A última labareda de uma espécie de fogo em extinção.
10.3.26
As asas, o vento e o Sol
A última labareda de uma espécie de fogo em extinção.
8.3.26
Meu Maior Amor
Essa mulher é minha mãe.
Ela hoje (31/10/2007) está meio doente e mais de mil quilômetros nos separam. Mil quilômetros e uma crueldade impressionante: não posso nem falar com ela para dizer-lhe a minha dor. Não me deixam nem sequer telefonar pra ela. Então, só me resta chorar por ela. E me lembrar das canções de ninar que ela cantava para que eu não dormisse. Do Kyrie Eleison ao Noel Rosa.
E me lembrar do dia em que eu nasci.
Era um dia de duplas esperanças. Era uma noite de luar azul escandaloso. Era um sábado de aleluias, era hora de metáforas e loucuras. Era uma casinha de madeira e Primavera ao lado de uma bela roseira branca no finzinho de uma rua principal. Como toda mulher inocente, minha mãe havia sido deflorada por um delicado Inspírito Santo. Era madrugada e ela estava sozinha outra vez. Foi então que a Mulher me deu a Luz.
Era o começo de uma história de Amor.
Essa crueldade impressionante nada mais é que a tentativa maldosa de alguns outros filhos de minha Mãe, no sentido de, pela primeira vez na história, colocá-la contra mim. Trocaram o telefone dela e não me deram o novo número só para que ela pudesse talvez dizer: "O Edson não tem ligado mais pra mim..." /// Coitadinha da minha Mãe: longe de mim, e rodeada de gente capaz de agir com tamanha maldade! /// Mas isso tudo, três meses depois, foi de certo modo resolvido. E já voltei a falar com ela. Religiosamente, todo domingo ao meio-dia.
E os injustos arrependidos ficam agora sorrindo amarelo...
Essa CENSURA ridícula e maldosa durou até 12/12/2007. Foi quando um dos meus irmãos (Beto, então ainda saudável) me deu o novo número. Até hoje não consigo entender por que fizeram isso comigo. Alguns deles, entre um Rivotril e outro (fosse hoje seria Zolpidem), já começaram a se desculpar. Mas não é preciso. Jamais esquecerei. Essas pessoas já tomaram tantas decisões erradas em suas vidas, que esta foi apenas mais uma. /// Impedir alguém de fazer aquilo que a Lei permite é crime. /// Entretanto, acabo só me lembrando de Sócrates: "Quando um asno te dá um coice, não adianta fazer um B.O."
Mas tudo isso também serviu para que eu criasse um poema...
Edson. Guarujá. 24.12.2007
Atualizando a expressão dos meus sentimentos:
Ter um irmão como eu não deve ser fácil: há mais de quarenta anos que não perco a calma e não reclamo da Vida. Mesmo porque nada me falta. Tenho tudo que quero e que preciso. Sou livre. Não dependo de ninguém. E sempre dou valor secundário às coisas secundárias. Sou um poeta zen, feliz e alegre. O único solteiro entre os irmãos. E não fico doente. Jamais fico doente! Há mais de sessenta anos (*) que eu não tomo nem aspirina... Isso talvez possa causar um certo desconforto espiritual naqueles que se supõem iguais a mim por terem nascido, supostamente, da mesma Mãe. Mal sabem eles que a Mãe de um primogênito é sempre diferente da Mãe dos demais filhos. Tudo muda. E talvez essa injusta medida tomada por eles, no caso da censura ao telefone (em 2007), foi só uma vã tentativa de arrastar-me para o mundo escuro dos conceitos mal elaborados. Jamais conseguirão.
Eu sempre os compreendi.
Eles jamais me compreenderão.
Porém, com a ajuda do Tempo, da Biologia (e do Capeta) tudo se resolverá.
Bom ressaltar ainda que, nossa convivência sempre havia sido amorosíssima, em todos os sentidos, em todas as circunstâncias. Até que eles começaram a tomar antidepressivos...
Edson. Flat Palladium. 09.01.2008.
