29.3.08

adeuses

São divinos meus adeuses.

Até hoje, sempre me despeço da minha mãe e de meus irmãos como se nunca mais fosse vê-los outra vez. Ou vice-versa. A despedida se transforma em liturgia, nossos toques viram bênçãos... Eu os abraço sem pressa e me coloco inteiro no amor e no adeus que lhes dou. Minha alma se pronuncia, chego a chorar por dentro de mim, e até mesmo morro um pouquinho nesse abraço mágico.

E se um dia talvez eu vier a morrer de verdade — o que é bastante improvável — já terei feito todas as despedidas que eu gostaria de fazer.

É a vida.