30.5.26

Declaração de amor à vida

Minha honestidade pessoal me leva a ser autêntico. A nunca fazer o que eu não queira. Porque eu não preciso fazer aquilo que eu não quero. Posso perder algumas coisas por ser assim, agir assim, pensar assim. E seguramente perco mesmo muitas coisas — muitas! — mas todas não significativas para mim. Perco coisas, mas não perco liberdade. Não perco aventuras, não perco amor, alegria, gostosura, desejos, tentações. Ou seja, posso até perder coisas, mas ganho na dimensão da minha personalidade, da minha alma, do meu Espírito, da minha paz profunda. Pois não abro concessões àqueles que possam querer me prender.

Não jogo minha própria vida em troco de salário, prestígio, poder, posses, coisas, tranqueiras. Não permito que me roubem esse único presente que eu tenho 
 em troca de um futuro que nem sei se vai haver.

Não assumo compromissos que me sufoquem, ou que me levem à exaustão para cumpri-los. Eu não crio dependências que me prendam, em hipótese alguma. Não me casei, não tenho filhos, não tenho noivas, não tenho muitas namoradas, não faço juras de amor eterno. Nem tenho planos mirabolantes que possam sugar minha existência gostosa de agora mesmo.

Faço só o que me dá prazer — e apenas pelo prazer. Sem nenhuma maldade. Sem dor, sem pressa, sem esforço desumano, sem mágoas, sem ciúmes, sem cansaço e sem pressões. Sem explorar quem quer que seja.

E isso não é um mero jogo de palavras: 


Sou o dono do meu tempo.


E não deixarei de amar os meus amores em nome de nada!