7.3.26
Dia das Mulheres
Não me bastam os cinco sentidos para perceber-lhes toda a beleza. Não me bastam os cinco sentidos para viver com totalidade o mistério profundo que elas trazem consigo. Eu tenho é que tocá-las, cheirá-las, acariciá-las, penetrar-lhes o sorriso, sentir o seu perfume, beijar-lhes o céu da boca, ouvir suas histórias, transformá-las em deusas. Tenho que dar-lhes o amor que o meu corpo conduz e sustenta-me a alma. O belo amor natural por todas as coisas do mundo. Como espelho de paixões em labareda, tenho que sentir nos seus olhos um raro brilho diamante.
5.3.26
Deus errou
Deus errou.
4.3.26
3.3.26
Pássaro surpreso
2.3.26
Filosofia de Vida
A propósito, você costuma usar a Lógica como ferramenta de apoio nas tuas decisões pessoais, na elaboração dos planos para tua vida futura? Você usa a Lógica para escolher teus amores, teus amigos, teus empregos, teus projetos? Você tem um eficiente GPS intelectual personalizado, ou nem bússola velha você carrega?
1.3.26
As grandes inteligências
Esquematicamente, podemos dizer que dessa relação entre tese e antítese nasce a síntese. Que, por sua vez, passa a ser uma nova tese. Então, viva Sócrates — em todos os sentidos!
27.2.26
Calçadas do Brasil
Mas tem dias que eu tento conter este divino coração que salta profundo de mim, e que me beija dançando de dentro pra fora. Amantíssimo, poético, livre — e meu: eis o meu coração, meu amor: escancarado em teus braços... Porque em mim agora não existem outras estações. A primavera toda cresce dentro do meu peito, e as flores já não murcham mais. Sou um trem desgovernado em direção ao interior. Zen, vazio de tudo mas cheio de graça, com seu louco motivo e doce razão. E o apito sinuoso que se ouve daqui, reto, respeitoso, se curva.
Também não quero que me considerem muito original: eu apenas repito o que me dizem os pássaros livres no quintal azul da minha Mãe. Transformo em português, literalmente, os cantos que eles cantam para mim. E repito-os para que vocês possam ouvi-los de verdade em nossa língua. Às vezes, quando chove chuva e o canto deles vem molhado, limpo um pouco o seu trinado, acrescento algumas notas, pinto-as de vermelho, reescrevo a melodia. E transformo o bem-te-vi em bem-te-vejo. O beija-flor em minha estrela. O pardal em perdão, o tiziu em tesão. E abro todas as gaiolas.
Todos os dias.
25.2.26
Crescimento espiritual
Entretanto, e felizmente, muitas pessoas conseguem crescer espiritualmente, e se livram do ódio, da inveja, do ciúme e do rancor.
Então eu te pergunto:
24.2.26
Eu abro todas as gaiolas
Tem dias que eu tento conter este divino coração que salta profundo de mim, e que me beija dançando de dentro pra fora. Amantíssimo, poético, livre — e meu: eis o meu coração, meu amor: escancarado em teus braços... Porque em mim agora não existem outras estações. A primavera toda cresce dentro do meu peito, e as flores já não murcham mais. Sou um trem desgovernado em direção ao interior. Zen, vazio de tudo mas cheio de graça, com seu louco motivo e doce razão. E o apito sinuoso que se ouve daqui, reto, respeitoso, se curva.
Também não quero que me considerem muito original: eu apenas repito o que me dizem os pássaros livres no quintal azul da minha Mãe. Transformo em português, literalmente, os cantos que eles cantam para mim. E repito-os para que vocês possam ouvi-los de verdade em nossa língua. Às vezes, quando chove chuva e o canto deles vem molhado, limpo um pouco o seu trinado, acrescento algumas notas, pinto-as de vermelho, reescrevo a melodia. E transformo o bem-te-vi em bem-te-vejo. O beija-flor em minha estrela. O pardal em perdão, o tiziu em tesão. E abro todas as gaiolas.
Todos os dias.
21.2.26
Fim de Fevereiro...
