é claro. Como sói acontecer...






O que significa AMAR:


Amar é permitir sempre. Amar é deixar que o outro vá – ou que fique, se assim o desejar. Amar é ter um respeito absoluto pela própria liberdade e pela liberdade do outro. Amar é compreender sempre. E isso não significa apenas entendimento racional, vai além, muito além: Amar é reconhecer afetuosamente o direito que o outro tem de fazer suas escolhas. Mesmo que essas escolhas eventualmente me excluam.



Mas, se amar significa "reconhecer afetuosamente o direito que o outro tem de fazer suas escolhas" — como eu sempre digo — será que nessa colocação pode estar implícito que devo aceitar as idéias do outro, todas, mesmo as absurdas, e incorporá-las como se fossem minhas, se ele assim o desejar?
Claro que não.
Isto seria uma violência.
Cada um de nós tem um sistema de valores.
Mesmo que seja em nome do amor, a submissão é um horror.

Portanto, amar não significa aceitar todas as escolhas que o outro fizer, mas sim apenas aquelas que não impliquem uma supressão da nossa liberdade pessoal. Porque falta de liberdade causa uma dor imensa. E se causa dor, não é amor. Portanto, se uma determinada escolha feita pelo outro, que diz me amar, contraditoriamente cerceia minha liberdade, ou violenta minha dignidade, me sufoca ou atormenta — então essa escolha me faz mal, e deve ser rechaçada imediatamente, com determinação. Jamais devemos compactuar com quem nos fere ou nos amputa. Sem essa de beijar o carrasco em nome do amor...

Sem liberdade a vida morre.

Amar de verdade é jamais ter ciúmes, nem medo de perder. Amar é não forçar nada, sequer um beijo. Amar é não fazer perguntas desnecessárias ou indiscretas — muito menos na hora errada. Amar é deixar fluir a relação em todos os sentidos. É incentivar o voo livre que o outro possa estar querendo, e às vezes até mesmo empurrá-lo com ternura para o abismo gostoso do desconhecido profundo. Amar é respeitar com devoção e aplaudir com entusiasmo esse desejo louco de saltar que o outro às vezes tem. (...)


Eu defendo a tese de que o amor deve ser livre. Se não for livre, chame-o de qualquer outro nome — menos de amor. Aliás, é bom perguntar: se o amor não for livre, como será ele, então? Amor preso? Encarcerado? Acorrentado? Será que alguém, com um mínimo de respeito à vida, pode ser contra o amor livre? Sei que esse é um tema complexo, impossível de ser debatido em meia página de um blog. Mas gosto de supor que sinto-me amado, realmente, quando a pessoa que diz me amar pode olhar-me nos olhos e também dizer, do fundo do coração:



Eu te amo quando não preciso mais dizer te amo.
Eu te amo quando reconheço teu Direito de Fazer Escolhas.
Eu te amo quando respeito tua própria liberdade tanto quanto a minha.
Eu te amo quando compreendo tua vontade de às vezes ficar só.
Eu te amo quando não te sufoco com chiliques ou pressões.
Eu te amo quando ponho afeto entre as nossas distâncias.
Eu te amo quando aplaudo os teus desejos de voar.
Eu te amo quando me convenço de que o ciúme é algo a superar.
Eu te amo quando te ajudo a ser mais livre do que eras quando eu te conheci.

Eu te amo quando a recíproca a tudo isso também é verdadeira.





Tem gente que diz que o verdadeiro amor é aquele que dura para sempre. Ora, sendo assim, nunca saberemos se um determinado amor é mesmo verdadeiro, posto que o período de tempo chamado Sempre ainda não chegou — e jamais chegará. Do ponto de vista da Lógica, portanto, esta é uma afirmação tola. Inverificável. Improvável. Logo, tal frase, repetida ingenuamente por papagaios aprendizes, é um ridículo absurdo.


No texto acima eu analiso o Amor do ponto de vista da Lógica. Algumas pessoas podem dizer que o amor "não tem lógica". Compreendo suas razões. Entretanto, o Amor tem lógica, sim. É perfeitamente racional, e necessariamente determinado ao final de uma cadeia de raciocínios. É cerebral — antes de tudo.


