8.1.13

salvei uma barata

Ontem eu salvei uma barata.

Eis como tudo aconteceu: Estávamos num restaurante na Zona Sul de SP, cujo dono é um austríaco maluco de nome Loos, e que nós, por uma série de razões (e de emoções), chamamos de Boteco Divino. Tomei cerveja, discuti Economia com amigos, e ouvi uma música bonita, dançante, alegre, que parece ser Samara. Mas o fato mais interessante da noite foi que salvei uma barata. Assim que entrei num dos banheiros, vi a coitadinha esperneando lá no fundo do vaso, desesperada, quase se afogando. Era uma situação de emergência... Eu precisava ser rápido. Então, peguei uma caneta bic, enrolei nela um pouco de papel higiênico, e pronto: já tinha construído um pequenino guindaste. E foi por ele que ela subiu, arfando, cansadíssima... Depois, quando a coloquei no chão e ela se sentiu segura, olhou-me amorosamente, veio até perto dos meus pés, acenou suas duas anteninhas, me agradeceu sorrindo, e seguiu seu caminho. Como se pode notar — ontem eu salvei uma vida!



A propósito, em 27 de fevereiro de 2012, eu já havia salvado uma formiga.