JÁ ESTAMOS QUASE NO FIM DE FEVEREIRO... E você continua aí, do mesmo jeito, andando pelas mesmas ruas, girando as mesmas chaves para abrir as mesmas portas? Sentado nas mesmas cadeiras, ao lado das mesmas mesas, fazendo sempre as mesmas coisas? Com os mesmos amigos, os mesmos amores, a mesma visão do mundo? Com os mesmos medos e preconceitos? Abraçando as mesmas pessoas, tocando os mesmos corpos, com o mesmo jeito, os mesmos toques, e o mesmo estilo? A mesma instável estabilidade? Repetindo a mesma angustiante rotina?
20.2.26
Única - Usina Psiconuclear
E para mim.
Mas tudo de modo amoroso e sem perder a ternura jamais.
Meu poema Mude no comercial da Fiat.
17.2.26
A liberdade é inegociável
Jamais negocio a minha própria Liberdade.
16.2.26
Metáforas de açúcar
Eu te provoco com metáforas de açúcar. Eu te cutuco com verbos e delícias insistentes. Eu te cutuco com flores e estrelas — todo dia — porque quero que você pense de modo diferente. Quero que você mude. Quero que você viva.
Quero que você dance no arco-íris de um violino que se chama Liberdade.
15.2.26
Nem todos podem saltar
Seria o caos.
E se tem uma coisa pior do que a ordem absoluta, é a desordem absoluta. Portanto, é preciso que quase todos permaneçam exatamente como estão, atolados nessa desgraçada rotina quotidiana — e cuidando das engrenagens do mundo — para que apenas uns poucos, pouquíssimos, saltem profundos.
Saltar profundo não é pra todo mundo.
14.2.26
Viva o Carnaval
Portanto, viva o Carnaval...
12.2.26
Quantos juízes te julgam ?
10.2.26
Amar é libertar
Libertar é salvar.
Mas também nunca se esqueça de que salvar-se é libertar-se.
De si — e dos outros.
8.2.26
Ultrapassando limites
Sem fome, sem sono, sem culpa, e sem dor. Sem pressa, sem apego, e sem pressões. Sem esperas, sem cobranças, sem promessas. Sem medo e sem controle, sem ódio e sem juízo. Sem maldade — e sensível. Sentindo-me eterno no transitório. Conseguindo equilíbrio no instável, no incerto e no inseguro. Amado com delícia e liberdade, e amando com grandeza e ousadia. Passageiro numa viagem sem destino, percorrendo caminhos ainda não trilhados. Cada vez mais fascinado e encantado com os novos horizontes que se abrem para mim. Adorando as surpresas no momento mesmo em que acontecem, e vivendo a Primavera em qualquer das estações.
Quebrando as barreiras, de modo irreversível.
Sugando a doçura de todas as coisas...
Vivendo as maiores e melhores paixões da minha vida, e vibrando com tudo que me toca. Sentindo-me a cada momento como se Deus me cobrisse de glórias, de flores e estrelas. Dançando nas minhas próprias e nas Suas emoções. Inundado de carinho e gratidão. Com a cabeça nas nuvens — e o coração no infinito.
Portanto, o que mais posso eu querer da vida, além de amores livres e brilhantes, crepúsculos cor de abóbora nessa praia que eu prefiro, óleo de amêndoas doces, um buquê de rosas brancas e vermelhas, duas ou três taças de vinho transbordantes, muita liberdade, alegria, saúde, poesia, gostosura — e tempo livre para viver tudo isso?
7.2.26
Quero-te Coragem
Não será esse também o teu caso?
Temos que ler os sinais que a vida nos dá.
— E entendê-los.
5.2.26
Uma história de amor
3.2.26
A vida é um gesto de amor
entrou em meu coração
e respeitou todas as flores
que lá existiam,
e conviveu com elas
por uns tempos
— isto foi um gesto de amor.
Mas agora,
agora que você
invade o meu peito apaixonado,
pisa nos canteiros,
maltrata minhas flores
e tenta arrancar algumas delas
pelas raízes
— isto não pode ser amor:
isto é violência...
Isto é violência!




















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