Estou pensando agora (2026) em escrever algo sobre o que eu chamo de Amor Desesperado. Mas não com base em desespero, angústia e coisas do gênero. Uma paixão "avassaladora" (embora a etimologia dessa palavra seja um horror). Veremos.




22.5.26

Eu tinha sete anos

 A primeira noite de um menino.




Quando a primeira paixão da minha vida começou a incendiar-me o peito, tornei-me um serzinho sensual e amoroso full-time. Transformei meu coração num sol inesgotável, e pensei que todas as meninas e mulheres do mundo se chamariam Marina.


Eu tinha sete anos — completíssimos — e às vezes morava com minha Vó Vitalina.


E foi nessa idade que entrei glorioso na fase fálica do meu crescimento espírito-libidinal, montado num belo cavalo de sensações brilhantes, inocentes e lúbricas. Ao mesmo tempo, comecei a estimular principalmente duas coisas em mim: meu intelecto e meu sexo. E quando descobri que eu tinha o supremo poder de dar-me orgasmos, vibrei, deliciosamente — nos dois principais sentidos da expressão. Por isso, ainda hoje eu creio num Deus que não é qualquer: é um Deus que sonha — e tem orgasmos divinos.


Fico pensando.


E me lembro de Sonia Maria.
Sonia Maria Santíssima!
Minha segunda paixão adolescente...




20.5.26

Eu sempre danço conforme a música

Dance conforme a música

Pareceu-me que o chão fugiu-me aos pés...

Um dia me disseram que eu tinha que dançar conforme a música. Uma determinada música. Senti-me então ameaçado, pois a tal música não era a minha preferida. Pareceu-me que o chão fugiu-me aos pés. Por isso tomei providências radicais imediatas: entrei numa boa escola de dança, e aprendi a ler partituras. Usei a clave do Sol para abrir as duas portas do céu. Transformei em violino as palmas da minha mão. 




Comecei tocando os instrumentos de corda, os de sopro e percussão. E então me aprimorei, com determinação. Tornei-me um compositor criativo, um empresário maluco, um maestro zen. E hoje sou o líder da própria banda.



Portanto, eu agora só danço conforme a música. 




Hoje à tarde eu tomei alguns Black da Brahma no Bar Léo.


Onde fomos atendidos esplendorosamente bem!

   
Sensacionais! 




19.5.26

A vida tem dois caminhos

Os grandes mestres sempre nos disseram que a vida tem dois caminhos: o caminho da doença e o caminho da cura. Mas algumas pessoas, infelizmente, optam pelo caminho da doença, supondo erradamente ser este o mais correto. É compreensível, mas não vai dar certo. Entretanto, há uma solução (emocional e racional ao mesmo tempo), que requer coragem e disciplina: abrir-se à experiência do aprendizado. Abrir os olhos, o coração e o cérebro — e subir nos ombros de um grande mestre, até para ver mais longe. E fazer da Liberdade a razão maior da própria Vida.


.

17.5.26

Eu abro todas as gaiolas

Tem dias que eu tento conter este divino coração que salta profundo de mim, e que me beija dançando de dentro pra fora. Amantíssimo, poético, livre — e meu: eis o meu coração, meu amor: escancarado em teus braços... Porque em mim agora não existem outras estações. A primavera toda cresce dentro do meu peito, e as flores já não murcham mais. Sou um trem desgovernado em direção ao interior. Zen, vazio de tudo mas cheio de graça, com seu louco motivo e doce razão. E o apito sinuoso que se ouve daqui, reto, respeitoso, se curva.


Também não quero que me considerem muito original: eu apenas repito o que me dizem os pássaros livres no quintal azul da minha Mãe. Transformo em português, literalmente, os cantos que eles cantam para mim. E repito-os para que vocês possam ouvi-los de verdade em nossa língua. Às vezes, quando chove chuva e o canto deles vem molhado, limpo um pouco o seu trinado, acrescento algumas notas, pinto-as de vermelho, reescrevo a melodia. E transformo o bem-te-vi em bem-te-vejo. O beija-flor em minha estrela. O pardal em perdão, o tiziu em tesão. E abro todas as gaiolas.



Todos os dias.







16.5.26

Equilíbrio emocional

"Os momentos mais apropriados para tomarmos decisões importantes a respeito da nossa vida, do nosso amor, do nosso trabalho, da nossa família e do nosso futuro — são aqueles em que estamos com bastante raiva, com muito ódio no coração, e numa extrema situação de stress emocional".

