11.2.13

reabrir o vinho

Todo jogo tem suas regras. E o que é a vida, se não um jogo? O melhor deles — e o mais gostoso de ser jogado. Acho que vou reabrir este capítulo como se reabrisse a garrafa do vinho francês que acabei de buscar. Tomo então um gole redondo do Baron D’Arignac, rouge, respiro fundo — e ataco minhas lembranças como se fosse um leão. Às vezes você precisa pôr uma pedra enorme no próprio sapato para sentir-se vivo. Quem só pisa em espumas não cria coragens. Quem só vê o macio não sabe a dor.