Não creio que exista hoje, na face da Terra, nem um ser humano sequer (saudável) que concorde com a frase acima. Entretanto, é exatamente em situações similares (de raiva, ódio, stress ou medo) que as pessoas comuns se acham mais capazes de emitir julgamentos, e decidir sobre a própria vida. E às vezes não apenas sobre a própria vida, mas também sobre a vida de terceiros. Tais pessoas desestabilizam-se emocionalmente — primeiro — para só depois tomar as decisões sobre o que fazer. São tão tortas que parecem supor que o desequilíbrio as endireita... Mal sabem elas que o equilíbrio emocional é a segunda coisa mais importante num processo de tomada de decisões. Eu disse "segunda coisa mais importante" porque a primeira, fundamental, é a capacidade de raciocinar com lógica, e querer (realmente) que as decisões sejam inteligentes e racionais — para que os resultados possam ser igualmente racionais e inteligentes. Aliás, a irracionalidade nunca vai gerar resultados racionais. Exceto por acaso.

Esse tema não vai caber aqui. Terei que expandi-lo de algum modo. Posso adiantar que, basicamente, todo grande mestre, quer seja ele zen ou não, prega o controle dos estados de espírito como a sua maior conquista como ser humano. Mas, entre as pessoas comuns, o desequilíbrio emocional parece ser algo tão corriqueiro quanto abominável. Explosões emocionais (contidas ou violentas, tanto faz) levam o corpo a uma desgastante produção de hormônios que suportem, fisiologicamente, manifestações de ódio, medo, vergonha, ciúme ou desespero, quase sempre causadas por julgamentos imperfeitos realizados por um cérebro não polido. Energias enormes são assim desperdiçadas ao longo da vida. Energias que poderiam ser canalizadas para outras operações, seguramente mais saudáveis.

Entretanto, outra coisa extremamente grave pode acontecer nesse processo. Depois de errar tanto e pedir tantas desculpas (ou suprimi-las gerando um acúmulo de culpas), o cérebro vai se sentir um completo incapaz. Um incompetente. E vai diminuir, biologicamente, sua capacidade operacional. Não vai conseguir gerir com máxima eficiência o próprio corpo a que pertence. As funções vitais ficarão comprometidas. A respiração, o metabolismo, o batimento cardíaco, a produção de endorfinas, o funcionamento glandular, etc. O corpo passa a adoecer com mais facilidade e com maior frequência. Porque não só as sinapses se desestabilizam, mas toda a estrutura biológica do infeliz que erra muito.

Essa minha tese ainda não está finalizada. Pretendo refiná-la nos próximos dias. Ainda não decidi se a levo mais para o lado da psicologia ou da neurolinguística. Veremos. Não tenho pressa.



14.5.26

Todo. Santo. Dia.

Ninguém suportaria lençol de cetim e champagne com morango todo dia, com o mesmo parceiro, no mesmo lugar, do mesmo jeito. Ninguém suportaria nem mesmo uma paixão escandalosa se ela for repetida todo santo dia.

Todo.

Santo.

Dia.

Ninguém normal suportaria a intervenção diária intensa das Maravilhas no seu tedioso cotidiano.

As pessoas comuns só suportam amores medíocres. 

Elas são movidas a banalidades...




12.5.26

A loucura que nos encanta


O nome dele era Van Gogh. Dizem que ficou louco — mas era só um gênio fazendo história.

Embora seja insuportável para quem já perdeu a lucidez, a Loucura é a única salvação. Por isso recomendo aos "normais ainda saudáveis" que procurem o caminho poético da Loucura gostosa. Claro que não me refiro à loucura inconsciente, a transtorno bipolar, esquizofrenia, psicose, ou algo semelhante. Eu me refiro à loucura criativa de Osho, de Dali, de Cioran. Eu me refiro à loucura brilhante de Nietzsche, de Jesus e de Artaud; à loucura sagrada de Van Gogh, Henry Miller, de Picasso e Vitalina. Eu me refiro à loucura que está ali — aqui — a quase 360 graus da sanidade. Eu me refiro à fuga da escuridão chamada Norma. À quebra radical de todas as correntes opressoras. Ao abandono puro e simples do rebanho. Eu me refiro à loucura luminosa dos criadores de mundos. À loucura dos amantes da liberdade absoluta. Esta, a loucura que (me) (te) (nos) encanta...

10.5.26

Aleluia Mãe !

Hoje é aniversário inverso da minha Mãe. E agora me lembro das canções de ninar que ela cantava para que eu não dormisse — do Kyrie Eleison ao Noel Rosa. Eu me lembro do conselho que sempre me deu: que eu nunca deixe de ser Eu. E me lembro do dia em que eu nasci: era um dia de duplas esperanças. Era uma noite de luar azul escandaloso. Era um sábado de aleluias e esperas, de poesia e de romance. Era uma casinha de madeira e primaveras, ao lado de uma roseira branca, no finzinho de uma rua principal. Era hora de metáforas, era hora de loucuras e silêncios. Como toda musa entusiasmada Ela havia sido deflorada com amor e alegria por um louco jogador iluminado — que se chamava Lúiz. Era outra vez madrugada e ela encantada outra vez. Foi então que essa Mulher sagrada decidiu me dar A Luz. E deu. Era o começo de duas histórias de Amor.


Hoje é o aniversário inverso universal da minha Mãe.


Essa foto foi feita há cerca de 20 anos. Logo, ela está hoje um pouco mais velha. Mas continua saudável, sorridente, bem-humorada. Aliás, eu nunca a vi triste. Sempre cantando, sempre alegre, agitando as circunstâncias. Nunca brigamos, eu e ela. Nenhum tapinha, nenhum puxão de orelhas, nenhum olhar de reprovação, nenhum grito, nenhuma admoestação, nenhum gesto de censura contra mim. 




Como sou-lhe o primogênito e (suponho) ainda o preferido, há toda uma mitologia em torno disso.  Meus irmãos não se conformam... Acho que até Einstein explicaria melhor do que Freud essa nossa maravilhosa relação de Amor.

9.5.26

Eu adoro SLK

 Começando por agências em Guarujá, Búzios e Punta Del Este.



Foto foi feita no 
Jardim do Cemitério de Varanasi.
Abril de 2014.


Acesse agora:
  
GLSK

Eu Amo Mercedes



Com a moldura do Céu Azul do Paraná.
Em Julho de 2015.



Plano de Negócios em fase de revisão.

Edson Marques

Julho de 2019.


Por enquanto apenas SLK 200 e SLK 250

Site em fase de criação.



Só tem dois lugares. Não cabe a sogra...



A ideia básica é a seguinte: Atender a pessoas interessadas em comprar automóveis Mercedes-Benz, especialmente os conversíveis citados, mas também os modelos tradicionais, edições modernas, especialmente os fabricados a partir de 2010.

Nossa agência 001 será no Guarujá. Uma agência "fechada" (não aberta ao público comum), com atendimento exclusivo a um cliente de cada vez. Os eventuais compradores residentes em outras cidades poderão contar com traslados a partir de São Paulo (por exemplo), hospedagem de alto nível (se preciso em hotel refinado), passeios especiais pela região (experimentando os próprios automóveis escolhidos), restaurantes de boa comida, etc. 

Toda essa assistência (que poderá durar dois ou três dias, ou mais) será gratuita, desde que a compra do veículo seja consumada. 


Esta é uma ideia ainda em fase de refinamento, mas pretendemos que a estrutura toda já estará montada em meados de setembro deste ano. Porém, para modelos SLK 200 e SLK 250, nas cores preta, branca e prata, já podemos atender imediatamente.


Julho de 2019.


Veja aqui a história das SLK.






Ou você segue o caminho da Tristeza,
arma-se de medo, de ciúmes e de falsas alegrias,
arma-se de angústia, fecha os olhos, se acomoda,
e segue o rebanho dos que não sabem;
obedece a regras injustas, não reage, não questiona,
não se aprimora, não lê, não significa,
nem percebe o absurdo em que se mete.
Vende a própria natureza
por duas ou três moedas de aço,
troca a inocência pela responsabilidade apressada,
torna-se respeitável aos olhos da sociedade,
cumpre horários, nunca tem tempo,
preocupa-se com coisas banais.
Comerciante das próprias emoções — já não brinca,
vive correndo, ama com pressa,
esquece-se da lua,
e se torna uma pessoa média, mediana, medíocre,
pequena, cansada e normal...


Ou você escolhe o caminho da Ousadia,
compreende, se aprofunda, vai mais longe, realiza,
respeita o ser humano que existe em você mesmo,
resgata a própria vida e o sorriso,
rompe de vez com o passado agonizante,
procura defender a verdade, a justiça e a poesia,
acorda e assopra o fogo da alma que dormia,
ultrapassa os limites que sufocam,
cavalga o cavalo negro, cego e alado
das paixões gostosas e sublimes,
enche o peito de coragem, corações e relâmpagos,
acende de novo esse vulcão que é o teu corpo,
deixa a própria cabeça plena de agora,
de ternura e de vertigem,
e parte em busca de Aventura, de Amor e Liberdade.


É uma simples questão de escolha.



Qual é o teu caminho?



www.EdsonMarques.com


Essa minha ideia (número 975) não teve sucesso. Porque seis meses depois veio a Covid. Não tomei a vacina. Não pude mais entrar no Uruguay. Me apaixonei perdidamente por duas loiras e três morenas. Abandonei minha casa no Guarujá. Vendi a Triton. Fiquei cinco anos morando em hotéis, mesmo mantendo os apartamentos de SP e a Casa Azul. E a paixão pelo Camaro foi ficando maior do que a paixão pelas Mercedes... 

Agora já faz quase um ano que não vou à Casa Azul. Quase abandonada. Dizem que o mato já está cobrindo a Mercedes. 


SP. 09.05.26.

8.5.26

Eu amo essa Mulher


A foto de minha Mãe sobre a toalhinha de crochê que ela me deu em 1999. Uma bala de banana, um bonequinho amarelo perplexo e um crucifixo bento trazido de um Mosteiro. A musa Joyce Ann em foto de abril 2007. O primeiro livro Mude, com prefácio de Abujamra. Dois dados que representam como eu jogo o belo jogo da minha Vida, e as conchinhas que Rosângela mandou-me de Natal. Uma garrafa vazia de vinho argentino que me traz uma doce lembrança de ontem, e um coração de ametista que Sandra me deu. E a moedinha de um real que deixarei como herança aos filhos de Walt Whitman...

Essa toalhinha de crochê não foi feita por minha Mãe: ela apenas desenhou e alguém teceu. Ela não gosta muito de fazer tricô e crochê: sua atividade lúdica preferida é a jardinagem. A jardinagem e o consenso. Ela é zen. Não grita, não briga, não bate. Procura resolver os assuntos por meio da palavra, falada sempre em tons meigos e compreensivos — e quase sempre convincentes.


Bom lembrar que eu e ela nunca brigamos.

Nunca!

Desde criança. Desde o berço. Nenhum tapa, nenhum puxão de orelhas, nenhum grito, nenhum safanão. Isso pode causar um certo "ciúme" na platéia... Tanto, que algumas pessoas até tentaram fazer com que ela uma vez brigasse comigo.


Por isso, especialmente por isso mas também por mil outras razões, eu amo essa mulher.



Minha Mãe.



6.5.26

Um doce chamado Freud

Certos acontecimentos só são mensuráveis no seu próprio tempo. Nem antes, nem depois. Por exemplo, minha Mãe faz um doce chamado Freud. Leva Maizena, clara de ovos novos, banana caturra, calda de açúcar fino — e traz alegria e lembranças. Uma delícia. Amo essa mulher, tanto, que às vezes fico bêbado de Mãe. De tanto que a tomo nos braços em arco que me embriago dela por mim. E sempre me acordo no interior, mesmo quando viajo para fora. Mas há dias em que me acordo duplamente no interior — como hoje. Estou na casa onde nasci de novo, e sinto cheiro de café. Um galo, índio, de cristas excitadas, canta dentro de mim, bem pertinho, como se cantasse na minha infância. Ouvi tanto esse galo cantar que já lhe sei o co-co-ri de cor...



Hoje é aniversário de Freud.

5.5.26

Companhia Amorosa

Terei que conviver comigo mesmo pelo resto da minha vida. Partindo dessa premissa, e supondo que minha vida será longa, fiz tudo para que eu ME tornasse uma companhia agradável, amorosa, sensual e compreensiva — principalmente para mim mesmo.

Fiz tudo para que eu seja digno dessa minha escandalosa auto-adoração.

Cuidei-me.    Aprimorei-me.

TUDO —  para deleitar-me ao extremo comigo mesmo.

TUDO —  para maravilhar-me com meus doces e divinos exercícios diários de auto-admiração.

Narcisismo?!   Claro que não!

É apenas uma autêntica e sublime manifestação de AMOR PRÓPRIO.



👆
Eu ajudei a criar esse piso
💛🖤❤️
Foto em 03.05.2019. 

3.5.26

Eu não pareço ser humano

 

Basicamente, ela chegou a essa conclusão porque, nesses trinta anos, nunca me viu triste. Nunca me viu brabo, nem ansioso, nem desesperado. Nunca me viu desequilibrado emocionalmente. Nunca me viu brigar com ninguém. Nunca me viu doente. Nunca me viu reclamar de coisa nenhuma.

Ao contrário: 

Ela sempre me viu alegre, sorrindo, cordial, empático, simpático, compreensivo. Sensato. Bem-humorado. Racional. Carinhoso. Criativo. Solidário. E ainda comunista chinês...


Ou seja, comparativamente aos demais, eu não pareço ser humano... rs!


E estamos completando quase trinta anos de convivência extremamente harmoniosa. Intensa. Quatorze anos na mesma casa. Mais treze anos no mesmo prédio. E nos três últimos anos (quando ela engravidou da Lunna) a convivência é quase toda virtual, com conversas geralmente diárias... Longas. Gostosas. Alegres.

Nunca brigamos.

🩷

Vou pedir pra ela gravar um depoimento sobre isso.

 

 

Chegamos a trabalhar juntos, no total por mais de quinze anos, em quatro das empresas que abrimos:


NorteSul, a PortoBelissimo, a Primeira Construtora e a Calçadas do Brasil. E ainda vamos abrir mais algumas. Por exemplo, agora em julho 2026, a Fiat Lux no Jardim do Éden.

🟩🟩🟩

 

E eu adoro que assim seja!

03.05.2026



Outras justificativas dela para ter chegado a essa conclusão podem ser vistas em:

www.MudeaVida.com

🟩🟥🟩


Edson Marques.


Minha Mãe também pensava isso a meu respeito.


Mais detalhes em

www.EdsonMarques.com

***

1.5.26

Dia do Trabalho

A razão do trabalho.

Se enquanto trabalho não falo de amor;
Se enquanto trabalho não escrevo poesias,
nem vejo a lua, nem tomo sol;
Se enquanto trabalho não crio conceitos;
Se enquanto trabalho não beijo os olhos dos meus amores;
Se enquanto trabalho não ando descalço
em areias brancas,
nem ouço as ondas do mar;
Se enquanto trabalho não abraço a minha Mãe;
Se enquanto trabalho não leio Henry Miller;
Se enquanto trabalho não mergulho em minha alma;
Se enquanto trabalho não vejo filmes,
nem respiro o perfume das flores,
nem admiro uma obra de Michelangelo;
Se enquanto trabalho não escalo montanhas,
nem salto no escuro, nem tomo uma taça de vinho;
Se enquanto trabalho não medito, não danço, não ouço música,
nem respiro o sagrado ar da liberdade;
Se enquanto trabalho não sonho, nem pinto,
nem componho, nem desenho,
nem esculpo, nem declamo Lorca ou Neruda;
Se enquanto trabalho nem sequer me lembro
dos vinte poemas de amor
e das canções desesperadas;
Se enquanto trabalho não parto melancias,
nem rezo ao meu Deus;

Se enquanto trabalho não faço nada disso,
então só me resta perguntar:

— O que é que estou fazendo aqui?





30.4.26

Solidão ou Solitude

Quero ressaltar o duplo sentido da expressão Solidão a Mil. Não me refiro à tristeza de uma solidão multiplicada, lamentável, quando nos sentimos completamente sozinhos, mesmo em meio a muitos. Eu me refiro à alegria profunda de quem vive a própria solidão a toda velocidade: a mil. Também discuto, e muito, a diferença crucial entre solidão e solitude. Nesse livro, de quatrocentas páginas, eu misturo amor e liberdade, ficção e biografia. É uma nova forma de escrever. E também uma nova forma de se ler.

Eu sempre durmo no chão...
Um lençolzinho de algodão azul sobre o tatame, um travesseiro simples de cetim, cinco edredons esparramados livremente, e uma gostosura indescritível.


E fico tomando vinho e decisões nos braços abertos do meu mais recente amor eterno.



Sou apenas um poeta. Mas estou profundamente envolvido em alcançar uma concepção de arte e de literatura que se transforme numa emocionante Filosofia de Vida.




Foto feita hoje por mim no 403 Azul.
Meu livro Solidão a Mil tem 400 páginas.

28.4.26

Eu adoro a Ilha Porchat

Ninguém tropeça em sua língua ao ler o que eu escrevo. Minhas palavras dançam no céu da tua boca. Eu estava sentado embaixo de um coqueiro, criando uma nova empresa, tomando uma Brahma e pensando na vida. Tudo no gerúndio. Mas no meio da frase passou por aqui, falando só, um senhor catando lata. Dei-lhe a minha e um sorriso. Não sei quanto lhe vale, se mais a lata ou meu sorriso, mas dei-lhe a minha mesmo assim, como se fosse a minha alma, minha calma, o meu amor.

São 16h09. E a tarde ainda é cedo.



Era o dia 03.12.2010 na praia, em frente à Ilha Porchat. Eu, depois de quase cinco anos, estava deixando o Flat Palladium, fazendo o Plano de Negócios da Primeira Construtora do Brasil, e também estava pensando em ir ver minha Mãe no então próximo aniversário dela (o que realmente fiz em 01.01.2011, a partir de quando fiquei 26 dias na casa Dela). Dê um click na imagem lá de cima para ver o texto todo e as outras fotos.





Sou apenas um poeta. Mas estou profundamente envolvido em alcançar uma concepção de arte e de literatura que se transforme numa emocionante Filosofia de Vida.



Como já disse acima, nesse dia eu estava criando a Primeira Construtora do Brasil. Projeto que dois anos depois deu origem à empresa Calçadas do Brasil. Que por sua gestou Canteiros do Brasil, etc.


27.4.26

Ultrapassando limites

Sem fome, sem sono, sem culpa, e sem dor. Sem pressa, sem apego, e sem pressões. Sem esperas, sem cobranças, sem promessas. Sem medo e sem controle, sem ódio e sem juízo. Sem maldade — e sensível. Sentindo-me eterno no transitório. Conseguindo equilíbrio no instável, no incerto e no inseguro. Amado com delícia e liberdade, e amando com grandeza e ousadia. Passageiro numa viagem sem destino, percorrendo caminhos ainda não trilhados. Cada vez mais fascinado e encantado com os novos horizontes que se abrem para mim. Adorando as surpresas no momento mesmo em que acontecem, e vivendo a Primavera em qualquer das estações.


Quebrando as barreiras, de modo irreversível. 





Encontrando a essência de cada coisa nela mesma. Compreendendo as razões também daqueles que não me compreendem. Vivendo o mais profundo, o mais criativo, o mais sensual, o mais inocente e o mais sagrado período da minha vida.

Sugando a doçura de todas as coisas...

Vivendo as maiores e melhores paixões da minha vida, e vibrando com tudo que me toca. Sentindo-me a cada momento como se Deus me cobrisse de glórias, de flores e estrelas. Dançando nas minhas próprias e nas Suas emoções. Inundado de carinho e gratidão. Com a cabeça nas nuvens — e o coração no infinito.


Portanto, o que mais posso eu querer da vida, além de amores livres e brilhantes, crepúsculos cor de abóbora nessa praia que eu prefiro, óleo de amêndoas doces, um buquê de rosas brancas e vermelhas, duas ou três taças de vinho transbordantes, muita liberdade, alegria, saúde, poesia, gostosura — e tempo livre para viver tudo isso? 








Foto feita hoje de manhã no quintal da Casa Azul, enquanto eu tomava sol e também o café que fiz com água benta e açúcar cristal.

24.4.26

Dois caminhos

Ou você escolhe o caminho da Ousadia,
compreende, se aprofunda, vai mais longe, realiza, respeita o ser humano que existe em você mesmo, resgata a própria vida e o sorriso, rompe de vez com o passado agonizante, procura defender a verdade, a justiça e a poesia, acorda e assopra o fogo da alma que dormia,
(...)



Ouça o poema todo.